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Herdeira de uma empresa de armas de fogo, Sarah Winchester (Helen Mirren) está convicta de que é assombrada pelas almas mortas através do rifle da família Winchester. Após as repentinas mortes do marido e do filho, ela decide construir uma mansão para afastar os espíritos e ao avaliá-la o psiquiatra Eric Price (Jason Clarke) percebe que talvez sua obsessão não seja tão insana quanto parece.

O filme que chega aos cinemas brasileiros no dia 1º de março, está além de uma história de terror como os outros. Inspirado em uma história real e que já foi pano de fundo para muitos vídeos no Youtuber, refrão de música do Legião Urbana e nome dos Irmãos Winchester no seriado Supernatural, A Madição da Casa Winchester traz um debate sobre o uso das armas de fogo.

“E então Maria Lúcia ele reconheceu
Ela trazia a Winchester 22
A arma que seu primo Pablo lhe deu” Faroeste Caboclo

Por sinal, a arma utilizada pelos irmãos em Supernatural, a Colt, é uma marca. A Colt’s Manufacturing Company, é uma fabricante norte-americana de armas de fogo, fundada em 1855 por Samuel Colt. É a corporação sucessora aos esforços adiantados do Colt de fazer armas de fogo desde 1836. Já a Winchester, que dá o nome dos irmãos, é também uma marca. A Winchester Repeating Arms Company, fabricante de armas de repetição, foi fundada por Oliver Winchester também em 1855 em New Haven, Estados Unidos. Atualmente está sediada em Morgan, Utah. É mais conhecida pela produção do rifle Winchester. Além de ser o nome da marca, a Casa Winchester inspirou o sobrenome da família de Dean e Sam.

Umarex Colt Peacemaker

A Colt mais famosa é a “Pacificadora“, que foi usada por Billy The Kid, o presidente Theodore Roosvelt, o ator John Wayne, o bandido Buffalo Bill e, claro, o mais importante de todos, Clint, quero dizer, Marty Mcfly, em De Volta para o Futuro 3. Já a usada por Doc Hollyday, era outra Colt, a Cavalry Model Single Action Army Revolver.

“Deus fez os homens, mas Samuel Colt os tornou iguais” Samuel Colt, criador da empresa

A Colt do seriado Supernatural, é na verdade um modelo Paterson, criado em 1836, no seculo XIX.

A trama acontece na mansão em estilo vitoriano que é conhecida por seu tamanho, suas curiosidades arquitetônicas e sua total falta de plano de construção. Com 160 cômodos, construída durante décadas e sem planejamento, ela é atualmente uma atração turística popular. Ela é cheia de labirintos com corredores, escadas que não levam a lugar nenhum, 2.000 portas – algumas delas que abrem sobre paredes e podem até mesmo terminar em pontos que a pessoa pode cair -, 47 chaminés, torres, entre tantas coisas, que é algo realmente sobrenatural! A mansão fica em San Jose, Califórnia, que já foi a residência pessoal de Sarah Winchester, a viúva do magnata das armas, William Wirt Winchester. Ela está localizada no 525 South Winchester Blvd e é um marco histórico da Califórnia, sendo protegida pelo Registro Nacional de Lugares Históricos.

Sua construção começou em 1884, sob o comando de Sarah, após a morte de seu marido em 1881, e só parou sua construção em 5 de setembro de 1922, com a morte da viúva. O motivo de sua construção foi realmente a sinopse do filme, para manter os fantasmas mortos com Rifles Winchester.

Model 1892

 

Winchester Heritage Revolver

Para conferir os detalhes da casa – que praticamente é a mesma do filme, pelo menos em sua parte externa -, confira o vídeo do Fantástico de 2017.

O filme

Filmes de terror sempre abordam mais do que os olhos podem imaginar. Com críticas sociais que pesam muito mais do que os dramas comuns aceitos pela sociedade, este gênero costuma ser um tapa na cara em nosso meio de vida.

E A Maldição da Casa Winchester utiliza toda lenda em torno da mansão para debater o uso das armas de fogo. E esta não é uma discussão nova ou apenas com foco nos EUA, mas em qualquer local do planeta. Chacinas, mortes por acidentes, suicídios entre outros, acontecem diariamente em qualquer parte e não é exclusividade de gênero, raça, credo e status social.

Com perguntas como “as armas de fogo são culpadas”, “armas de fogo são perigosas”, “não são as armas o verdadeiro perigo, mas sim quem as usa”, “uma arma só se torna perigosa pelos motivos usados”, o filme não traz nenhuma resposta. Ele apenas dá o questionamento e durante sua história deixa para que o espectador encontre o seu ponto de vista.

Sarah é totalmente contra e vê como maldição as armas criadas pela sua empresa, mas brinca dizendo que a criação de patins, também são um perigo.

A atuação dos atores não é ruim. Eles passam suas dúvidas e tem ótimas interpretações. Jason Clarke, que vive o Dr. Price, entrega um personagem não marcante, mas sólido e amargurado com seu trágico passado.

O filme não consegue fugir dos clichês com seus jump scare e os sons altos durante estes sustos. No início, é até aceito este conceito, pois o personagem de Jason ainda está se familiarizando com este novo mundo. Mas com o decorrer do filme, isto se torna cansativo.

O mesmo dos acontecimentos. O uso excessivo de mostrar certos objetos e diálogos, entrega praticamente todo o enredo. Caso tivesse sido mostrado apenas no máximo duas vezes, já teria deixado o espectador com uma surpresa maior. Assim como alguns personagens fantasmagóricos que aparecem no final e que não possuem nenhuma relação a trama, a não ser aparecerem e pronto.

De qualquer forma, A Madição da Casa Winchester é um bom filme e vale ser conferido! Estes pontos negativos não estragam a diversão e a aura que envolve a mansão e sua lenda. Ele consegue dar alguns sustos no seu começo, trazer um envolvimento com os personagens e surpresas com outros.

A casa, mesmo que não apresente um modo da pessoa se sentir presa ou perdida, ainda é surpreendente no filme. A personagem Sarah em alguns momentos parece ser uma pessoa aterradora, mas é vista de outra maneira por seus funcionários, o que traz dúvidas a quem está assistindo. O mesmo para o personagem de Clark, que além de um psiquiatra, também é viciado. O que o torna um personagem interessante, pois muitas vezes ele ficará em dúvida sobre seu profissionalismo, se o que vê é fruto das drogas, do local ou de sua própria sanidade devido ao seu passado. Uma ótima abordagem.

E que subam as cortinas! Até a próxima!!

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