Grande sucesso da Broadway a peça Jesus Cristo Superstar é apresentada em SP


 

Com Igor Rickli, Negra Li, Alírio Netto, Fred Silveira e Wellington Nogueira, montagem estreia no Teatro do Complexo Ohtake Cultural em 14 de março.

Jesus Christ Superstar é um musical de rock de Andrew Lloyd Webber, com texto de Tim Rice. Apresentado em 1970, destaca as lutas políticas e pessoais de Judas Iscariotes e Jesus. A ação ocorre, na maior parte, conforme os evangelhos da Bíblia sobre a última semana da vida de Jesus, começando com a chegada em Jerusalém e terminando com a Crucificação. Atitude moderna e gírias prevalecem nas letras e há alusões irônicas à vida moderna enquanto a visão política dos acontecimentos é retratada. As produções cinematográficas e teatrais apresentam muitos anacronismos, na visão dos sectários, isto é, daqueles que querem separar política de religião.

Grande parte do enredo é focado na personagem de Judas, que é retratado como uma figura trágica, realista e conflitada que não está satisfeita com a aparente falta de planejamento político e afirmações de divindade de Jesus.
Mas engana-se em achar que essa é a primeira versão do musical aqui em Terra Brasilis. Em março 1972 Jesus Cristo Superstar teve tradução de Vinicius de Moraes, e estreou em São Paulo, no teatro Aquarius, no bairro do Bixiga, tendo no papel principal o ator carioca Eduardo Conde. A versão portuguesa foi traduzida por Filipe La Féria e António Leal e em 1973 a Universal Studios lançou a sua versão cinematográfica de grande sucesso. E de acordo com registros da época não teve a mesma repercussão negativa de hoje, o que é de se estranhar pois não se trata de uma obra inédita.
Durante uma coletiva de imprensa bastante descontraída o diretor Jorge Takla respondeu a maioria das perguntas polêmicas.
Questionado sobre a imagem do ator Igor Rickli (Jesus) sem camisa no pôster da ópera ele responde. “Sou católico e não vejo motivos dessa imagem causar tal desconforto, afinal a imagem que nós temos de Jesus ele está usando somente um lençol cobrindo as partes íntimas, pelo menos no caso do Igor ele usa uma calça jeans”. E ele completa. “O Brasil é um país laico, está peça não fere em nada a minha crença, muito pelo contrário ela reanima a minha fé e o meu questionamento como toda obra de arte. É transgressora sim pela sua linguagem e toda obra de arte de valor faz a gente pensar um pouco.” E o diretor é mais democrático e completa. “Todos tem o direito de não gostar, como em qualquer forma de arte, como também nós temos o direito de nos expressar.”

A escolha do elenco também não foi nada fácil. A equipe de produção teve que enviar aos autores da obra três portfólios de possíveis atores para cada personagem para que fossem aprovados para os seus papéis. Além é claro de um teste rigoroso com cada um.
Segundo Jorge a ópera rock nesta nova versão tem uma apresentação totalmente inédita tanto no figurino quanto nas músicas, apresentando um visual mais “clean” do que eles acham que se adapta ao público moderno brasileiro.

 

 

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Fotos: Divulgação/João Caldas

A montagem apresentada pelo Ministério da Cultura e com patrocínio Smiles tem no elenco principal Igor Rickli (Jesus), Negra Li (Maria Madalena), Alírio Netto (Judas), Fred Silveira (Pilatos) e Wellington Nogueira (Herodes). A realização é da TIME FOR FUN e Takla Produções. Ingressos para o espetáculo estão à venda na bilheteria do Teatro do Complexo Ohtake Cultural, pela internet (www.ticketsforfun.com.br), pelo telefone 4003-5588 ou pontos de vendas espalhados pelo país.

