TÍTULO: BEF15
Autora: Vancouver
Categoria: Shipper / + ou –
Classificação: Livre
Resumo: O câncer da Scully voltou… estariam os agentes preparados para o pior monstro que eles já encontraram?
Spoiler: Essa história se passa depois do episódio En Ami.

Disclaime: Os personagens não pertencem a mim, mas a Chris Carter, 1013, FOX. Essa fic é somente para diversão dos fãs
Nota da autora: É a minha segunda. Tomara que vocês gostem.

e-mail: edna.barros@uol.com.br

 

Georgetown
Segunda-feira
07h a.m

 

Scully estava em sua cama, dormindo tranquilamente. De repente, começou a sonhar que a estavam levando novamente, e que dessa vez mexiam com sua cabeça, mas especificamente no seu pescoço, naquele chip que ainda estava lá. Ela sentiu uma grande pressão entre os olhos, e abriu-os, acordando desorientada, com vertigens, e se não estivesse na cama, teria caído no chão desmaiada, não sem antes ver o que tinha em seu travesseiro e exclamar, horrorizada:

__ Oh não! De novo não!

 

… e desfalecer completamente.

 

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FBI
09h
Escritório dos Arquivos X

 

Mulder estava inquieto. Não porque era uma segunda-feira, nem porque tinha chegado pontual ao trabalho. Mas porque tinha alguma coisa errada. Seus instintos diziam isso. Scully não havia chegado, e ela sempre chegava antes dele, esperando-o com um olhar de reprovação por estar mais uma vez atrasado. Mulder adorava quando ela o fitava com seus incríveis olhos azuis e, sem palavras, sempre chamava sua atenção quanto ao atraso.

Mas ela não estava lá, e quando ia pegar o telefone para ligar para ela, ele toca (o telefone, claro).

__ Mulder falando.

__ Mulder, é você? Skinner parecia surpreso. Venha até a minha sala imediatamente. Você e a agente Scully. – Disse Skinner, rapidamente.

__ Skinner, ela não chegou ainda.

__ Ainda não? Estranho… e mais estranho ainda é você estar a essa hora aí no escritório.

Mulder nem se deu ao trabalho de responder.

__ Senhor, vou entrar em contato com ela e ligo daqui a pouco.

__ Faça isso, Mulder, estou esperando a ambos para uma reunião.

 

Mulder, sem perder tempo, e ainda com aquela desconfiança rondando seus pensamentos, ligou para o celular de sua parceira, pois ela já devia estar chegando ao trabalho…

__ Nada! Disse Mulder já preocupado. Vou ligar para a casa dela.

Mesmo resultado. Ninguém atendia. Agora ele sabia que alguma coisa estava mesmo muito errada. Pegou seu terno e correu para a saída, atrás de sua parceira. Saiu do edificio, cantando pneus, e correndo a uma velocidade absurda para um centro urbano, ele chegou lá rapidamente. Não sem antes concluir, enquanto voava na direção do apartamento de Scully, que ela era muito importante na vida dele. Mas isso ele também já sabia. Mas não entendia o porquê dela não corresponder. Várias vezes estiveram tão perto, ele dizendo algumas deixas (quem não se lembra quando ela estava comendo aquele gelado de arroz e ele disse: ” Minha saliva é mais gostosa que isso”? e quando ela disse para ele, enquanto estavam na floresta, perdidos: ” Se chover sacos de dormir, talvez tenha sorte” quando ele tinha dito a ela que a melhor maneira de se aquecer alguém era deitar com outra pessoa que estivesse nua num saco de dormir.)

Ah, mas ele tinha tomado uma decisão. Ele ia falar tudo o que sentia por ela. Mas, nesse momento, sua única preocupação era encontrar Scully, e encontrá-la bem, principalmente.

 

Chegou em Georgetown em tempo recorde, correu pelas escadas (claro que não ia esperar o elevador) e bateu na porta.

Ninguém atendeu.

__ Scully? Scully, sou eu, abra essa porta!

Nada.

