Como se Tornar o Pior Aluno da Escola | Uma Sessão da Tarde Politicamente Incorreta


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O título não é nosso. É do próprio Danilo Gentili. Foi assim que em entrevista para imprensa, no dia 05 de outubro, ele definiu o seu filme.

Para quem for aos cinemas, principalmente se for daquela época, irá perceber o quanto as pessoas definem tanto as coisas atualmente.

Como se Tornar o Pior Aluno da Escola é um filme que bebe de Curtindo a Vida Adoidado do começo ao fim. Além de Porkys e outras películas da época com alunos em festas, que cabulavam aulas, enganavam seus pais e professores etc. Além de uma trilha sonora de época, que traziam em suas letras a liberdade de expressão, como Twisted Sister com o seu I Wanna Rock.

A pergunta que sei que não quer calar é: Ele é bom?

Ele é exagerado! O filme tem a necessidade de contar a piada e depois explicá-la. Não tem necessidade quando já se está rindo. Esse é um dos pontos negativos desse filme. De restante, o filme de Danilo e do diretor Fabrício Bittar, é engraçado. É uma porrada em forma de resposta a tantos “mimis” atuais em qualquer filme, série, livro e até mesmo piada. O mundo se tornou o “reino” de onde todos tem resposta para tudo. Em sua grande maioria, são como aquele aluno da escola que sentava ali na frente, tinha resposta para todas as questões e ainda debatia a língua portuguesa da prova com o Professor de Matemática.

Não que Danilo e seu filme sejam os grande ideias e correto em tudo. Mas sabemos que muitos filmes como De Volta para o Futuro, próprio Curtindo a Vida Adoidado, Blade Runner, mesmo Star Wars e Star Trek, seriam massacrados hoje pela “censura” imposta por uma população que se diz contra a “censura”, mas censura tudo o que vê, pois procura “pelo em ovo” e se não acha, desenha o maldito.

A história do filme é batida e o filme cheio de clichês. Mas é isso mesmo que ele se propõe a ser. Brincar e fazer gozação com os estilos de filmes corretos, com a vida “correta” das pessoas e como elas escondem um lado “darkside” e uma fachada por terem títulos e diplomas em suas paredes.

É feita uma bela crítica no início e fim do filme ao estilo de ensino brasileiro. Algo que os pais que foram alunos ontem e seus filhos hoje, irão se olhar e dizer: Não mudou nada!

A participação de atores como Moacir Franco e Fábio Porchat, além de uma rápida aparição de Rogério Vilela, apenas agregam nas piadas e a crítica bem humorada ao ser humano.

Os atores mirins estão muito bem em seus papéis. Não ficam constrangidos em cenas que envolvem a temática sexo, apelidos degradantes (ainda fazem uma famosa pegadinha com isso com Danilo), bebidas alcoólicas etc.

Carlos Villagrán, o eterno Kiko, como o diretor Ademar, é algo totalmente a parte! Ele consegue criar um personagem tão perfeito, que se não soubéssemos que era ele, não íamos ficar esperando por algumas frases vindas da série Chaves. O ator está muito confortável em seu papel, principalmente na cena em que discute com o Pior Aluno, interpretado pelo péssimo Danilo Gentili. Que não esconde não ser ator e ainda brinca com isso durante a história.

Outros atores mais veteranos da televisão e cinema, como Joana Fomm, dão medo! Lembram aqueles nossos professores que apenas com um olhar já nos congelavam na cadeira e pareciam ler nossa alma. Outros tinham até Visão Além do Alcance e sabiam onde estava a cola. Não que algum dia eu tenha colado em alguma prova… espero que nenhum dos meus colegas de classe estejam lendo isso.

Voltando… É interessante perceber também, que muitos pais que irão conferir no cinema, mostrarão aos seus filhos que um dia foram alunos. E acabarão confessando algumas peraltices de infância. Não é nada degradante. É apenas ficar mais próximo a essas novas gerações para que eles percebam que somos mortais como elas. Que cometemos erros, tivemos medos de muitas provas, mas conseguimos passar pelo pesadelo de certas salas de aulas e professores. E lembrar também com carinho de alguns outros.

A escola não molda o caráter das pessoas. Nem mesmo o filme do Danilo Gentili. O que molda, são os valores familiares. Portanto, vá tranquilo assistir a esse filme que é para maiores de 14 anos. Divirta-se sem procurar “pelo em ovo”. Dê risada, participe um pouco mais.

Porque dessa maneira, podemos evitar filmes com o título: “Como se tornar a pior pessoa do mundo”. Espera, acho que já tem esse filme…

Bernardo (Bruno Munhoz) e Pedro (Daniel Pimentel) são estudantes e enfrentam as clássicas tarefas de cumprir as obrigações escolares, tirar boas notas, ter bom comportamento e cumprir as regras da escola, cada vez mais elaboradas graças ao diretor Ademar (Carlos Villagrán). Frustrados, Pedro acaba encontrando um diário de como provocar o caos na escola sem ser pego, o que leva os dois amigos a seguirem as dicas do caderno.

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Criador do site Aumanack e de outras coisinhas, anda sumido como toda celebridade mas ainda curte um cineminha

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