Z A Cidade Perdida, ou o quanto estamos perdidos em nós mesmos


A incrível história real e baseada no livro sobre o explorador britânico Percy Fawcett (Charlie Hunnam), que viaja para a Amazônia no século XX e descobre evidências de uma civilização avançada desconhecida que pode ter habitado a região. Depois de ter sido ridicularizado pelo corpo científico que considera as populações indígenas como “selvagens”, Fawcett está determinado a retornar à sua amada selva e provar seu caso. No elenco estão Charlie Hunnam, Robert Pattinson, Tom Holland e Sienna Miller. A produção é de Brad Pitt.

Com um pouco mais de duas horas de duração, que poderiam ter sido muito bem em uma hora e meia, o filme ainda é surpreendente.

Como qualquer história real, o filme trará fortes emoções aqueles que irão conferir o trabalho de Hunnam e Tom Holland, que recentemente estiveram no Brasil.

O interessante, é que o filme acontece no início do século passado, justamente na Amazônia Boliviana e Brasileira.

Mas não vamos falar de história.

O filme traz ótimas doses de emoção e questionamento. Percy é um homem que vive preso em uma sociedade predominante em seus valores sociais, onde uma pessoa só é bem vista se tiver um bom nome de família. E o lugar das mulheres é ficar em casa tomando conta da família.

Neste universo, ele questiona a idade, onde está perante o mundo e que até aquele momento, antes de ir em sua expedição a Amazônia, de não ter conquistado nada. E o quanto de sacríficos ele deve fazer pelo que acredita. E saindo do mundo social e civilizado em que se encontra, ele lidera uma expedição ao lado de seu amigo Henry Costin, interpretado por Robert Pattinson.

Sua jornada não é fácil, mas ali em meio a floresta ele descobre que tudo em que sempre acreditou, não eram nada. Valores sobre amizade, sobre como o homem branco escraviza outros povos por os julgarem selvagens e o seu lugar como um ser humano, são cada vez mais questionados.

Temos uma aventura antes, durante e pós Primeira Guerra Mundial. Discussões sobre a mulher, sobre os filhos e família.

Questionamentos de que se algo não foi criado pelo Homem Branco, não existe! Pois só o homem branco (europeu), possui tais atributos dados por Deus.

Muito do que vemos neste filme, ainda existem nesta sociedade atual, onde as pessoas chegam a uma certa idade, mesmo tendo várias conquistas profissionais, mas ainda não ganharam a sua “medalha”. Onde a mulher ainda é vista como uma parte “a parte” e quanto de sacríficos fazemos por outros e nada por nós. A maneira como olhamos para as sociedades mais pobres de nosso planeta e não vemos o quanto de cultura esses antigos povos trouxeram para este mundo entre outros.

A interpretação de Charlie Hunnam em Z é muito mais forte e dramática do que em Rei Arthur. Os fãs do ator e do cinema irão se emocionar com o personagem. Terão muita raiva dele, irão querer o abraçar e perceber que em muitas partes do filme, estavam sem conseguir respirar. Tom Holland, está “Espetacular” também como o filho de Charlie Hunnam. E temos certeza que é por isso que ele foi escalado para viver o Espetacular Homem Aranha.

Ver atores que viverão super heróis no cinema em outros papéis, é algo gratificante, pois podemos ter certeza que eles realmente são bons.

Vá assistir a este fabuloso filme nos cinemas. Questione-se junto ao personagem sobre o que você realmente faz com o seu tempo. Se ele realmente tem sido bem aproveitado ou não. Se sua vida é feita, mesmo que não queira, para viver por uma sociedade ditatorial e que questiona os seus valores por não pertencer a um grupo seleto, seja ele social, de colegas de escola, do trabalho e até mesmo do facebook.

Saia do cinema não com respostas, mas buscando cada vez mais quem você é.

E que subam as cortinas! Até a próxima!!!

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Criador do site Aumanack e de outras coisinhas, anda sumido como toda celebridade mas ainda curte um cineminha

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