Baseado no livro “Um Pai de Cinema”, do autor chileno, o longa-metragem estreia no dia 3 de agosto.

Antonio Skármeta chega ao Brasil na segunda quinzena de julho para a divulgação de “O FILME DA MINHA VIDA, de Selton Mello. O longa é uma adaptação de “Um Pai de Cinema”, do autor chileno. Ambientado no sul do Brasil, na década de 60, mostra o processo de amadurecimento do jovem Tony Terranova (Johnny Massaro), sua relação estreita com a mãe, a ausência do pai – o francês Nicolas (Vincent Cassel), seus anseios, dilemas e amores.

Skármeta sempre sonhou em ter este livro adaptado por um cineasta brasileiro. Por indicação de um amigo, Romar Beling, assistiu a “O Palhaço”, segundo filme dirigido por Selton na época, que levou 1,5 milhão de pessoas aos cinemas. Ao constatar a sensibilidade do diretor, o procurou para realizar o sonho da adaptação brasileira de “Um Pai de Cinema”.

“A parceria com Skármeta foi incrível. Desde o começo ele se mostrou um interlocutor ideal, é o homem que criou esse universo em seu livro. E por ter vivido várias experiências de adaptações, ele tem também a generosidade de saber que o filme precisa ter vida própria e precisa ir além das páginas”, diz Selton sobre a experiência com o autor de outro livro que teve adaptação para o cinema, “O carteiro e o poeta”.

O livro, que será relançado pela editora Record com a capa do filme, é repleto de referências musicais e cinematográficas e faz uma viagem pela cultura chilena dos anos 1960. Para fazer a adaptação, além de transpor a história para o Brasil, Selton propôs novos caminhos para os personagens, mas “sem ferir a essência que o autor do livro engendrou”. Skármeta deu sinal verde para o cineasta. “As filmagens aconteceram numa cidade chamada Garibaldi, e de súbito me vi submergido na atmosfera do livro. Este trem em que viajavam os protagonistas, eu havia sonhado com ele alguma vez? Por que tudo me parecia tão familiar? Selton Mello e sua equipe tinham encontrado um lugar que eu tinha apenas imaginado. Coisas de cinema”, disse o autor.

“O FILME DA MINHA VIDA” é uma produção de Vania Catani, da Bananeira Filmes, e tem distribuição da Vitrine Filmes. Estreia nos cinemas no dia 3 de agosto.

O elenco traz Vincent Cassel, Selton Mello, Johnny Massaro, Bruna Linzmeyer, Rolando Boldrin, Ondina Clais, Beatriz Arantes, João Prates, Erika Januza, Martha Nowill e Antonio Skármeta, em participação especial.

SINOPSE

Serras Gaúchas, 1963. O jovem Tony Terranova precisa lidar com a ausência do pai, que foi embora sem avisar à família e, desde então, não deu mais notícias ao filho. Tony é professor de francês num colégio da cidade, convive com os conflitos dos alunos no início da adolescência e vive o desabrochar do amor.

Apaixonado por livros e pelos filmes que vê no cinema da cidade grande, Tony faz do amor, da poesia e do cinema suas grandes razões de viver. Até que a verdade sobre seu pai começa a vir à tona e o obriga a tomar as rédeas de sua vida.

SOBRE O DIRETOR

Um dos atores mais aclamados de sua geração no Brasil, Selton Mello tem se firmado como um cineasta original, de inquietações pessoais, dono de um estilo que valoriza o trabalho de seus colegas atores.

Em seu primeiro longa, o drama Feliz Natal (2008), Selton não atuava, deixando o papel principal nas mãos de Leonardo Medeiros. A seguir, porém, ele estrelou seu segundo longa, a comédia O Palhaço (2011), que conseguiu o raro feito de obter a unanimidade da crítica e ser um grande sucesso de público: atraiu aos cinemas 1,5 milhão de espectadores e foi o quinto filme brasileiro mais visto do ano. O Palhaço também foi o filme escolhido para representar o Brasil no Oscar 2012.

Na TV, Selton também teve outro grande trabalho como diretor: a série Sessão de Terapia (2012-2014), que teve três temporadas no canal pago GNT.

Como ator, seu extenso currículo inclui 28 longas. Entre seus personagens memoráveis, estão o Chicó de O Auto da Compadecida (2000), de Guel Arraes; o André de Lavoura Arcaica (2001), de Luiz Fernando Carvalho; o Leléu de Lisbela e o Prisioneiro (2003), também de Arraes; o Lourenço de O Cheiro do Ralo (2006), de Heitor Dhalia, no qual foi produtor associado; o João Estrella de Meu nome não é Johnny (2008), de Mauro Lima; o brasileiro morto injustamente pela polícia londrina de Jean Charles (2009), de Henrique Goldman; o Pedro de A Mulher Invisível (2011), de Cláudio Torres; e a Morte em Meu amigo hindu (2015), último filme de Hector Babenco.

Em O Filme da Minha Vida, seu terceiro longa, Selton aceitou o convite do escritor chileno Antonio Skármeta para levar às telas seu romance Um Pai de Cinema, naquele que se tornou seu filme mais pessoal.

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