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Destaque do Festival Varilux 2017, filme ‘O Filho Uruguaio’ estreia em Brasília amanhã, dia 5

BASEADO EM UMA HISTÓRIA REAL, O DRAMA, DIRIGIDO POR OLIVIER PEYON, TRAZ UM OLHAR SENSÍVEL SOBRE O TEMA UNIVERSAL DA MATERNIDADE

 

Com distribuição da Bonfilm, o filme “O Filho Uruguaio”, do diretor francês Olivier Peyon, traz um olhar envolvente e emocionante da busca de uma mãe por seu filho. Elogiado na última edição do Festival Varilux de Cinema Francês, o longa-metragem chega aos cinemas nesta quinta-feira, 5, em Brasília. A produção continua em cartaz em Florianópolis, Vitória, Rio Grande, Salvador e Porto Alegre.

O trailer, disponível em https://youtu.be/YOQjvbrAJkE, mostra a ansiedade e expectativa de Sylvie, interpretada por Isabelle Carré (“Respire”) para o encontro com o filho, sequestrado há quatro anos pelo pai. Segura do que se propõe, traça um plano para recuperar o filho que mora em Florida, cidadezinha do interior do Uruguai. E conta com o auxílio do assistente social Mehdi (Ramzy Bedia) em sua jornada. O que não imaginava é que nem tudo sairia conforme planejou.

O diretor Olivier Peyon, que prestigiou o Festival Varilux de Cinema Francês em 2017, conta que o filme surgiu por conta de dois desejos: filmar na Argentina e contar a história vivida por amigo, sequestrado duas vezes: pelo pai e pelo amigo da mãe – que depois virou seu padrasto. Como referência, tinha obras como “Paris, Texas”, de Wim Wenders, “Um Mundo Perfeito”, de Clint Eastwood ou “Il ladro de Bambini”, de Gianni Amelio. Por questões de recursos, o projeto acabou se transferindo para o Uruguai e Olivier acabou se apaixonando por Florida e seus moradores, sendo que alguns atuaram no filme.  Em algumas cenas vê-se mescla de línguas entre francês e espanhol.

“Comecei a trabalhar no projeto, mas como muitas vezes no cinema, ele mudou bastante no decorrer do tempo. Finalmente, filmei no Uruguai, e o assunto, cujo eixo é o desejo de paternidade, evoluiu muito com a criação dos personagens da tia e da avó uruguaias, para terminar dando um papel de destaque às mulheres. O verdadeiro assunto do filme é a maternidade”.

Para o diretor, Sylvie, personagem de Isabelle Carré, vai aos poucos aprendendo a ser mãe. “Ela não se encaixava no papel do que costuma se chamar de “boa mãe”. E gostaria de se encaixar agora para compensar o tempo perdido e esforça-se bastante. Essa nova atitude dela soa falsa, não parece com o que ela é. Ela tenta se encaixar nos códigos da maternidade, que não correspondem à realidade. E somente quando ela descobrir a maneira que realmente corresponde a sua personalidade, sem fingir, que se tornará verdadeiramente mãe. Ou seja, na escuta das necessidades da criança, para conseguir avaliar o que é melhor para ela. Digo “se tornará mãe”, mas isso vale para um pai também. O correto seria dizer ‘tornar-se pais’”.

Sobre Isabelle, o diretor relembra que havia gostado muito da atuação dela em “Le Refuge” de François Ozon e que ficou muito satisfeito com sua interpretação: “O personagem da Sylvie se encontra numa situação de emergência: quatro anos sem ver o filho não deixa para ela o tempo de compor ou de ser amável. Pedi à Isabelle para baixar o tom de voz dela e para estar sempre em movimento. Ela era meu pequeno soldado, disposta a tudo. Isso me sossegava e me estruturava. Acho que eu também a sossegava.”

