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Neste quarto filme da franquia Sobrenatural, a doutora Elise Rainier (Lin Shaye) é chamada para resolver o caso de uma assombração no Novo México, localizada justamente na casa em que ela passou a infância.

Sobrenatural chega aos cinemas com muitas dúvidas entre os fãs do gênero de terror. Essa quarta sequência da série que teve início com um título de James Wan antes de sua aclamação por Invocação do Mal, a série Sobrenatural ganhou vários outros títulos que parecia não ter mais fim. E se sua dúvida é se esse filme é bom ou ruim, ele é realmente bom! Não um dos melhores do gênero de terror, mas irá agradar aos fãs da franquia.

E isso graças a sempre curiosidade dos fãs do estilo, onde a história é envolta com aparições fantasmagóricas e muitos flashbacks.

Dirigido por Adam Robitel, este longa tem como ponto central os traumas de infância que a personagem principal, Elise (Lin Shaye), possui.

De início já temos a personagem sendo apresentada em sua infância, onde ela tem sérios problemas com seus dons mediúnicos, já que seu pai não acredita nela e sua mãe é o único alicerce que ela e seu irmão possuem. A casa é um local cheio de seres, que se alimentam do medo e do ódio. Aqui já temos um dos principais pontos que os filmes de terror abordam e que muitos subestimam. A parte psicológica e social da humanidade. Com todo o seu lado sombrio. Aspectos esses que em sua maioria são enterrados em dramas Hollyoodianos e apenas o gênero de terror tem a coragem de mostrar.

Somos apresentados para uma família com sérios problemas. Um pai completamente violento, machista e prepotente. Que aceita apenas o seu pensamento como sendo o verdadeiro, preferindo que sua filha minta sobre seu dom mediúnico, do que ela fale a verdade. Já que se ela disser a verdade, vai além dos seus conhecimentos, portanto, ele sempre irá bater e a prender em um local escuro. Algo muito comum em muitas famílias até um pouco mais da metade do século passado, onde a única palavra que prevalecia era do patriarca.

O filme segue para uma agora senhora Elise, que ainda sofre com os pesadelos do passado, com marcas em seu psicológico e no corpo, e que agora ajuda pessoas que possuem problemas com os mortos.

A trama é boa. Não é nenhuma novidade dentro dos filmes como Invocação do Mal, e outros tantos de suspense e terror. Ele prende em alguns pontos, mas se perde em não concluir algumas partes da história. Esses onde é pedido para pegar um simples objeto e os personagens acabam parados discutindo outros assuntos e não possui nenhum desfecho para aquele pedido. O que deixa o expectador pensando “por que foi feito tal cena, se ela nem ao menos terminou?”.

Outro ponto, é algo mais de moda do que realmente culpa do filme. Os excessos de barulho com o agudo do som para dar o susto, junto com os famosos jump scare. Desnecessários e que se não estivessem ali, dariam muito mais sustos por si. Muitas vezes o silêncio é mais tenebroso do que um grito.

De qualquer forma, Sobrenatural: A Última Chave, é um bom filme. Dá para passar boas horas no cinema, se entreter com um roteiro até bem desenhado, com uma boa atuação de sua protagonista e para quem assistiu ao filme anterior, ficar feliz com a ligação entre os filmes e a deixa para o próximo.

E caso não tenha visto nenhum dos anteriores, fique tranquilo, pois o roteiro foi inteligente ao fazer uma trama independente e que ao mesmo tempo faz ligações com os três filmes, sem atrapalhar a dinâmica de sua história.

E que subam as cortinas! Até a próxima!

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