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A imagem acima de Dean Winchester em Yellow Fever, representa bem os minutos iniciais do filme. Não apenas por ser “assustador” (irônia), mas pela cena do ator Nat Wolff, que interpreta Light, ao se encontrar pela primeira vez com Ryuk.

A sensação era de não saber se ria da situação o chorava de vergonha por sua interpretação! Acho que na hora ele estava assistindo a esse episódio de Supernatural.

Para quem não conhece o ator, Nat além de ator, também é cantor, compositor, tecladista e guitarrista norte-americano. Ele recebeu um Broadcast Music Incorporated, foi nomeado para um prêmio Nickelodeon Kid’s Choice, nos Estados Unidos e no Reino Unido e a dois Young Artist Awards. Também ganhou um prêmio no Festival de Cinema de Hamptons International. Participou do filme A Culpa é Das Estrelas como Isaac, foi Quentin Jacobsen em Cidades de Papel e trabalhou com a atriz Margaret Qualley em Palo Alto.

Margaret Qualley que faz o papel de Mia (Misa no original), é filha da atriz Andie MacDowell e também não é nenhuma novata. E junta-se ao elenco Willem Dafoe, com a produção de Masi Oka, (Heroes e Hawaii 5-0), era para se esperar algo muito melhor.

Aqui no Aumanack não costumamos falar mal de filmes ou séries. Sempre procuramos algo de bom. Mas infelizmente, Death Note não tem nada de bom! Ok, tem, Willem Dafoe como Ryuk.

Os diálogos são péssimos e sem sentido. Os atores não possuem o menor carisma e suas interpretações são forçadas ao extremo. E não estou escrevendo como um fã da franquia japonesa. Porque até mesmo as adaptações de mangas e animes feitos pelos próprios japoneses tem os seus pecados.

O grande problema em Death Note não é ter sido feito. É simplesmente o Netflix querer parecer “legal” e ser o canal “descolado” em adaptar uma franquia que possui além dos mangás, anime, uma série live e três filmes. Seja cool, mas com conteúdo.

A atriz de início força em parecer rebelde com um cigarro e ficar com os braços cruzados enquanto outras líderes de torcida treinam e sorriem com o que estão fazendo. Enquanto ela demonstra não gostar de nada daquilo. E para que? Ela não podia simplesmente estar sentada e olhando e fazendo uma crítica sobre não gostar de parecer volúvel ou que todo estudante é obrigado a fazer o que esperam dele? Ficaria interessante um contexto sobre individualidade. Outra cena é do próprio Light em defender Mia do valentão da escola. Clichê antigo e válido em histórias, mas até quem está assistindo tem vontade de socar a cara do ator que faz o Light. E obrigado senhor valentão da escola por ter feito isso.

Ryuk que é a única parte boa de todo o filme fica muito mais no escuro do que no claro. Se era para dar algum mistério, erraram feio, porque mais parece economia nos efeitos especiais.

O “romance” que tanto falam ser forçado, praticamente é inexistente. Está apenas inserido na trama sem sentido que faz com que os fãs de Death Note ou qualquer outro que jamais tenha visto nada na vida da história de Light e cia, fique olhando e se perguntando o que está acontecendo nessa história?

A construção dos personagens para que se tornem vingativos e com vontade de matar e até mesmo se questionem pelo que fazem, não existe. Parece que é normal qualquer adolescente inteligente, pegar um revólver e sair matando outras pessoas.

Todo o drama que deveria existir, aquele início que aceitamos o que Light faz em querer fazer justiça contra assassinos e vilões em geral e depois questionarmos isso pelo lado de L, não ficou nem mesmo para último plano, porque não tem. Não dá para questionar, apenas ficar observando o filme continuar e agradecer que está no Netflix e podermos dar um pause para fazer qualquer outra coisa.

O que era de se esperar de um filme baseado em Death Note com toda sua pertubação psicológica, era uma batalha mental entre Demolidor e Justiceiro, para se ter um comparativo de outra série do canal. Dois pontos de vista que nos faz questionarmos o mundo em que vivemos. Até onde um ser humano iria se tivesse o poder de fazer algo com um Death Note. Até onde iria se algo trágico acontecesse com alguém que ama.

Infelizmente Death Note é ruim. É esquecível e com certeza os criadores da série – que aprovaram -, irão dizer que confiaram e irão tirar o deles da reta.

Death Note junto a Percy Jackson, Street Fighter e tantas outras péssimas tentativas de adaptação, devem servir de alerta para os produtores. Que ter um produto de nome, não é sinônimo de sucesso. Deve-se respeitar o que ele tem, toda a sua história e levar muito mais do que é esperado por fãs e telespectadores em geral.

Pode mudar, colocar outros atores sem serem japoneses no filme sem problema algum. O que não pode, é simplesmente dizer que a culpa do filme ser ruim é dos fãs de Death Note, pois não é. A culpa é da própria produção em geral.

E que me joguem um Death Note para que eu possa colocar o nome dessa gente toda nele. E até a próxima!

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