Ele não esperou. Abriu a porta com a sua chave, com a arma na mão, e olhou o apartamento. Tudo no lugar.

__ Scully? Onde você está? disse isso já meio apavorado com a idéia de não encontrá-la.

Ele vasculhou todo o apartamento, deixando o quarto por último. Quando lá chegou, viu Scully deitada, de costas para a porta. Ele respirou, aliviado, por encontrá-la.

“Ela só está dormindo! Provavelmente deve estar muito cansada depois desse nosso último caso.”

Ele chegou perto da cama, para acordá-la e dizer a ela que não era ele quem estava atrasado… e deu a volta em sua cama para observá-la dormir e poder contemplar toda a sua beleza… mas quando olhou para ela, sua única reação foi a de completo desespero, de pânico:

Ela estava sangrando! Não muito, é verdade, mas estava, e pelo nariz! Seus piores temores de que sua parceira estivesse novamente com câncer foram crescendo…

__ Scully! … disse ele tentando acordá-la. Scully! acorde, vamos, ele a segurou nos braços, e só então percebeu que ela estava desmaiada.

__ Não, Scully, de novo não. Por favor, não faça isso comigo.

Ele ligou para a emergência, para chamar ajuda, quando ela, ainda em seus braços, acordou…

__ Mulder? disse ela fracamente. O que foi? Ela ainda estava desorientada e não entendia o que seu parceiro estava fazendo ali, segurando-a em seus braços, mas a primeira coisa que tinha certeza era de que estava adorando estar com ele, com seus braços fortes. Estava se sentindo segura.

 

__ Graças a Deus Scully! Ele a apertou nos braços mais firmemente, como se pudesse assim passar um pouco de sua força para ela e continuou, colocando um braço sob os joelhos dela – Venha, vamos para o hospital.

Só então ela percebeu que tudo estava acontecendo de novo.

__ Oh, não Mulder… eu…

ele sabia no que ela estava pensando, pois era a mesma coisa que ele estava pensando. Tudo de novo. O mesmo medo, as mesmas dúvidas, hospitais, exames, tudo de novo.

__ Calma, Scully, eu estou aqui e nada vai te acontecer. Eu prometo.

Ele não estava tão certo disso.

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__ Já estou me sentindo melhor, Mulder. Me ponha no chão. Dizendo isso, ela saiu do quarto, com Mulder a observá-la. Ela não olhava para ele. Foi direto para o banheiro. Quando voltou, tinha o rosto lavado, o cabelo penteado e estava de roupão. Entrementes, Mulder havia tirado os lençóis e os travesseiros, para que ela não visse mais nada. E a guiou para a sala.

__Não Mulder, espere um pouco que eu vou trocar de roupa para podermos ir trabalhar.

__ Mas Scully, você precisa ir para o hospital.

__ Para quê? Só para confirmar o que sabemos? Que meu câncer voltou? E que talvez dessa vez…

Mulder não a deixou continuar. Foi até ela e a abraçou.

__ Calma, Scully. Nós vamos resolver isso juntos, calma…

Ela deixou-se abraçar, principalmente porque estava fragilíssima, e que adorava quando ele a abraçava dessa maneira.

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FBI
11h00

Os agentes chegaram em seu escritório, quando o telefone tocou.

__ Onde vocês estavam? Disse um Skinner muito enfurecido. Estou aguardando vocês desde essa manhã! Venham imediatamente para cá. Dizendo isso, desligou.

__ Ah, Scully… esqueci de avisar. Skinner nos quer em uma reunião, que pelo jeito ainda não acabou.

Ela nada disse. Sabia que não aguentaria uma reunião. Só tinha uma coisa que queria fazer desesperadamente: deitar e descansar. Seu corpo estava estranho, e nem antes, quando o câncer se manifestou, ela ficou dessa maneira. Não pelo menos tão rapidamente.

