Mulher Maravilha | Tiffany Fallon como a nua da Playboy é uma das revistas mais requisitadas da web

Foto da atriz em entrevista ao IGN - abril de 2007
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Foto da atriz em entrevista ao IGN – abril de 2007

A edição do mês de fevereiro da revista Playboy de 2008, traz na capa a modelo Tiffany Fallon nua, apenas com as botas, a revista não a coloca como “vestida”, e pintada com o uniforme da Mulher-Maravilha. A modelo, que não é uma desconhecida do cenário norte-americano, já foi playmate da revista em 2005 e tem feito várias aparições na TV.

A revista já está criando polêmica, principalmente entre os meios especializados. E tudo devido há um texto publicado na revista, na qual, para ilustrar o assunto da capa, Sexo na América, Fallon, maquiada como a super-heroína da DC, editora de Superman e Batman, é comparada a uma Lynda Carter, a Mulher Maravilha da série de TV – que por sinal é mais bonita do que a modelo -, moderna e colocada como um símbolo da justiça, da verdade, e da sensualidade americana.

Os pontos mais discutidos são o currículo de Fallon, que simplesmente não possuiu uma indicação de que ela participe de qualquer atividade beneficente, de caridade, social, ou relacionada à justiça, para colocá-la como símbolo destas coisas; e ainda a comparação com Lynda Carter.

Carter, que também foi modelo e ganhou um concurso de beleza, era considerada, na época em que interpretou a Amazona, e particularmente nos Estados Unidos, uma mulher moderna, uma feminista, e serviu como modelo para muitas garotas. Seu papel no seriado, com uma atitude positiva, independente e idealista, teve uma importante influência no comportamento de diversas jovens.

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E como não existe nada na carreira ou na imagem de Fallon – pelo menos, que se saiba – que se compare com o histórico de Carter, o assunto virou combustível para mais uma rodada de discussões entre homens e mulheres, nos mais diversos blogs e fóruns, com participação especial de numerosas feministas.

Embora exista um mérito conceitual nessa discussão, por outro lado trata-se de uma tempestade num copo d’água. Afinal, a revista Playboy trabalha com a imagem sexual da mulher há mais de 50 anos. Se ainda se estivesse falando da Time ou da New Yorker

Se algumas pessoas acham que a revista passou dos limites comparando a modelo pintada com um dos símbolos da força do feminismo e da independência da mulher americana, esta é a atitude tradicional da revista masculina, que visa atender ao seu público-alvo.

Outro argumento interessante é que a Mulher-Maravilha, criada como uma personagem feminista, durante décadas não se comportou nem agiu como tal em suas histórias, e foi transformada em fetiche masculino devido aos seus trajes e formas esculturais, coisa que, aliás, também ocorreu com a participação de Lynda Carter no seriado de TV.

É com esse fetiche de alguns, especialidade da Playboy, que a revista está trabalhando.

A discussão perde ainda mais força quando se leva em conta o fato de a imagem da mulher ser explorada e banalizada até nas revistas destinadas ao público feminino.

Vale lembrar que a importância dada à personagem e o seu significado histórico nos Estados Unidos – dentro do contexto acima, não são os mesmos no Brasil.

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