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Brad (Ben Stiller) possui uma carreira lucrativa e uma vida familiar feliz, mas isso não é o bastante. Ele está obcecado em ser o mais bem-sucedido entre os seus ex-colegas de escola, mas, durante um reencontro com um velho amigo, ele é forçado a ignorar seu sentimento de inferioridade e rever seus conceitos.

Chorar de barriga cheia! Algo até muito comum nos dias de hoje. Mas não é isso que O Estado das Coisas mostra em sua história. Parece seguir por esse roteiro, que muitos dizem de “homem branco de classe média” com problemas. Ok, pode ser lido assim, mas é errôneo.

Neste drama com muitas pitadas de comédia, deixando a história mais leve, o diretor Mike White faz uma proposta de reflexão sobre as armadilhas da vida, onde nos auto sabotamos a todo instante. Temos o hábito de criarmos expectativas gigantes em cima de um futuro que ainda é incerto em cima de outras pessoas e compararmos suas vitórias com nossas derrotas. E ao longo desta auto destruição, jogamos a culpa de nossas escolhas, as erradas como sempre, como sendo de pessoas amadas.

E se eu não tivesse casado? E se não tivesse tido filhos?

E é este o ponto, que Brad, interpretado por Ben Stiller, está passando neste momento. Aos 47 anos, Brad irá acompanhar o início da jornada do seu filho. Agora ele está para entrar na faculdade e suas escolhas irão perpetuar pelo futuro. Cada escolha errada, será como as escolhas que Brad fez um dia. E ele joga suas ansiedades em cima de seu filho. Pois, onde foi que ele (Brad) errou e seus amigos conseguiram vencer?

Durante o filme Brad irá criar histórias de vitórias e de como seus amigos vivem. Irá se cercar de jovens idealistas como ele foi um dia e mostrar que o mundo não é bem assim. E muitas partes, olhamos para Brad e nos vemos ali. E com certeza! Ele é cada frustração e vitória que tivemos um dia.

Brad até tem uma boa vida. Uma ótima esposa, um filho que ele possui orgulho e uma casa. Só que ele continua sempre a querer se comparar com seus ex-amigos de faculdade que possuem uma “vitória” em suas vidas pessoais e profissionais. E desta maneira, o filme nos conduz em pensamentos de como ele era no passado, ao presente e um futuro que nem ao menos existe.

O roteiro te cutuca a todo instante demonstrando com vários exemplos que o futuro é totalmente incerto. E mesmo que possamos o temer e dizer que ele só nos traz desgraças, Brad percebe que o futuro, é aquele instante em que está. E que suas vitórias e derrotas, um dia foram futuro e agora são seu presente.

O Estado das Coisas, ou melhor Brad´s Status, não fala sobre sucessos ou falhas. Fala sobre o “Status” do personagem principal. Sua crise existencial, suas neuroses e depressões em se questionar a todo o instante, através de um filme narrado e com poucos diálogos, que não importa onde você esteja, sempre as conquistas pessoais serão anuladas pelos nossos sentimentos de dúvida.

E o melhor de tudo? O Estado das Coisas não te dá uma resposta como livros de auto ajuda. Pois ele não se propõe a isso. Ele apenas mostra de uma maneira leve e divertida, que os problemas estão aí. E como os resolver, é o problema de cada um!

E que subam as cortinas! Até a próxima!!

 

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