O musical é marcado por um texto politizado, que na montagem tem versão brasileira de Bianca Tadini e Luciano Andrey. O espetáculo original foi criado no inicio dos anos 70, no rastro dos eventos de Maio de 68, quando jovens foram para as ruas se manifestar contra a opressão do sistema, derrubando governos, mudando regras, exigindo seus direitos. Viu-se uma década cheia de energia, de contestação e de reivindicações por um mundo melhor. Toda essa revolução teve o rock como trilha sonora amplamente explorado no espetáculo. Nesta versão, a direção musical é de Vânia Pajares. Já a coreografia ficou por conta de Anselmo Zolla.

Por carregar consigo um contexto político, o espetáculo foge de uma simples narração bíblica e ganha contornos de modernidade e humanidade. “Jesus de Nazaré era antes de mais nada um revolucionário, que lutava contra a opressão. Ele não era somente um líder religioso. Líder, sim, mas muito humano, com seus conflitos e dúvidas, como qualquer líder espiritual budista, muçulmano, judeu ou cristão”, afirma Jorge Takla.

Para ele, o espetáculo é atemporal e, mais do que isso, mostra-se mais atual do que nunca. “Trata-se de uma obra dinâmica e cheia de energia jovem, com uma música deslumbrante, além de cenários e figurinos super contemporâneos e universais, que mexem com o ‘jovem sonhador’ que existe em cada um de nós. Ele mostra este homem (Jesus Cristo) e a sua ‘turma’ como verdadeiros seres humanos, com suas qualidades e defeitos, representando exatamente o que o povo queria ouvir. Como aconteceu no surgimento do rock nos anos 50, Maio de 68, e junho de 2013 na Paulista… e como um bom Teatro Musical de hoje”, conclui.

“Jesus Cristo Superstar” será ainda a primeira produção da TIME FOR FUN no Teatro do Complexo Ohtake Cultural, que a empresa passou a operar em 2013. “Estamos muito felizes em trazer um clássico dos musicais, apostando numa linguagem moderna acentuada pela trilha de rock n’roll. Essa será seguramente uma produção de muita qualidade, pré-requisito em todas as casas da T4F e que também será o norte deste novo Teatro”, afirma Stephanie Mayorkis, Diretora de Conteúdo e Novos Negócios da T4F.

Serviço:

Temporada: de 14 de março a 08 de junho

Local: Teatro do Complexo Ohtake Cultural – (Rua dos Coropés, 88 – Pinheiros) Horários: quintas e sextas, às 21h; sábados, às 17h e 21h; domingos, às 18h Duração: 130 minutos em dois atos (com intervalo de 15min)

Ingressos: de R$ 25,00 (meia-entrada) a R$ 230,00

Classificação Etária: Classificação livre. Menores de 12 anos acompanhados dos pais ou responsáveis legais.

Capacidade: 627 lugares

Estacionamento com manobrista: R$25,00

Meia-entrada: obrigatória a apresentação do documento previsto em lei que comprove a condição de beneficiário.
Clientes MasterCard crédito tem benefício exclusivo:

MasterCard ShowPass, tecnologia de acesso que carrega

o ingresso no próprio cartão para ser utilizado na entrada do show (ou evento). Mais informações, acesse: www.mastercard.com.br/showpass

BILHETERIA OFICIAL – SEM TAXA DE CONVENIÊNCIA
Teatro do Complexo Ohtake Cultural

Diariamente, 12h às 20h (em dias de espetáculo, a bilheteria funciona até o início da apresentação)

Rua dos Coropés, 88 – Pinheiros

LOCAIS DE VENDA – COM TAXA DE CONVENIÊNCIA

Pontos de venda:

www.ticketsforfun.com.br/ondecomprar

Central Tickets For Fun: por telefone, entrega em domicílio

(taxas de conveniência e de entrega) – 4003-5588 (válido para todo o país), das 9h às 21h – segunda a sábado.

Pela Internet: www.ticketsforfun.com.br (entrega em domicílio – taxas de conveniência e de entrega)

Formas de Pagamento: dinheiro, cartões de crédito American Express®, Visa, MasterCard, MasterCard débito, Diners e cartões de débito Visa Electron.

Venda a grupos: grupos@t4f.com.br

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