Uma exposição na França, batizada de Animais do Futuro, tenta mostrar como será a fauna do planeta daqui a milhões de anos, com base em trabalhos científicos e projeções que levam em conta questões como as mudanças climáticas e os movimentos das placas terrestres.


Em uma espécie de safári virtual, os visitantes do parque temático Futuroscope, em Poitiers (centro-oeste da França), têm a chance de conhecer animais como o “baboukari”, descendente do macaco uacari de cara vermelha, da Amazônia, que apareceria em 5 milhões de anos com a transformação da floresta tropical em uma savana seca, na projeção virtual dos cientistas.

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Visitantes observam “lula-macaco”. Descendente da lula evoluiria para animal terrestre.

Sentados em um veículo que os transporta pela exposição, os visitantes utilizam binóculos com câmeras integradas que filmam o cenário observado. Um computador insere os animais virtuais em terceira dimensão às imagens do ambiente observado.

Os visitantes também utilizam braceletes com sensores que permitem interagir com os animais do futuro.

A posição exata de cada visitante é calculada pelo sistema de localização integrada ao veículo, o que permite que cada um tenha seu próprio campo de visão e possa “se comunicar” de forma autônoma com as imagens de animais que aparecem no filme.

Dessa forma, os visitantes podem descobrir as futuras paisagens da Terra e a evolução dos animais em 5 milhões, 100 milhões e até 200 milhões de anos.

Eles percorrem estepes áridas e frias, uma floresta tropical, fundos marinhos e uma espécie de pântano.

Adaptação

O meio-ambiente e os animais representados nessa exposição são fruto de uma teoria desenvolvida por cientistas britânicos a partir da evolução dos movimentos geológicos da Terra, do clima e da capacidade de resistência da fauna, que mudaria para se adaptar ao novo ambiente.

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Descendente do uacari de cara vermelha, da Amazônia, que transformaria em savana

Dessa forma, os macacos uacari, ao darem origem aos “baboukari”, desceriam das árvores da Amazônia, que não existiriam mais, para viver no solo. Eles não usariam mais sua cauda para se balançar entre os galhos e sim para se comunicar entre eles em meio à alta vegetação.

Um outro animal do futuro seria o “tortunossauro”, que evoluiria a partir da tartaruga gigante. Esse réptil, em 100 milhões de anos, seria o maior animal terrestre, com sete metros de altura. Maior do que um dinossauro, seu peso, de 120 toneladas, seria 40 vezes maior do que o de um elefante. Sem temer nenhum predador, perderia a maior parte de sua carapaça.

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O “grande planador azul” seria um passáro que viveria nos picos das montanhas
 

Comparação

Em outro espaço da exposição, concebido pela cientista Christiane Denys, professora de zoologia do Museu Francês de História Natural, os animais do futuro são comparados aos de hoje e aos do passado para dar um panorama sobre a evolução das espécies.

A tecnologia da “realidade ampliada”, que permite ver os animais da exposição, está sendo utilizada pela primeira vez na área do divertimento.

Ela já é empregada no campo da medicina, para cirurgias, na aeronáutica, na arquitetura e no setor do turismo.

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Criaturas marinhas dotadas de uma concha e inúmeras patas longas

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O “oisson” existiria dentro de 200 milhões de anos, descendente dos peixes-voadores

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Lesma com 30 cm de altura existiria em 200 milhões de anos; a pele se tornaria dura

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