Se escorando em uma cadeira, se apoiando, para não preocupar Mulder mais ainda, ela disse:

__ Então vamos logo para lá.

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__ Até que enfim nos deram a honra de suas presenças. Mas a reunião já acabou há meia hora. Eu só gostaria de discutir algumas coisas com vocês, principalmente com você, agente Mulder…

__ Quer que eu saia, Senhor? perguntou Scully, desesperada por algum lugar em que pudesse descansar… ela levantou-se o mais rápido que pode.

__ Não, agente Scully, pode ficar e escutar o que tenho para dizer… talvez você ajude em alguma coisa. Mulder, o que você acha…

Mas Mulder nesse momento não prestava atenção em Skinner. Só tinha olhos para Scully. Desde que chegaram no escritório ele notou que ela tinha piorado. E agora ela parecia que não ia se aguentar em pé.

Ela finalmente sentou-se, quase desabando na cadeira. Mulder a olhava com o canto dos olhos, e quando fitou Skinner, ele olhava para ela…

__ Agente Scully, está sentindo alguma coisa?

Ela se inclinou para frente, colocando uma mão em sua cabeça…

__ Senhor, não estou me sentindo bem.

__ Kimberly, traga água imediatamente! Gritou Skinner para sua secretária.

Mulder já estava do lado de Scully, segurando suas mãos, e acariciando seu rosto. Skinner observava, preocupado, os dois agentes.

 

Mulder queria ajudá-la, mas sabia que Scully não gostava de se mostrar frágil, principalmente na frente de outras pessoas.

__ Se o Senhor não se incomodar, eu gostaria de sair por um momento… disse Scully.

Dizendo isso, se levantou lentamente, e tanto Mulder quanto Skinner viram o momento que suas forças a abandonaram: Mulder a segurou antes dela cair no chão.

Mulder a amparou, e ela olhou-o nos olhos e disse:

__ Mulder … pro hospital… rápido… dizendo isso, desmaiou.

 

Skinner já estava indo para a porta, e gritava:

__ Um médico aqui, rápido!

Mulder segurou o frágil corpo desfalecido, deitando-o com todo o carinho no chão, e não aguentou mais:

___ Scully, por favor, não me deixe… eu não sou nada sem você…

Skinner se abaixou e olhou a situação:

___ O que houve, Mulder? Por que ela está assim?

Mulder já sabia o que fazer:

___ Chame aquele maldito fumante amigo seu! Eu preciso falar com ele, o mais rápido possível!

___ Mulder, controle-se… você não está pensando…

__ Olhe para ela, Skinner. Está acontecendo tudo de novo! E tenho certeza de que dessa vez ela não vai suportar dessa vez!

__ Mulder?…

Mulder agora a abraçava, e com todo o carinho disse:

__ Calma, princesa, (nota da autora: sempre achei que ele a devia chamar assim), vai ficar tudo bem…

Ele ficou perto dela até os médicos chegarem. Skinner a tudo observava, muito preocupado com Scully mas também preocupado com Mulder.

 

__ Mulder, será que dessa vez…

__ Não Skinner, eu não vou deixar que nenhum câncer vindo de um canceroso tire a Scully de mim!

__ Mas eu acho que você está certo: dessa vez, ela não vai aguentar. Disse Skinner, olhando para Scully.

__ Ela vai sim. Ela tem que aguentar… falou Mulder, acariciando o rosto da sua amada. __ E se você me quiser ajudar, me arrume um encontro com o canceroso, e rápido! Tenho certeza de que ele sabe o que está acontecendo.

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HOSPITAL GERAL DE WASHINGTON

22h

 

Mulder não sabia o que fazer. Desde que Scully entrara no hospital, ela ainda não tinha recobrado a consciência. Os médicos já tinham feitos alguns exames e chegaram a uma conclusão que não era uma surpresa: ela estava com câncer, e este entrara em metástase, ou seja, a fase final da doença. Eles não sabiam como tratar da doença em estado tão terminal.

__ Eu posso vê-la? disse ele angustiado.

Os médicos concordaram, afinal, era só uma questão de tempo…

Mulder entrou no quarto, e olhou para Scully, deitada, tão pequena, tão frágil, e ele não suportou a imagem. Chegou perto dela, abaixou-se, colocando sua cabeça perto de seu corpo e começou a chorar baixinho…(lembram-se desta cena?)

