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Finalmente estreia nos cinemas o último filme da trilogia de Mr. Grey e Ana, Cinquenta tons de Liberdade, publicado originalmente em 2012.

Já se passaram sete anos desde o boom literário da autora Erika Leonard James e a consequente adaptação para o cinema.

Jamie Dornan muda bastante o visual durante o filme, mas o seu look com barba ainda é a mais interessante para o estilo do personagem

Nessa última parte percebemos a riqueza na locação, a trilha sonora excelente e todo o glamour que atraiu as meninas e mulheres para esse conto de fadas moderno.

Confesso que a princípio não consegui entender esse fascínio de público que essa obra alcançou; nunca li um livro da trilogia, farei isso agora para comparativo inverso, – mas com o passar do tempo, creio que entendi o segredo atrás do sucesso.

Sempre fui fã, quando adolescente, das revistinhas baratinhas de banca de jornal que muito se assemelham a obra de E L James. Cheguei a colecionar mais de 80 delas, ainda tenho umas cinco guardadas.

Depois da vigésima percebi que sempre havia as mesmas bases narrativas, – um homem rico, com algum mistério e uma moça inocente que se apaixona loucamente e que vivem aquele romance proibido até que no final vivem felizes para sempre.

Vasculhando as redes sociais e até mesmo frequentando alguns fandons de astros famosos não é difícil, aliás é fácil demais, encontrar meninas e mulheres que querem viver esse  momentum de verdade, pessoas que sonham em viver essa fascinante história de amor com algum personagem, ator, cantor famoso, regada por sexo inocente, apimentadinho e ainda escrever sobre isso em alguma fanfic. #quemnunca

A única diferença é que esses fanfics nunca tiveram um tratamento de best seller, e sempre foram tratados como algo descartável e de conteúdo raso, e realmente não é necessário mais do que isso.

Agora que o “typing” ganhou um espaço na prateleira, a tendência ajudou a alavancar as vendas desse estilo literário ao “puxar o lençol” e expor ao mundo que mesmo o livro com sexo inocente pode ser um passo além dos clássicos da Cinderela ou da Branca de Neve, e que de certa forma o sucesso contribuiu para que as meninas pudessem contar ao mundo que gostam de sexo tanto quanto os homens, apesar de ter uma dose exagerada de romantizar demais alguns fatos que na “vida real” não são tão fascinante assim, foi o que causou a discórdia sobre a veracidade e qualidade do original anteriormente.

Mas deixando as polêmicas de lado, o ponto positivo, é o fascínio que o misterioso Mr. Grey exerce nas meninas. Não somente por ser um homem rico, mas também pela sua insegurança e porque não ciúme.

Isso fica mais explícito nesse terceiro filme, Mr. Grey mostra-se um rapaz inseguro, ciumento e até por alguns momentos tem um comportamento adolescente, protegido sempre por sua riqueza que é a sua couraça para disfarçar os seus defeitos e inseguranças.

O último ato no filme, SPOILER SWEETIE….

 

Entre uma cena e outra de sexo o casal descobre que está sendo ameaçado por Jack Hyde, o vilão que fora apresentado no filme anterior. E é justamente nessa parte que eu penso que o filme vai decolar, e subitamente acaba.

Confesso que os últimos dez minutos foram bastante interessantes, quando Ana depois de descobrir que está grávida tem que pagar um resgate e é espancada depois dessa tentativa frustrada.

Durante todo o filme imaginei sequências inteiras de possibilidades infinitas de ótimas sequências simplesmente adicionando um pouco mais de mistério e ação.

A tentativa de resgate durou apenas poucos minutos e a internação de Ana menos ainda. Dar-se a impressão que ação e mistério não é o importante para a narrativa. Tudo resolve-se de maneira até mesmo inocente e sem apresentar urgência. Coisa que se fosse devidamente explorada poderia render quase meio filme.

Eric Johnson é o vilão Jack Hyde – infelizmente não lhe deram mais tempo no filme.

 

Criei um carinho especial com os personagens e adoraria de verdade que um beta reader tivesse dado esse conselho a autora… Mais suspense e mistério até que cairia bem… Seria merecido.

Durante dois terços da história vemos Ana e Grey em uma rotina que não acrescenta nada mais ao filme do que cenas de sexo, pois afinal ele é um bilionário e que leva a vida de uma maneira bastante surreal… E Anastasia aprende bem rápido o que é ser RYCAAAA. (Bem, isso não é difícil).

Mas não vou deixar escapar uma observação que me deixou em cima do muro… Se a ideia é mostrar Dakota de mais, nós meninas merecemos mais Dornan, afinal Grey é o astro do longa, e esse balanço em não ser tão erótico para um e mais para outra me fez sentir em desvantagem ao assistir.

Mas no final o filme entregou o que prometeu desde o princípio e não seria justo exigir mais do que isso.

 

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