CCXP 2016 | Confira nossa opinião de como foi o evento épico geek do ano

Foto Surya Bueno / Aumanack
Figurinos originais e raros foram expostos durante todo o pavilhão, alcançando nível internacional

O Brasil ainda é o país do futebol, mas aos poucos, porque não também pode ser o país geek.

Apesar de sermos um dos maiores países do mundo, ainda estamos na era mesozoica em se tratando de cultura de entretenimento.

Há cidades que nem existe sala de cinema e o número disponível chega a ser ridículo comparado ao tamanho do nosso território, além é claro do preço nas nuvens e inacessível para a grande maioria dos brasileiros, mesmo aqui em São Paulo.

Mas aos poucos como o símbolo da Comic Con Experience as coisas vão tomando eixo e melhorando a cada edição.

Nós aqui do Aumanack fomos a campo e eis um resumão da nossa impressão do que foi a terceira edição da CCXP.

Cobrimos o evento desde a 1ª edição e torcemos de verdade para que cada vez mais essas peças coloridas finalmente completem o cubo.

Somos repórteres “de campo” e ficar no meio dos fãs é o melhor lugar para saber se o evento deu certo.

Este ano tivemos menos problemas que as duas edições anteriores, então duas partes do cubo já foram completas.

O local maior deu ao público mais liberdade de locomoção. A logística da sala do Omelete em formato de castelo com acesso as celebridades e ao público ainda é uma jogada sensacional. Todo o elenco de Shadowhunters por exemplo correu para o topo do castelo e acenaram para o público abaixo, levando os fãs a loucura. O mesmo valeu para outras estrelas que pareciam bem a vontade no evento.

Falando nisso, a janela no mezanino onde as estrelas aguardavam a liberação pra o palco foi outra jogada incrível, os atores conseguiam ver os estandes e acenar para o público embaixo.

Os estandes das distribuidoras estavam mais criativos que as edições anteriores e com atividades que agradavam o público – até eu dancei para ganhar um pôster. Mais um ponto para esse cubo.

A área cosplay é de responsabilidade do canal SyFy e este ano apesar de ter melhorado na estrutura e os serviços dentro do camarim, esqueceu que homens e mulheres têm que se vestirem em locais separados. Fica a dica.

É claro que algumas coisas são “normais” para qualquer evento gigantesco. Filas se formavam do nada e em alguns espaços era impossível se mexer enquanto outras áreas estavam “mais vazias”.

Havia mais banheiros a disposição o que facilitou a manutenção e o andar superior com as palestras nos palcos extras deu aos fãs que perderam os painéis a oportunidade de interagir com o seu astro preferido em palestras interessantes.

No geral este evento está muito parecido com o original de San Diego mas ainda falta atividades do lado de fora o que ajudaria bastante na distribuição do público. Bem, isso seria muito legal e criativo, mas com certeza poderá ser pensado já que o SPExpo acabou de passar por essa adaptação.

O auditório Cinemark está lindo e bem mais seguro para as celebridades, na edição anterior a organização passou por uns apuros com a segurança dos artistas já que os fãs corriam em direção ao astro tentando aquele self tão desejado. Coisa que este ano ficou bastante difícil.

A única desvantagem desse novo local é que não é totalmente stadium como a edição anterior. Uma parte dos acentos na frente é totalmente plana o que dificulta a visão de quem está nas últimas fileiras deste nível, mesmo o palco sendo superior.

A entrada independente e coberta para quem passou a na fila foi um agrado muito bom, já que nas edições anteriores ficamos na rua e sem segurança. Nesse caso, agradeço a organização em pensar na galera da madrugada. Só não conseguimos apurar se algumas lojas de alimentação ficaram abertas na madrugada atendendo o público, já que havia portas disponíveis para o lado de fora. Isso vale também para o uso dos banheiros.

Outra coisa que ajudou bastante foi a pulseira distribuída na madrugada para quem esperou pelos painéis. Bem melhor do que nos anos anteriores que fazíamos uma lista com um papel.

Aliás, ainda o grande problema do evento são as filas, a grande reclamação da logística da troca.

Não sei como é feito em um grande show ou em um dia de jogo de futebol, mas a demora da fila “andar” talvez ainda seja a grande reclamação.

Houve a possibilidade de retirar a credencial um dia antes, o que facilitou para uma pequena parte do público. Talvez alguns dias a mais resolva o problema para quem quisesse trocar ou resolver o problema de extravio do ingresso. Talvez haja um jeito mais eficiente de se livrar dos cambistas.

A logística do ônibus do Jabaquara até o evento até que funcionou bem melhor do que os anos anteriores, e a troca do local da saída do público no sábado e domingo ajudou bastante no fluxo de pessoas, principalmente na saída do estacionamento.

Claro que tudo isso foi uma visão totalmente pessoal e o que conseguimos apurar com alguns fãs, é impossível estamos em todos os lugares, demos prioridade este ano aos estandes e as atividades deixando a cobertura no auditório Cinemark para os nossos amigos jornalistas.

Agradecemos a organização pelo convite e pela nova área de imprensa disponível. Uma tomada e wi-fi são bem vindos.

Agradecemos também toda a atenção das distribuidoras que atenderam as nossas “churumelas”, mas que infelizmente faz parte do show. Até o ano que vêm.

 

 

 

 

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