__ Mulder? disse uma voz bem baixinho.

Ele olhou, não acreditando que ela tivesse acordado.

__ Scully, sou eu. Eu estou aqui com você.

__ Mulder, eu estou tão cansada. Gostaria de voltar a dormir… e só dormir… mas eu sei que se fizer isso, nunca mais te verei e… disse ela, com muita dificuldade, por causa do extremo cansaço que a doença provocara.

 

Mulder não sabia o que dizer: queria aliviar de qualquer maneira o sofrimento da pessoa que ele mais amava no mundo. Mas também não queria perdê-la.

__ Scully, durma só mais um pouquinho. Mas não exagere e… antes mesmo dele concluir, Scully já estava novamente dormindo, mas com uma respiração tranquila, talvez por saber que ele estava lá com ela.

O médico entrou no quarto, e pediu para que ele saísse. Fez com que ele se sentasse no corredor e perguntou-lhe:

__ O senhor é parente da Srta. Scully?

__ Sou um grande amigo. Por quê?

__ Precisamos avisar a família. O mais rápido possível. Eu nunca tinha visto isso antes. O câncer dela está em estado terminal e temo que ela não resista à essa noite.

Mulder levantou-se rapidamente e viu que não tinha muito tempo: tinha que achar aquele maldito canceroso e tirar dele toda a verdade de como poderia salvar Scully novamente.

Ele ia saindo do hospital, quando deu de cara com o dito cujo.

__ Por favor, diga-me que está aqui com fortes dores no peito.(eu adoro essa frase)

__ Não tem nada mais original para me dizer, agente Mulder?

 

__ Eu estou louco para te matar- isso sim, seu canalha!

__ Mas se você me matar, sua linda parceira vai morrer também, não é? Então, tem de me suportar, pelo menos até dar a você o que quer: a cura para sua amiga.

__ Diga-me logo! Você sabe o que é , não sabe?

__ Sim, eu sei. E como a agente Scully se tornou algo mais importante para mim… Quero ajudá-la.

__ Eu sabia que tinha alguma coisa por detrás disso tudo… você não vai me enganar como enganou a Scully da última vez, não é?

__ Mas é a respeito disso que quero falar-lhe… sobre o CD… por isso o dei a ela. Para a informação chegar até você.

__ O CD era só um objeto sem nada dentro, como você! Disse Mulder muito irritado.

__ Claro que não. O CD que dei à sua parceira tinha uma informação muito valiosa para ela, pois eu sabia que isso ia acontecer novamente, seu câncer voltaria e ela precisaria daquelas informações. O Sindicato não o perdoou, Mulder, por ter prejudicado todos os seus planos. E vai fazer com que você sofra, com um castigo pior do que a morte: a culpa da morte de sua tão querida parceira, que eu também há muito tempo passei a admirar.

O agente não estava entendendo, nem conseguindo assimilar porque o maldito estava tão bondoso. E disse isso a ele. Ele responde, sempre baforando:

__ Eu já tinha dito à sua parceira: estou morrendo, agente Mulder, mas não estou disposto a correr o risco de utilizar a informação contida naquele Cd. Além do mais, eu vi muito mais da sua parceira do que você gostaria que eu visse.

__ Seu canalha! Eu vou te pegar mais cedo ou mais tarde!

__ Não se preocupe com isso. Preocupe-se em salvar a vida da agente Scully, pois ela não tem muito tempo.

__ Mas o CD não tem dados nenhum…. Mulder já estava nervoso com aquele jogo sujo do Canceroso.

__ Vocês são patéticos. Não sabem ver o que está na frente de vocês. Mas não vai ser tão fácil resolver se vai salvá-la. Não gostaria de estar na sua pele. Volte atrás, e veja a solução. Dizendo isso, ele saiu baforando seu cigarro mata-mosquito, enquanto Mulder tentava compreender o que ele queria dizer com tudo isso.