Além de Isabelle Carré, como Sylvie, estão no elenco a argentina Maria Duplaá, sobrinha da estrela da TV Nancy Duplaá (“Relatos Selvagens”) e Ramzy Bedia – ator e diretor de comédias francesas – entre elas, “Sozinhos Em Paris”.  Peyon conta que não pensou em Ramzy imediatamente e sim buscava um ator que fosse sensível e generoso com outros atores, inclusive crianças. “Foi Isabelle quem me sugeriu. Ela acabava de filmar com ele “Les Vents Contraires”, de Jalil Lespert, e o elogiou. Enviei o roteiro para ele e tive sorte: aceitou imediatamente. Ramzy sempre atua em comédias, mas ele é um grande ator, muito delicado, inteligente, sensível e generoso. Durante os ensaios, sua sinergia era deslumbrante: ele irradiava a tela. Ver Isabelle e Ramzy juntos foi um verdadeiro presente. Eles tinham vontade de fazer o filme juntos e queriam mais cenas juntos. Eles me diziam: “Escreve mais uma cena para nós!”, relembra.

Sinopse

É no Uruguai que Sylvie finalmente encontra a pista sobre o paradeiro de seu filho, sequestrado há quatro anos pelo ex-marido. Com a ajuda preciosa de Mehdi, ela vai recuperá-lo, mas ao chegar lá, nada acontece como previsto: a criança, criada por sua avó e sua tia, parece feliz e radiante. Sylvie percebe que Felipe cresceu sem ela e que agora sua vida é em outro lugar.

 

 “O filho uruguaio” é uma viagem existencial, mas mais longínqua, onde uma mãe se questiona diante da felicidade que o filho construiu sem ela e com outras pessoas. Problema que o diretor resolve com uma direção suave, pudica, iluminada pela luz da América Latina, se prendendo a cada detalhe do cotidiano de um garotinho”.
Guillemette Odicino, Télérama

“Um dilema tratado com sutileza, assim como a interpretação ao mesmo tempo sensível e delicada de Isabelle Carré e Ramzy Bedia”.
Thierry Cheze, Sudio Ciné Live

“Um filme de muita sensibilidade sobre a maternidade e a renúncia, bem afastado dos caminhos comuns. Ramzy Bédia encena com muita exatidão e Isabelle Carré interpreta uma magnífica mãe em processo de aprendizagem”.
Valérie Beck, Femme Actuelle

Um filme naturalista, luminoso e comovente, onde a doçura de viver e o bem-estar da criança apagam os rancores dos adultos”.
Ghislaine Tabareau, Les Fiches du Cinéma

Não satisfeito em nos oferecer um olhar lúcido e benevolente sobre o tema universal da maternidade, Olivier Peyon nos permite descobrir um Ramzy Bédia inédito.

Claudine Levanneur, aVour-aLire.com

Esse belo filme, inspirado numa história verdadeira, dá a Isabelle Carré um papel rico em asperezas”.
Pierre Vavasseur, Le Parisien

 

Sobre o diretor

Diretor e roteirista, Olivier Peyon inicia sua carreira como assistente de produção nos filmes de Idrissa Ouedraogo. Após uma passagem pelo Centro Nacional do Cinema, órgão francês responsável pelo audiovisual, dirige cinco curtas-metragens: “Promis, Juré” em 1996, premiado em Rennes; “Jingle Bells” no ano seguinte, selecionado para a 54ª Mostra de Veneza e premiado nos festivais de Brest, Sarlat e Rennes; “Claquage après Étirements”, de 2000, e “À tes amours”, de 2001, premiado no festival de curta-metragem francês de Nova York. Esses dois últimos foram ainda indicados ao prêmio Lutin de curtas-metragens.

Em 2006, lança seu primeiro longa “Les Petites Vacances”, que recebe os prêmios de Primeiro Roteiro do Centro Nacional de Cinema e do Festival de Roteiristas de La Ciotat. Em 2007, o filme é exibido no Festival Premiers Plans em Angers, numa homenagem aos cinquenta anos de carreira de Bernadette Lafont.

Em 2014, Peyon dirige o documentário “Comment j’ai deteste les maths” e concorre ao prêmio César 2014 na categoria melhor documentário. Em 2016 dirige, com Cyril Brody, um documentário dedicado à Latifa Ibn Ziaten.

 

Sobre a Bonfilm

Além de distribuidora, a Bonfilm é realizadora do Festival Varilux de Cinema Francês, que em sua última edição, em 2017, foi realizado em 56 cidades e alcançou um público de 180 mil pessoas, tornando o maior festival de cinema francês do mundo e comprovando sucesso de público e mídia. Desde 2015, a Bonfilm organiza também o festival de filmes de ópera “Ópera na Tela”.

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