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“Star Trek Discovery”, que explora as origens da série de ficção científica americana 50 anos após sua criação, chegou hoje, 25 de setembro na Netflix.

E a série é realmente boa? Não vamos especular a série por um olhar Trekker.

Assistir uma série com uma longa vida como Star Trek não é algo que jovens fãs da ficção querem. Ver a história de Kirk até Picard, passando por Voyager, Deep Space Nine, Enterprise, os filmes com os personagens clássicos, da Nova Geração e com a direção de JJ Abrams, é algo que para muitos é de torcer o nariz. E uma tremenda bagunça mental.

Não pelas séries terem algum problema ou por preguiça, mas porque simplesmente são anos e anos de série.

E para os novos fãs que começaram pelos dois novos filmes feitos por J.J. ou que pretendem iniciar por Discovery, podem ficar tranquilos. Você não precisa ter visto nada, saber ou ter decorado toda a mitologia Trekker.

Discovery acontece 10 anos antes do início da série Clássica com Kirk e cia. Mostra uma Federação em paz, em busca de novos planetas e como bem dito por um dos personagens, “somos exploradores”.

A tripulação da U.S.S. Shenzhou, é bem humorada e com um senso positivista do universo ao seu redor. Com pequenas desavenças entre a Primeira Oficial e o Oficial de Ciências sobre especular ou não a respeito de anomalias espaciais, tudo ocorre em harmonia. Até a chegada dos Klingons.

Nesta parte inicia-se a grande discussão cultural de povos. De um lado a Federação que prefere o diálogo a todo custo e do outro, os Klingons, um povo guerreiro que entende apenas a pureza de sua raça e a luta.

Dois povos em conflito. Algo muito visível atualmente com os EUA e a Coreia do Norte. Está bem, esse exemplo não foi muito bom, já que os dois parecem apenas entender o lado da força. Porém, uma coisa é clara para estes dois países, assim como para a série: todos tem razão e ninguém aceita o ponto de vista do outro. Não importa se seja pacifista ou guerreiro, o que prevalece é apenas um ponto de vista.

Os personagens são bem construídos e conseguimos nos identificar ou não com o que pensam e fazem. Outro ponto positivo para a trama é ver que cada ato traz consequências. Mesmo que não concorde, existem regras e o espaço para emoções nem sempre é aceitável. É “fascinante”, parafraseando um certo Vulcano, perceber como pessoas que cresceram em um planeta que trabalha a lógica, podem entender muito mais sobre emoções que os próprios humanos que nasceram com ela, mas confundem muitas vezes o a lógica, como um sentimento de frieza.

A história dos dois primeiros episódios foi uma montagem e apresentação de palco para tudo o que irá ocorrer dentro dos 15 episódios que irão ao ar semanalmente.

A abertura da série segue os padrões Netflix sem nenhuma novidade. É a versão instrumental de Enterprise, com algumas partes da Nova Geração, mostrando os símbolos da série como as naves, armas, personagens, entre outros. Bem diferente do que os fãs estão acostumados com a narração e mostrando a saudosa Enterprise ou outra nave navegando pelo espaço.

Por estes dois episódios, dá para acreditar que os fãs de ficção e os novos irão apreciar esta série que trará muitas discussões de Relações Diplomáticas em tempos de Guerra. E “acreditar”, porque ultimamente pelas últimas séries da Netflix como Defensores, o canal anda errando a mão. E esperamos que desta vez eles acertem.

Agora se os fãs de longa data irão aceitar a introdução de personagens icônicos como Sarek interagindo com uma humana e essa humana tendo crescido em Vulcano, aspectos da nave parecer muito mais tecnológica que das séries clássicas e dos filmes entre outros, apenas eles podem dizer.

De restante, para os novos que estão chegando ou curiosos, Star Trek Discovery é uma ótima pedida para ser assistida, discutida e ir em busca do passado desta série que sem dúvida alguma, pertence a cultura mundial. Porque, quem nunca disse: “Eu sou Darth Vader, do Planeta Vulcano?”.

E que subam as cortinas! Até a próxima! Vida Longa e Próspera!!

Vamos falar mais sobre o Superman

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