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Pistoleiros Solitários

0h

__ Quem será agora? Perguntou Frohike, indo até a porta e destravando-a dos seus inúmeros fechos, não antes de olhar quem estava tão desesperado do lado de fora.

__ Eu sabia que era você. Só podia ser. Ei, cadê a Agente Scully? Perguntou Frohike, doido para ver a ruiva passar por ele, mesmo sem notá-lo.

__ Vamos, Frohike, chame o grupo porque não temos tempo para isso. E para sua informação, a Scully está nesse momento no hospital, e se não corrermos, ela não sai de lá viva.

Dizendo isso, Mulder rapidamente reuniu o grupo, que a essa altura já estava mais do que preparado para ver a novidade que Mulder estava trazendo.

__ Ei, nós conhecemos isso. É o CD que a Scully trouxe outro dia, mas não tem nada dentro. Disse Byers.

__ É, nós já olhamos, se esqueceu, Mulder?

__ Novamente vocês não olharam direito. Lembram-se da água desionizada? A que continha o chip? E agora, o canceroso armou mais uma, e disse que a informação de que preciso para salvar a Scully está aqui dentro. Dizendo isso, Mulder colocou o CD dentro do laptop, e aguardou.
__ Está vendo, Mulder? Não há nada aí dentro.

__ Mas ele me garantiu que estaria aqui! Mulder já estava ficando mais preocupado ainda, pois o tempo estava se esgotando. Ele ainda me disse: volte atrás, e veja a solução.

__ Que coisa estranha de se dizer, mas, pensando bem, tudo vindo daquele homem não é normal.

__ Ei, esperem um momento… disse Byers ao olhar o CD mais de perto. Não é possível. Deixe-me tentar uma coisa… ele então virou o CD ao contrário, colocando a suposta mídia para cima, e colocou o CD no computador.

__ Meu Deus, o que eles não fazem para esconder uma informação?

Mulder chegou mais perto e entendeu o que estava acontecendo. Bastava virar o CD, colocá-lo ao contrário… o Canceroso não mentiu dessa vez, por enquanto;

__ Ei, temos alguma coisa aqui! Disse Langly, entusiasmado.

 

__ Ei, o que é isso? Perguntou Mulder.

Os pistoleiros olharam-se entre si e ficaram em silêncio.

__ Como é? Não vão me responder?

__ É a fórmula para a droga experimental mais poderosa que o mundo da ciência já fabricou. O BEF15. Os laboratórios secretos do governo guardam isso a sete chaves, pois o efeito disso é tão devastador quanto regenerador. E aqui diz onde encontrá-la.

__ Comecem a se explicar.

__ Na Guerra do Golfo, para o combate às armas químicas de Sadam Hussein, o governo americano criou uma alternativa de cura extremamente rápida para os soldados que fossem contaminados, e até que deu certo, mas a diferença entre os resultados satisfatórios e desastrosos era tão pequena, que eles decidiram arquivar esta alternativa, ou seja, esquecer que criaram o BEF15.

__ Mas, o que isso tem a ver com a Scully?

__ As armas químicas atacam o corpo, penetrando nas células e alterando a sua capacidade de produção de oxigênio, fazendo com que o corpo morra por degeneração das células. Com o câncer é a mesma coisa, só que não tem a participação das armas químicas, pois as células são mutantes, ou seja, são diferentes das outras células do corpo. Mas o princípio de cura é o mesmo. A droga entra no organismo, alterando as todas células, fazendo com que todas fiquem iguais. Diziam os três, um completando o outro.

__Então, o resultado…completou Mulder, mas Byers concluiu:

__ Só que a droga faz com que ou todas as células fiquem sãs ou todas fiquem doentes.

Mulder percebeu a armadilha em que tinha caído. Se fizesse com que Scully tomasse aquele remédio, seria toda sua a responsabilidade do resultado.

__ O Canceroso te pegou de jeito, Mulder. Não queria estar na tua pele! Disse Frohike, preocupado com Scully.

__ Mas, se é a única alternativa, eu tenho de tentar. Ela vai morrer de qualquer maneira. Me ajudem a achar onde posso encontrar essa suposta cura.

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HOSPITAL GERAL DE WASHINGTON – 02h

Mulder e os Pistoleiros Solitários entraram no hospital, e por meio da informação contida no CD, eles conseguiram achar o local, a unidade especial dentro do hospital onde Scully estava internada, e que recebeu uma amostra do remédio fatal. Apesar da sala estar muito bem bloqueada, os Pistoleiros Solitários conseguiram uma abertura no programa do computador que controlava a porta de acesso, que não estava vigiada aquela hora da manhã, e Mulder conseguiu pegar o queria: o maldito remédio, e mais do que depressa saiu daquele lugar, correndo para o andar em que Scully estava.

__ Scully? Perguntou Mulder, entrando no quarto envolto na escuridão.

Não houve resposta.

Mulder estava com receio. Será que já tinha acontecido? Ela não teria resistido? Oh, não, por favor, Deus, não permita que a Scully se vá antes de descobrir que eu a amava. Mulder rezava, chorava, balbuciava, sem se dar conta que Scully a tudo escutava. Ela tinha sido removida para outra cama do outro lado do quarto, pois precisava usar um aparelho específico e que só por ali tinha o acesso. Mas ela já estava tão fraca, não conseguia emitir um sinal sequer para mostrar a Mulder que estava ali. Foi quando ele a viu.
__ Scully, graças a Deus, você ainda está viva. Fale comigo.

__ Mulder… ela disse num sussurro… Ele teve de abaixar-se e colar seu ouvido aos lábios da parceira para escutar o que ela queria lhe falar. Eu também te amo… e suavemente ela o beijou no rosto.

Mulder olhou para ela, emocionado, por um momento se esquecendo por que estava ali. Para ele, era o momento mais singular de sua vida. Apesar de todo o sofrimento, aquela mulher maravilhosa era dadivosa a ponto de amá-lo. De maneira nenhuma iria deixá-la morrer.

Rapidamente injetou uma pequeníssima dose no filtro de diálise, e não demorou muito para a droga entrar na corrente sanguínea da Scully.

__ Isso vai dar certo, meu amor, tem que dar certo. Disse ele, apreensivo, enquanto segurava as mãos de sua amada, aguardando uma reação, mesmo que pequenina que fosse, da ação da droga no organismo da Scully.

E assim ficou durante um dia inteiro, mas o quadro clínico da agente permanecia inalterado.

__Scully, volta pra mim. Sem você, eu não consigo… não consigo… simplesmente não consigo viver, dizia ele, já perdendo as esperanças.

Enquanto acariciava o rosto dela suavemente, percebeu um movimento, e um aperto de mão:

__ Mulder? Que horas são?

__ Que horas são? Respondeu ele com a mesma pergunta, e sorrindo porque ela acordara. __ Você quase me mata do coração e me pergunta que horas são? Ele chorava, sorria, abraçava-a, era uma verdadeira mistura de sentimentos e ações, de um homem desesperado que agora via que tinha outra chance.

__ Scully… Scully… dizia ele, abraçando-a tão forte que nem percebeu que ela ainda estava enfraquecida.

__ Mulder… ela disse num sussurro. Mulder, você está me sufocando!

__ Pronto! Já a larguei! Não era bem verdade, mas ele realmente tinha relaxado um pouco o abraço. Não queria ficar longe dela.

Scully olhava para ele, adorando aquele momento tão especial, em que se sentia realmente muito protegida e amada por ele, e ainda iria ter coragem para se declarar, e ele saber o que realmente representava em sua vida.

Ambos aproveitavam ao máximo aquele momento único, de felicidade mútua, um tão perto do outro, que não perceberam que estavam sendo observados.

__ Aproveite, Mulder. Aproveite a oportunidade que te foi oferecida. Disse, numa voz lúgubre, o Canceroso. Esse foi o meu presente… de pai para filho. Dizendo isso, saiu, deixando os dois agentes sozinhos.

 

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