Posts Relacionados

BASEADO EM UMA HISTÓRIA REAL, O DRAMA, DIRIGIDO POR OLIVIER PEYON, TRAZ UM OLHAR SENSÍVEL SOBRE O TEMA UNIVERSAL DA MATERNIDADE

 

Com distribuição da Bonfilm, o filme “O Filho Uruguaio”, do diretor francês Olivier Peyon, traz um olhar envolvente e emocionante da busca de uma mãe por seu filho. Elogiado na última edição do Festival Varilux de Cinema Francês, o longa-metragem chega aos cinemas amanhã, 29, em três cidades: Salvador, Santos e Florianópolis. A produção continua em cartaz em Jundiaí e Belo Horizonte.

O trailer, disponível em https://youtu.be/YOQjvbrAJkE, mostra a ansiedade e expectativa de Sylvie, interpretada por Isabelle Carré (“Respire”) para o encontro com o filho, sequestrado há quatro anos pelo pai. Segura do que se propõe, traça um plano para recuperar o filho que mora em Florida, cidadezinha do interior do Uruguai. E conta com o auxílio do assistente social Mehdi (Ramzy Bedia) em sua jornada. O que não imaginava é que nem tudo sairia conforme planejou.

O diretor Olivier Peyon, que prestigiou o Festival Varilux de Cinema Francês em 2017, conta que o filme surgiu por conta de dois desejos: filmar na Argentina e contar a história vivida por amigo, sequestrado duas vezes: pelo pai e pelo amigo da mãe – que depois virou seu padrasto. Como referência, tinha obras como “Paris, Texas”, de Wim Wenders, “Um Mundo Perfeito”, de Clint Eastwood ou “Il ladro de Bambini”, de Gianni Amelio. Por questões de recursos, o projeto acabou se transferindo para o Uruguai e Olivier acabou se apaixonando por Florida e seus moradores, sendo que alguns atuaram no filme.  Em algumas cenas vê-se mescla de línguas entre francês e espanhol.

“Comecei a trabalhar no projeto, mas como muitas vezes no cinema, ele mudou bastante no decorrer do tempo. Finalmente, filmei no Uruguai, e o assunto, cujo eixo é o desejo de paternidade, evoluiu muito com a criação dos personagens da tia e da avó uruguaias, para terminar dando um papel de destaque às mulheres. O verdadeiro assunto do filme é a maternidade”.

Para o diretor, Sylvie, personagem de Isabelle Carré, vai aos poucos aprendendo a ser mãe. “Ela não se encaixava no papel do que costuma se chamar de “boa mãe”. E gostaria de se encaixar agora para compensar o tempo perdido e esforça-se bastante. Essa nova atitude dela soa falsa, não parece com o que ela é. Ela tenta se encaixar nos códigos da maternidade, que não correspondem à realidade. E somente quando ela descobrir a maneira que realmente corresponde a sua personalidade, sem fingir, que se tornará verdadeiramente mãe. Ou seja, na escuta das necessidades da criança, para conseguir avaliar o que é melhor para ela. Digo “se tornará mãe”, mas isso vale para um pai também. O correto seria dizer ‘tornar-se pais’”.

Sobre Isabelle, o diretor relembra que havia gostado muito da atuação dela em “Le Refuge” de François Ozon e que ficou muito satisfeito com sua interpretação: “O personagem da Sylvie se encontra numa situação de emergência: quatro anos sem ver o filho não deixa para ela o tempo de compor ou de ser amável. Pedi à Isabelle para baixar o tom de voz dela e para estar sempre em movimento. Ela era meu pequeno soldado, disposta a tudo. Isso me sossegava e me estruturava. Acho que eu também a sossegava.”

Além de Isabelle Carré, como Sylvie, estão no elenco a argentina Maria Duplaá, sobrinha da estrela da TV Nancy Duplaá (“Relatos Selvagens”) e Ramzy Bedia – ator e diretor de comédias francesas – entre elas, “Sozinhos Em Paris”.  Peyon conta que não pensou em Ramzy imediatamente e sim buscava um ator que fosse sensível e generoso com outros atores, inclusive crianças. “Foi Isabelle quem me sugeriu. Ela acabava de filmar com ele “Les Vents Contraires”, de Jalil Lespert, e o elogiou. Enviei o roteiro para ele e tive sorte: aceitou imediatamente. Ramzy sempre atua em comédias, mas ele é um grande ator, muito delicado, inteligente, sensível e generoso. Durante os ensaios, sua sinergia era deslumbrante: ele irradiava a tela. Ver Isabelle e Ramzy juntos foi um verdadeiro presente. Eles tinham vontade de fazer o filme juntos e queriam mais cenas juntos. Eles me diziam: “Escreve mais uma cena para nós!”, relembra.

Adicione seu comentário

Powered by Facebook Comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *