Por que BvS é melhor que Guerra Civil, ou o contrário?


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Heis a guerra filosófica do século!

Direto ao assunto. Dizer que o fã busca referências no cinema como acontece em Batman vs Superman é uma verdade.
Que o filme da DC traz lembranças dos quadrinhos como Piada Mortal, algumas cenas praticamente copiadas como foi feito em Watchmen etc, também é uma verdade.
Mas um filme é apenas isto?
Parafraseando Nobuhiro Watsuki, criador de Samurai X.

“A obra é o filho do criador. As adaptações como Animes e Jogos, são seus netos. Os netos são filhos dos seus filhos. E um avô não deve se meter na criação de seus netos. Ele deve amá-los. E se ver que os netos não são bem tratados, aí sim deve dar seus palpites. Um filme é o filho adotivo. Você o ama, mas você o deu. Não irá se intrometer. Qualquer filme possui um novo criador, mesmo que ele seja “baseado” em uma obra. O diretor é um novo autor que irá transportar de uma nova maneira aquela leitura. E por isso eu não me importo e fico feliz com o que acontece.”
Nobuhiro Watsuki

Por este motivo retorno ao tema, mas com a concorrente. A Marvel.

Por que os filmes da Marvel dão certo e são mais legais? Resposta simples: Novo universo.
A Marvel não está apenas adaptando seus personagens para a telona. Ela criou um universo que é tanto para os fãs das HQs quanto para um novo público.
Comercialmente, as HQs vendem pouco. As vendas da Casa das Ideias não vai bem desde a década de 1990, quando vendeu os direitos de seus personagens para as distribuidoras de cinema.
E apenas com um filme, ela tem praticamente o triplo (para mais), de retorno financeiro que teria com a venda de uma saga.
E isto a Marvel faz com maestria. Lógico, tendo a Disney, dona da marca, como bolso financeiro.
Não é segredo para os fãs dos quadrinhos, mas é para quem não lê Homem Aranha e cia, que dentro das páginas existem vários universos, que são chamados de Multiversos.
São chamados de Terra.
Temos por exemplo a Terra-181, onde o Demolidor é um assassino de aluguel.
A ideia do multiverso, além de vender mais quadrinhos, é um mundo baseado no “real”, com geografia e muitas cidades semelhantes, utilizado como plano de fundo em comum para histórias de diferentes séries em quadrinhos, e de cenário para encontros entre os personagens.
Serve também para que a Marvel não precise zerar a todo momento seu universo, coisa que virou moda na DC (casa do Superman, que nunca foi Superboy, que foi Superboy, que… espera, virou zona!), possa criar novas histórias de seus personagens, com um Homem Aranha Mexicano. Este é do Universo Ultimante, onde o cabeça de teia é Miles Morales.
Neste Universo, totalmente válido e com ótimas histórias, o Aranha é latino e negro! Ponto pra Marvel.
Agora imagine ter que explicar isso tudo nos cinemas? Que chato seria? Até mesmo o mais fanboy dos fãs (plenonasmo), ficaria com a mente do Deadpool, ou seja, maluca.
Por isso a Marvel não apenas adapta, mas cria um Novo Universo cinematrográfico, com novas histórias, atualizado para o momento atual que nossa sociedade vive. Não adianta colocar uma história de um Tony Stark na Guerra do Vietnam.
Lógico que ela também comete seus erros, aproveitando como exemplo o filme do Homem de Ferro 3. Que droga é aquela de Mandarim?
Voltando ao assunto. DC agora.
O fã gosta de referências? Lógico! Eu adoro as referências. Mas um filme apenas de referências não funciona! Ok, funciona, mas tem que ser bem feito como foi o caso, novamente, de Watchmen. E até mesmo 300 de Esparta ou Sin City. São ótimos filmes que vieram dos quadrinhos para a tela. E aquele que não é fã, que nunca leu nada na vida de Frank Miller e nem sabe quem ele é, conseguiu entender.
E é aí que entram os roteiristas! Uma pergunta: Por que os filmes do Batman, desde Tim Burton, funcionaram?
A resposta é simples. Porque Burton trouxe uma visão de um Batman mais sombriou, de uma Gotham, como diz o seu nome, cheia de terror. Não aquelas cores vibrantes de Adam West. Seu Coringa, feito por Jack Nicholson e idolatrado até hoje, era completamente diferente do retratado nas páginas do Cavaleiro das Trevas.
Até então, a única edição a ser saboreada e com gosto, tinha sido Cavaleiro das Trevas, na década de 1980, feita por Frank Miller. Que também não seguia a linha do tempo do Homem Morcego, assim como Batman Ano 1 do mesmo escritor.
Por isso Batman nos cinemas deu certo. São poucas referências as HQs e muita história! Muitos fãs torceram o nariz, mas sem dúvida alguma o cinema revigorou o personagem trazendo novos leitores para os quadrinhos.
E também vale destacar que a TV que deveria sofrer com a linha do tempo, fez o contrário. Apenas lembrar que a única Lois Lane mais próxima das HQs é do seriado Lois e Clark. Que o Lex Luthor desta série, assim como de Smallville, é mil vezes melhor do que o Zuckerberg, digo, o Lex feito por Jesse Eisenberg em Batman vs Superman. Daí podemos dizer que a referência deveria existir. Sim. Mudar o padrão de um personagem não funciona. Sua raíz, aquilo que ele é, é o que fará qualquer pessoa ir ao cinema. O adaptar, como foi feito com Sherlock da BBC é extraordinário. O que não pode ser feito, é o lixo do Deadpool do filme do Wolverine.
Retornando. A TV acabou fazendo o contrário e influenciou as HQs com novos personagens, como Arlequina que nasceu do sucesso do desenho do Batman, que também possuía poucas referências das HQs. E a Chloe de Smallville, que praticamente não possuia referência alguma, e mesmo assim durou 10 temporadas.
Por este motivo, a questão não são se os filmes possuem referências aos quadrinhos, aos livros, aos games – que por sinal os jogos de Batman são outro assunto a parte de fenomenais -, são o motivo do sucesso de uma franquia.
O motivo é apenas um: o fã e aquele que foi ao cinema e gostou.
E se Batman vs Superman é melhor que Guerra Civil, é apenas gosto. E questão de uma eterna rivalidade entre os fãs da DC e Marvel.
Podem dizer o contrário, mas é. É como o fanboy dos livros de Senhor dos Anéis que não aceita a Tauriel e a trilogia do Anel. E a pergunta fica, se os filmes são tão ruins assim, por que ganhou tantos Oscar e é o único filme de Fantasia a conseguir fato inédito?
E os números de Batman vs Superman, assim como dos filmes da Marvel, não deixam mentir sobre algo. Não importa qual seja melhor.
Nunca filmes baseados nos quadrinhos fizeram tanto sucesso no cinema. Onde em séculos alguém imaginaria ver atores como Kirk Douglas ou Jack Nicholson fazendo um filme de super heróis?
Os heróis sempre foram motivo de chacota entre muitos atores do cinema. E devemos agradecer a Wesley Snipes, com seu Blade da Marvel, tamanho sucesso.
Não importando qual o melhor, o fator é que os números na conta das distribuidoras é sem dúvida alguma, em época de crise global, a maior coisa que o Tio Patinhas já viu. E que as discussões sobre quem é melhor continue. Afinal de conta, eu prefiro bolacha. E você? Biscoito?

E que subam as cortinas! Até a próxima!

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