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Demorou, mas finalmente um filme da DC conseguiu cativar. Depois de Superman, Batman Vs Superman e Esquadrão Suícida, a Warner e a DC aprenderam com o sucesso de Mulher Maravilha em apresentar um roteiro simples e objetivo, confira a nossa crítica sem spoilers a seguir.

Destacamos também, antes de nossa crítica, que não é preciso ter assistido a nenhum dos outros filmes para conferir a Liga da Justiça.

Sem parar com palavras clichês e de efeitos para produzir uma cena e colocar personagens sem sentido, Liga da Justiça parece dizer “esqueçam o que fizemos anteriormente, mantendo apenas os acontecimentos e que seja daqui para frente”. Principalmente com algo que foi totalmente retirado do filme, que são os flashbacks. Isso já traduz tudo!

Ótimo, era o que os fãs queriam!

O filme, além de ter uma trama envolvente, também prova que fazer um trailer com qualidade, mostrando cenas do filme, mas que foram totalmente trocadas, deixa o expectador muito mais surpreendido com o que está vendo na tela.

A apresentação de cada personagem é de uma maneira rápida. A cena de Gotham, lembra em muito o universo de Tim Burton e dos desenhos Batman A Série Animada. O tema do Cavaleiro das Trevas está ali, implícito junto da ação. O universo de Gotham faz parte do Morcego. Não é simplesmente uma cidade qualquer que foi filmada para se dar o clima gótico. Esta é realmente uma Gotham.

As cenas de luta das Amazonas é de tirar o fôlego. Todo o drama enfrentado por elas, faz com que queiramos entrar em combate, bradar nossas espadas e vingar nossas companheiras caídas.

Wally, digo, Barry Allen também está bem. Não é o mesmo que os fãs mais antigos estão acostumados dos quadrinhos. E se alguém fizer comparações com o Mercúrio dos X-Men (filmes), por favor, vá ler quadrinhos. Pois aquele também não é o das HQs.

Este Barry é uma mistura de Wally West, o Kid Flash com uma pitada de outro herói corredor, o Impulso. Um super herói mais voltado para os dias de hoje. Não caberia em cena dois mascarados sérios: Batman e Flash. Apenas o Batman já está bom. E por falar em Batman, Ben Affleck continua como um bom Bruce Wayne e melhor Batman neste novo filme. Para os que contestam seu Batman mais falador e menos “dark” como de Burton ou do Christian Bale, lembre-se que dificilmente um personagem que não possui muitas falas ficaria bem na tela apenas fazendo sons ou sendo “ninja”.

Porém, diferente de Batman Vs Superman, desta vez ele está mais centrado e sendo Batman. Muitas vezes até olhamos algumas cenas e ficamos com aquele ar de “este não é o Batman”, para sermos surpreendidos em cenas posteriores e vermos como fomos enganados pelo Cavaleiro das Trevas.

Victor Stone, o Cyborg também tem ótimas cenas e o personagem se mantém e vai além do que é nos quadrinhos e desenhos da Liga e Novos Titãs. O personagem não passa toda dramaticidade de um Frankstein ou “era melhor ter me mantido morto do que vivo”, mas esse é o ponto interessante. Isso tudo já foi visto e revisto em variados temas. Mas nunca foi colocado como alguém que agora tem números binários na cabeça e seus sentimentos tornam-se diferentes do que ele realmente é. Ficou intrigante e espero um filme mais elaborado apenas para ele.

Momoa como Aquaman. Ele é o Aquaman e pronto! Não roubou nenhuma das cenas (o filme é muito bem dividido neste quesito), e sem dúvida deu um ar diferente ao Arthur Curry, rei da Atlândida que estamos acostumados. Ele possui uma das melhores cenas engraçadas do filme. E a Gadot, continua fenomenal como Mulher Maravilha. A cena de luta dela no início do filme é uma das melhores, se não a melhor, parte da aventura.

De uma maneira geral, roteiro, trilha sonora (atentem-se aos detalhes de uma trilha clássica na hora da batalha), direção e atuação, estão no ponto. O filme entrega ao que ele se propõe e com qualidade. As cenas cômicas são dosadas, assim como os momentos dramáticos. Nada é em excesso, a não ser as lutas. Mas em se tratando de luta entre heróis e seres do espaço, o que se espera?

Outro aspecto interessante, é ver logo no início do filme, o que era o planeta com o Superman. E depois sem ele.

Com uma música que segue uma apresentação de um mundo mais cinza, com intolerância, passando por um senhor mendigo, sentado no chão totalmente sem esperança, onde se lê uma placa “eu tentei”. Demonstra que o fator Superman não é apenas ele ser o “ser mais forte da Terra”, mas sim o que ele representava para esta população: A Esperança.

Esperança a qual é falada durante a história, com personagens que culpam-se pelo passado, que não aceitam suas perdas mas que devem por um bem acima deles saírem de seus casulos, erguerem suas cabeças e lutarem.

Cada qual ali tem seus problemas como seres de um planeta vivo e entendem perfeitamente que o que eles fazem, irá repercutir na vida de outros. Não importa como, cada um deles (nós), somos responsáveis pelos atos que concretizamos ou deixamos de realizar.

E a falta de alguém, que não é deste planeta, mas o abraçou como sendo mais do que seu lar, “o torna mais humano” que muitos heróis. E sua força, jamais esteve em seus poderes, mas sim em sua inspiração.

Este é sem dúvida alguma um ótimo filme para ser visto e revisto. Pode ter algumas reclamações devido a algumas cenas e atitudes de alguns personagens, mas isso é ser muito chato e querer jogar o filme lá embaixo. O que não é o caso.

E para finalizar, existem duas cenas pós crédito. A primeira é muito divertida e a segunda, de querer pular da cadeira!

E que subam as cortinas! Até a próxima!!

 

 

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Sobre o filme

Alimentado por sua fé restaurada na humanidade e inspirado pelo ato de altruísmo de Superman, Bruce Wayne busca a ajuda de sua nova aliada, Diana Prince, para encarar um inimigo ainda maior. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha trabalham rapidamente para encontrar e recrutar um time de meta-humanos para encarar essa ameaça recém-desperta. Mas apesar da formação dessa liga sem precedentes de heróis – Batman, Mulher-Maravilha, Aquaman, Ciborgue e Flash – talvez seja tarde demais para salvar o planeta de um ataque de proporções catastróficas. O filme tem estreia prevista para 15 de novembro de 2017 nos cinemas brasileiros.

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