Assistimos Assassin´s Creed, confira nossa crítica


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Como era difícil o meu francês. Aliás, como é difícil ser crítico de cinema nesses tempos de adaptações infinitas.

Pois que o primeiro filme da lista finalmente chega aos cinemas, esta semana, dia 12 de Janeiro.

Assassin´s Creed o filme é baseado no jogo do mesmo nome e foi a grande sensação na última CCXP com um dos estandes mais legais do evento.

Os fãs do game admitem que um dos maiores motivos do sucesso da série Assassin’s Creed tem sido sua mistura inteligente de história real com fantasia. Os Assassinos e os Templários são grupos reais de filosofias diametralmente opostas, e tão secretos que muito já se especulou sobre suas motivações.

Os Assassinos são baseados na seita hashashins dos muçulmanos nizaritas, caracterizados como uma ordem secreta que seguia uma figura conhecida como o Velho Homem da montanha. Ao longo de 300 anos, os Assassinos mataram centenas de alvos importantes. Na verdade, a palavra “assassino” se origina deste grupo. Os Cruzados, que formam o cenário do primeiro jogo da série Assassin’s Creed, avaliaram que se tratavam de um clã especialmente feroz, e sua lenda foi aumentada ainda mais nas histórias das Cruzadas contadas por Marco Polo.

Os Cavaleiros Templários, em comparação, eram uma ordem cristã estabelecida por quase dois séculos durante a Idade Média. Foi sancionada oficialmente pela Igreja Católica Romana e contava com algumas das figuras mais importantes e temidas daquela época, e o grupo deteve enorme poder e influência até sua dissolução, em 1312. Seu ocaso repentino no auge do poder resultou na crença de que a organização simplesmente passou a ser secreta e continuou exercendo sua influência.

Assassin’s Creed retrata um mundo em que nenhum desses grupos desapareceu completamente. Em vez disso, eles travam uma guerra silenciosa um com o outro durante séculos e decidem o curso da história humana real. Muitas figuras históricas fazem parte dos jogos, bem como no filme. Tomás de Torquemada, por exemplo, aparece como um importante membro dos Templários que os Assassinos precisam deter, durante os dias mais brutais da Inquisição Espanhola.

Lançado em 2007, Assassin’s Creed colocava os jogadores no coração das Cruzadas, num mundo em que a guerra sangrenta entre Assassinos e Templários durava séculos e definia grande parte de história humana. O jogo foi um grande sucesso de bilheteria imediatamente e teve nada menos que oito continuações, além de inspirar vários outros jogos que já tiveram mais de 100 milhões de cópias vendidas no mundo todo. A série já transportou seus jogadores para a Renascença italiana, a fundação da América, a Era de Ouro dos piratas do Caribe e a Revolução Francesa.

Todos os jogos incluem o conflito entre Assassinos e Templários de hoje, no qual a suspeita empresa de biotecnologia Indústrias Abstergo serve de fachada para os Templários, prende Assassinos e usa um dispositivo chamado “Animus” para pôr em prática suas memórias genéticas e descobrir os segredos de seus ancestrais.

 

 

Cal Lynch (Michael Fassbender)  é forçado a participar do Projeto Animus depois de ser salvo de sua sentença de morte e através dos experimentos de Sofia revive as lembranças de seu ancestral Aguilar de Nerha, um Assassino durante a Inquisição Espanhola que é o responsável pela guarda de uma arma poderosa, a misteriosa Maça do Éden.

Com fogs e areias o diretor Justin Kurzel esforçou-se em dar um clima de sonho ao filme juntamente com a fotografia hora futurista demais ou retrô como a história exige, do cinza do vermelho em segundos recheados de parkour e os saltos da fé, para todos os lados.

E cabe, de novo, a pergunta. O filme é feito para os fãs ou para os leigos?

Nunca joguei AC, e achei os cenários fantásticos, caprichados, e as cenas de ação muito boas, de encher os olhos. Diferente do game quando Cal recupera suas lembranças, há uma enorme garra que reproduz os seus movimentos do passado, o projeto Animus imita uma matrix real.

Mas os filmes “se fazem” com um todo, e a principal falha está na falta de empatia dos personagens. Em nenhum momento você torce pelos personagens, tudo parece tão frio e distante que dar-se a impressão que as cenas foram feitas em separado, os atores não conversavam, não há química.

Mesmo nos momentos em que nosso herói está sob perigo de morte, sofrendo pressão psicológica ou até mesmo (SPOILER) sem poder andar, ou até mesmo no breve momento de romance, há uma cumplicidade com o telespectador. Tudo é muito corrido, sem desenvolvimento.

Uma outra grande falha está no roteiro. Saí da sessão com mais perguntas do que deveria. Uma pena, já que a saga dos Assassinos tinha um potencial histórico sensacional. Talvez esse filme agrade aos fãs e de novo temos uma batalha silenciosa entre os “críticos” e os fãs, mais um round na história do cinema atual. O 3D não vale o centavo que custa. Prefira gastar o seu troquinho em um 2D mesmo.

Se os fãs vão gostar do longa?Aposto as minhas fichas que sim.

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