Nós já assistimos: Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos


O título do filme é o que realmente diz: O primeiro encontro entre dois mundos.

Mas não o mundo que está contido no filme com a chegada dos Orcs, mas sim de um estilo que há tempos vem tentando se consolidar nas telas de cinema: as adaptações de games.

E não apenas de um game, mas da linha de RPGs. E ainda mais a fundo, de um estilo Dungeon and Dragons. Warcraft pode não ser um D&D, mas deixa qualquer fã das antigas, dos mais de 40, felizes em finalmente poder ter algo neste sentido nos cinemas. E bem feito. Longe das discussões se o filme é bom porque é feito para fãs ou não, o que importa é que graças a uma nova geração de produtores profissionais e os sucessos das adaptações da Marvel, a Universal com a Blizzard (produtora do game), apostaram em uma franquia do século passado que ainda está até hoje fazendo sucesso junto aos gamers. Mas estamos falando de um filme e não do jogo. Warcraft: O filme O filme é bom. Sim, não é um Senhor dos Anéis e nem vamos comparar. Todo fã de fantasia sabe que Warcraft, The Witcher, Game of Thrones e tantos outros, bebem de Tolkien. E todo bom fã, não compara.

Ele se diverte. Ainda não é a oitava maravilha do mundo, mas Warcraft faz o que promete e com maestria. Deixa o expectador, tanto fã quanto aquele que nunca ouviu falar na vida deste game, saindo do cinema aos pulos e com o sorriso no rosto. Esta adaptação tem seus problemas. Alguns como a alta velocidade no início da história. A pessoa realmente se vê dentro do filme com tantos acontecimentos, que seria necessário um controle remoto para dar um pause para respirar. Mas isto, porque muitos não estão acostumados a tantos nomes oriundos dos games de RPG. E ainda mais porque a grande maioria esmagadora, até mesmo de jogadores, ainda vê Orcs como sendo os grandes inimigos de tudo e todos. Um pouco de “culpa” de filmes como Senhor dos Anéis e tantos outros jogos de tabuleiro e até mesmo de computadores. Aqui, os Orcs não são de todo ruins, assim como os seres humanos. Eles possuem suas maldades e suas bondades. São uma cultura diferente daquela que os humanos estão tão acostumados.

E falar em acostumados, não precisam decorar todos os nomes e termos que aparecem no filme. Porque iriam precisar de um dicionário. E por falar em história, vamos a ela. A região de Azeroth sempre viveu em paz, até a chegada dos guerreiros Orc. Com a abertura de um portal, eles puderam chegar à nova Terra com a intenção de destruir o povo inimigo. Cada lado da batalha possui um grande herói, e os dois travam uma disputa pessoal, colocando em risco seu povo, sua família e todas as pessoas que amam. Não esperem mais do que isso para esta primeira aventura. Warcraft O Filme ainda não possui a profundidade dos mais de 10 livros já lançados, quadrinhos, mangás e além do jogo. Mesmo assim, todo o drama que envolve uma Guerra está lá. É impossível não se emocionar com esta adaptação. O visual também é muito bom. Ainda com algumas falhas, mas isto é para aqueles que são mais entusiastas das CGIs.

A atuação dos atores é um belo destaque, principalmente para Travis Fimmel que interpreta Lothar e o Rei Llane Wrynn vivido por Dominic Cooper. Cooper que pode ser visto como Roward Stark e atualmente está na série Preacher, uma adaptação dos quadrinhos, faz bem o seu papel. Mas Travis é muito melhor. As cenas de luta do personagem e seu carisma são peculiares. O mesmo para a “interpretação” em CGI dos Orcs. Warcraft é um filme para fãs e entusiastas do gênero. Não é um novo Senhor dos Anéis como alguns críticos descrevem. Warcraft O Primeiro Encontro de Dois Mundos contém sua própria história e universo. Ainda terá muito o que contar para os fãs. E sem dúvida alguma é algo diferente no cinema atual com tantos super heróis. E que venham mais Orcs, Wargens, Elfos e novas histórias. A aventura está apenas começando! E viva a Horda, digo, que subam as cortinas.

Até a próxima.

 

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