Crítica: Fallen


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Sempre gostei de histórias onde anjos são o tema principal. Quando li Fallen há uns quatro anos atrás achava que finalmente tinha encontrado o meu paraíso. Afinal a sinopse do livro me parecia bastante interessante. Esqueci o livro assim que o terminei. Confesso.

Antes de falar sobre este filme, lembrei que nem sempre um filme, pequeno e de orçamento barato é sinônimo de “coisa ruim”.

Nos anos 80 Francis Ford Coppola dirigiu a adaptação homônima Vidas sem Rumo, de Susan E. Hilton, ela escreveu o livro com apenas 17 anos e recebeu prêmios por isso.

A adaptação com orçamento medíocre conseguiu uma façanha ainda inédita na história do cinema. A contratação do melhor time de atores da década de 80, na época todos jovens e totalmente desconhecidos, são eles Matt Dillon, Ralph Macchio, Patrick Swayze, Rob Lowe, Emilio Estevez, Tom Cruise e C. Thomas Howell. Prova que nem sempre atores iniciantes e orçamento baixo faz-se um filme ruim. Mas enfim.

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Vamos a Fallen

Os protagonistas vividos por Addison Timlin e Jeremy Irvine não pareciam estar na mesma cena, estão sempre distantes estragando grande parte do filme, não consegui em nenhum momento criar empatia pelos dois.

O filme segue o mesmo problema da obra original, há momentos que se acelera na trama e o telespectador fica surpreso para o que vêm a seguir e depois há uma freada brusca na história e o medo de seguir em frente faz com que aquilo que se imaginava simplesmente não acontece.

O medo de encarar o desafio, de ser diferente, de ser trabalhado, espontâneo, misterioso.

A introdução do filme é bem interessante, melhor até que o livro, e as cenas em flashback (apesar de confusas) tenta dar ao filme um tom mais noir. Mas só tentam.

Este é bem o típico caso que se Nichole Millard tentasse mudar algo poderia e muito melhorar o filme. Afinal não são necessários grandes orçamentos para uma película que passa o tempo todo em um reformatório.

Mas há filmes e filmes, como fica bem claro. Feito exclusivamente para os fãs esse Fallen com certeza poderá agradar que aguarda ansiosamente pela adaptação de sua obra preferida.

Mas não incentivará novos leitores. Há erros grotescos de continuidade e finalização no roteiro. Histórias que começam e não tem fim e fim sem um começo. Aliás, pasmem, o filme não tem fim, aliás, não tem um link para lugar algum, como se simplesmente o orçamento terminou naquele ponto e acabou o combustível.

Se no livro esse final funcionou, no filme nem tanto. Uma prova que para ser bom não precisa de um orçamento astronômico, basta um pouco de criatividade e um bom roteiro, que não é o caso.

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