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Antes de falar sobre os spoilers, uma retrospectiva sobre como assistia-se TV antes da internet e a crescente queda da audiência depois que ver TV passou a ser algo “multi transmitido” (existe essa expressão?).

 

Senta que lá vêm história.

Sou da geração (nunca imaginaria que um dia falaria isso), que seriado passava em um loop eterno na televisão, nós nem tínhamos ideia de qual temporada estava ou se tinha uma cronologia, ou até mesmo final. Assistíamos e pronto.

Isso foi antes do vídeo cassete e do DVD. Não é difícil em rodas de amigos nerds quarentões histórias saudosistas dessa época.

Haviam seriados que mal chegavam a uma temporada e faziam um sucesso incrível. Dois ótimos exemplos são O Homem do Fundo do Mar (13 episódios) e Viagem Fantástica (10 episódios), que nem final tiveram. Infelizmente cancelamento de séries sem final ainda é rotina.

O máximo que eu conseguia na época, antes do vídeo-cassete, era gravar o meu episódio favorito do CHiPs em fita K7. Eu lembro que ouvia o áudio a noite antes de dormir e lembrava as cenas do episódio. Abaixo o modelo que eu possuia.

Qualquer coisinha que passava na TV, um comercial, uma chamadinha de 15 segundos era motivo para correr a frente da tela e assistir com atenção. Foi por isso que eu gostei (com algumas ressalvas) de Holiday Special. O especial de Natal que era de Ação de Graças de Star Wars ou melhor Guerra nas Estrelas. (sim eu gravei no meu vídeo cassete na Record)

Todos os programas sobre cinema eram bem vindos, e as sugestões e críticas também, afinal a informação só vinha pela televisão ou pelo recorte de jornal.

Spoilers? Acho que essa palavra nem existia ou faria sentido na época.

Mas a história continua, e pelo que me lembro Dallas foi uma das primeiras séries a segurar uma revelação e um spoilers da volta de um personagem querido, Bob Ewing (Patrick Duff).

Na época a especulação sobre a volta do personagem foi tanta, que nem o elenco sabia como isso iria ocorrer. O roteirista teve uma ideia de colocar toda a temporada em que o personagem esteve ausente como um sonho da parceira Pamela Ewing interpretada pela atriz Victoria Principal. Estratégia que é usada até hoje quando querem dar um “boot” em algo que não deu tão certo. Esse episódio da volta do personagem rendeu a emissora mais de 30 milhões de audiência.

O seriado Dallas, só na Inglaterra, tinha 22 milhões de espectadores fieis. E mais de 300 milhões pelo mundo! O programa virou cultura pop e se mantém até hoje no topo dos 10 momentos televisionados de maior audiência de todos os tempos, isso de dar inveja a qualquer sucesso hoje em dia.

 

 

“Achar” alguém para conversar sobre o seu filme favorito ou série era algo bem complicado. Se você tivesse sorte poderia achar aquele vizinho nerd e convidá-lo para assistir em casa. Ou de preferência para quem tivesse a TV maior e colorida. Ou mandar correspondência via correio para achar o amigo que gostasse da mesma coisa que você. Fácil né. #SQN.

Mas isso não reduzia o amor que tínhamos em compartilhar o que gostávamos. Mas é claro, com o tempo as coisas mudaram, e muito. Com as redes sociais essa integração acontece muito mais rápido, e as distribuidoras precisam cada vez mais cuidar da segurança do seu produto e a significativa queda na audiência nos últimos anos.

Fala-se hoje em uma audiência em torno de 10, 12 milhões de telespectadores. Mas “antigamente” algumas séries chegavam a ultrapassar a marca de 100 milhões.

Vários fatores contribuíram para a “queda” da audiência dos seriados modernos e o surgimento dos spoilers. Além do download ilegal e a pirataria.

  • A TV a cabo – os seriados antes da década de 90 eram exibidos na TV aberta, então o acesso ao público era bem maior.
  • Gravação – quando surgiu o vídeo-cassete era possível assistir o seu programa favorito depois do horário da exibição, bastava programar o aparelho para gravar na hora que desejasse. Nos modelos mais antigos era necessário estar ligado no horário, e é claro que com o tempo isso mudou.
  • Excesso de séries – É impressão minha ou é fácil estarmos a frente de mais de 300 séries hoje em dia? Nem eu arrisco numerá-las, mas sei que é impossível alguém assistir todas.
  • On Demand – Junto com a TV a cabo veio a possibilidade de assistir o seu programa na hora que quiser e onde quiser, por isso a dificuldade de todas as pessoas estarem sintonizadas naquele canal e naquela hora.
  • Pirataria – Bem, esse tópico nem precisa ser explicado, quando não são os hackers e os “sem noção” que colocam episódios no ar, há também emissoras que exibem o episódio errado. Fail.

Agora os spoilers

  • Rede Social – Pois é, se as redes sociais existissem antes do século 21 (what! eu disse isso?), com certeza nós saberíamos com antecedência que (spoiler) Vader é pai do Luke e que Bobby Ewing surgiria para Pam em um banho.
  • Tiro no pé – Bem, para o final e não menos importante é quando a própria distribuidora “entrega” o spoiler bem na sua cara, no trailer ou através de fotos. Há vários exemplos, mas parece que a franquia Exterminador do Futuro foi a que mais sofreu com isso. Vejam e reflitam.

 

Vivemos em um mundo onde a informação corre a velocidade da luz e a rede social joga na sua cara somente assuntos que você curte, afinal eles querem que você não desgrude na internet. Então é impossível você ficar longe de spoilers quando alguma coisa não sai como deveria. Há duas saídas: uma delas é o bom senso das pessoas de não divulgarem spoilers (como aconteceu com os fãs de Star Wars a algum tempo com a campanha de “não aos spoilers”). Ou ficar fora das redes sociais. Coisa que é bem difícil nos dias atuais.

Em tempo: O ator Mark Hamill esta semana solicitou aos fãs que de agora em diante evitem divulgar especulações e spoilers na internet para não estragarem a surpresa de Os Últimos Jedi.

E é claro que nós queremos saber o que acontecerá com os nossos personagens favoritos, como contei anteriormente sobre Bob Ewing e Darth Vader, isso é natural. Mesmo depois de tantos anos a nossa curiosidade continua a mesma, e hoje ficou muito mais fácil o acesso a informação. Mas o que eu faço com ela é justamente a diferença.

E eu estou aqui escrevendo este artigo e mantendo esse site justamente pelo amor condicional pelas séries e filmes até hoje, é algo que está meio no DNA da gente e não tem como mudar e resiste ao tempo.

Resumo da história: Com o passar dos anos e o excesso de séries e filmes em várias mídias, não somente a audiência caiu por quê ficou mais diluída entre o público e as dezenas de opções, como também a necessidade de marketing das distribuidoras se tornou mais “invasivo” com muitos trailers e featurettes. Antes da internet era mais fácil “guardar segredo” de algum plot twist, hoje é praticamente impossível. E pelo exemplo que tivemos de Game Of Thrones, quanto mais sucesso mais dificuldades em guardar um segredo.

Esse último fato, que causou brigas entre fãs que não resistiram a curiosidade em assistir ao episódio inédito e os quem preferem aguardar até domingo, fato que compromete não somente a segurança da rede como o modo de assistir uma série hoje em dia.

Um beijo gente, e vamo que vamo.

Game of Thrones | Hackers invadem redes da HBO, de novo

 

Desfazendo amizades agora.kkkkk#McFlyCurta: Nerdonautas

Posted by Nerdonautas on Tuesday, August 15, 2017

 

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