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Anos após a trágica morte de sua filha, um habilidoso artesão de bonecas e sua esposa decidem, por caridade, acolher em sua casa uma freira e algumas meninas desalojadas de um orfanato. Atormentado pelas lembranças traumáticas da perda de sua filha, o casal ainda precisa lidar com um assustador demônio do passado.

A pergunta de todos: é bom? Por ser uma sequência, ou melhor, anterior a história do primeiro, podemos ir por partes, pois não é apenas dizer sim ou não.

O primeiro filme sofreu com críticas por partes da imprensa e mesmo de fãs do terror, não por sua história, mas pelo excesso de jump scares. Esses “sustos” com o som no último volume e o personagem “pulando” na tela é algo retirado de games que já cansaram há muito os fãs.

Já para Annabelle: A Criação do Mal, a película vinha com uma certa desconfiança, ainda mais por agora pertencer a um Universo Compartilhado, algo que as pessoas já começam a virar os olhos, pois junto a isso, aparecem os comentários de mais um Universo Marvel, outro Universo de Monstros, etc.

Tudo começa a ficar um pouco mais positivo quando foi anunciado que David F. Sandberg estaria no comando do filme, principalmente pelo seu filme Lighs Out, onde ele trabalha com maestria os jogos de sombras e luzes.

E mesmo assim, é bom? Sim, Annabelle 2 supera os erros cometidos pelo anterior, mas continua a sofrer da síndromes das produções de terror. Portanto, vamos começar!

Um dos grandes problemas nos filmes atuais de terror, é que tudo já foi contado. É praticamente impossível dirigir um filme e o expectador não comparar com algo que já foi visto. A história típica como é conhecida das “Old Dark House“, onde as assombrações são o ponto de partida para se narrar uma história em uma casa mal assombrada, é algo muito antigo desde o início do século XX. Isso é seguido pelos personagens que entram na casa e nos guiam apresentando um cenário onde tudo acontecerá.

Não é nada negativo esse tipo de apresentação com os personagens correndo pela casa. Pelo contrário! O espectador consegue ter uma visualização mental onde tudo acontece. De cada compartimento da casa onde podem entrar, ao quarto escuro e proibido. Algo totalmente destoante e que faltou no primeiro Annabelle, onde tínhamos uma protagonista correndo como uma louca e ninguém sabia para onde.

Nesta sequência, Sandberg nos coloca como uma audiência, como visitantes descobrindo cada espaço da casa. Portanto, somos parceiros ali junto aos personagens.

E depois desta apresentação, ele nos traz os personagens e cada sub-enredo que dará continuidade a história. O diretor gosta de trabalhar com o jogo de luzes e sombras, dando uma dose de suspense atmosférico, algo bem terror invisível. Não sabemos o que pode existir ali naquele canto. E o bom nisso, é que a boneca, se torna apenas um acessório, algo que o público tanto anseia em ver e ao mesmo tempo quer fugir. Essa mescla de saber se ela irá aparecer em qualquer canto mais escuro, dá a palavra em todo o filme. O que difere muito de outros longas como Chuck.

Mas… sempre existe um mas! O filme retorna aos problemas do roteiro. Onde o exagero na porção de truques e sustos, cede ao desespero, no tudo ou nada! O espectador que já se sente habituado naquela atmosfera, de repente é jogado em uma perseguição sobrenatural, parecendo que está em uma montanha russa. E colocar em primeiro lugar os efeitos especiais ao invés dos personagens, é um erro gritante.

Falta empatia com os personagens. Não foi dado tempo para o crescimento deles, mesmo que as atrizes principais sejam ótimas. Falta o que todo filme de terror atual está devendo: criar um vínculo com o público e o medo no subconsciente.

Esse medo do “nada”, era algo que filmes como Tubarão e IT traziam. Deixar o espectador traumatizado, com medo de entrar na água e de Palhaços.

Essa dependência absurda de CGIs e a música que entrega cada susto, continua a ser o grande erro desse gênero atual.

De qualquer forma, Annabelle: A Criação do Mal, é um bom filme. Ele é divertido para aqueles que já conhecem tantos filmes de terror e dá os sustos naqueles que ainda estão o conhecendo. Não consegue ser um dos melhores, mas supera em muito ao primeiro longa.

Vale destacar o final de Annabelle 2 que faz uma ligação direta com ao anterior e no final com uma cena pós créditos.

E tenho que reconhecer, que Sandberg é um talento para este tipo de filme. Ainda tem seus erros, mas com o tempo deve mostrar ser um dos melhores na arte do terror.

Portanto, vá ao cinema e confira por si se o filme vale ou não a pena. Gosto é sempre gosto! E se divertir, é o que todos queremos.

E que subam as cortinas! Até a próxima!

Vamos falar mais sobre o Superman

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