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Este ótimo “dramance” conta de modo leve e divertido a rotina maluca de jovens empreendedores no mundo moderno.

Helena (Paolla Oliveira) é uma profissional valorizada e workaholic que mora em uma casa maravilhosa, tem ótimos amigos e é bem-sucedida, – mas como várias pessoas desses novos tempos falta “aquela coisa” inexplicável que a deixe totalmente feliz.

Depois de um deslize grave no serviço, ela decide aceitar a oferta de emprego em Portugal, afinal, bons ares poderão chegar.

As locações foram escolhidas a dedo e é maravilhoso ver um pouco de Brasil dentro de Portugal com cenas que fazem os olhos brilharem.

Apesar de ter um idioma comum, esse país irmão fica na Europa e é muito bom ver locações tão lindas e maravilhosas em um lugar que a grande maioria dos brasileiros não conhece, com a qualidade das películas filmados em Londres só que falado em português.

E é nessa aventura, nesse novo mundo que Helena e sua amiga Joana (Júlia Rabello) acabam conhecendo Alex (Ricardo Pereira), um charmoso advogado que igualmente como ela é um workaholic, mas que leva a vida de maneira mais calma, menos agitada, e é claro essa peculiaridade e diferença de personalidade faz com que ambos se apaixonem e vivam momentos maravilhosos, – (trecho abaixo), até a página dois.

É claro que a rotina maluca de Helena onde ela deixa a vida social acima do pessoal, a obsessão em acertar sempre, e seu jeito por vezes mandão, acaba deixando, depois de alguns meses morando junto com Alex seu príncipe encantado, um conto de fadas abalado, (trecho abaixo), até que um dia ela faz um pedido aos céus para que Alex fique igual a ela e é aí por obra do Senhor, que ela passa a imaginá-lo como mulher.

 

E é aí que a trama cresce com essa versão feminina de Alex que “aparece” em vários momentos, comportando-se da mesma maneira que ela, e como se fosse algo real, verdadeiro, mas que somente Helena vê, o que leva a situações totalmente inusitadas, chegando a atrapalhar sua vida amorosa.

 

Não vamos entregar o que leva Helena ao seu final feliz, – mas podemos adiantar é que esse é justamente o ponto em que o filme entrega de bandeja ao telespectador o recado que hoje parece meio genérico, mas que ainda serve como mensagem em qualquer lugar no mundo, seja no Brasil, Japão ou Portugal, “Se você não está feliz consigo, não existe lugar no mundo que a faça feliz”.

Não deixe de assistir esse delicioso romance divertido, com ótimas cenas (algumas levemente sensuais) e que promete agradar as meninas de todas as idades.

E não se esqueçam do maior recado do filme, seu príncipe encantado está ao seu lado, basta perceber por alguns minutinhos a beleza de tudo e deixar a correria do dia a dia de lado, perceber que a felicidade bem aí, basta dar um pouco mais de atenção.

Alguém como Eu está aí para provar que vale a pena ser feliz e esperamos que como outras produções nacionais este filme tenha uma continuação, precisamos de mais Helena gente como a gente nos cinemas.

 

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Entrevistas

Paolla Oliveira
– Quem é Helena?
– Quem é Helena? A Helena é ótima. Como diria ela mesma, muito complicada.
Helena é uma mulher, acho que é a coisa mais simples que tem que se dizer.
Claro que é uma comédia romântica, então ela tem uma pegada mais jovem, enfim, ela é um pouco inconsequente, mas, acima de tudo é uma mulher.
É complicada, é confusa, tem suas inseguranças, tem os medos, as paixões, tem tudo misturado numa pessoa só. De tão caótica, ela fica engraçada. Acho que essa é a Helena.

– Com qual característica dela você se identificou mais?
– Com várias. A Helena é agitada, atrapalhada. Algumas não, ela é um pouco cética. Acho que todas as mulheres, quiçá os homens, vão se encontrar em alguma característica dela. Ela tem um bom humor, gosto sempre de deixar isso vivo. Muitas coisas da Helena se parecem com as minhas.

– Como foi contracenar com Ricardo Pereira?
– Ricardo Pereira. Ele é incrível. Além de lindo, é gentil, é um gentleman, um ótimo colega, não tenho o que falar. Já tinha trabalhado com ele antes, mas uma participação pequenininha numa novela… E agora tive essa experiência diferente, estou com ele na cidade dele, com a família dele, esposa, com todo mundo, os amigos, e ele está sendo super querido e receptivo. Muito legal a nossa troca em
cena.

– A Helena te trouxe uma terceira pessoa no relacionamento do filme. Como é a relação dela com a personagem da Sara Prata, a mulher na qual o Alex se torna?
– A linda Sara Prata, atriz portuguesa muito fofa e muito querida, que eu não conhecia. Ela é um grande nome lá e foi muito engraçado, porque os dois faziam a mesma cena e eu fiz tudo duplo, com um e com o outro. E a minha reação foi engraçada, porque eu estava vendo Ricardo Pereira e de repente, passava a ver a Sara Prata. O trabalho fluiu, foi uma característica de todo mundo que passou por esse trabalho: ser fluido e fácil.

 

Ricardo Pereira
– Como é Alex, seu personagem em Alguém Como Eu?
O Alex é um executivo de uma seguradora, que vende seguros de vida, e por isso as cenas com ele mostram um escritório moderno em uma Lisboa moderna.
Ele vende seguros, tem uma vida normal, tem amigos, sai à noite e vai tendo seus casos amorosos. Até que conhece Helena, muito por acaso. A partir daí, está tudo dito para que a história de amor se construa em um romance muito intenso e muito forte, dignos de uma comédia romântica, mas ao mesmo tempo com muitos ensinamentos. O que faz com que este personagem também se transforme ao longo do filme, quando começam a existir os conflitos do casal e os desgastes. Estas questões, discussões e dias de convivência tornam a relação difícil. É um personagem muito humano. É normal de um homem que vive em um relacionamento de paixão intensa se desgastar por um motivo ridículo. Coisa que muitos casais têm. E depois ele acaba por questionar suas escolhas, sua
vida, e mudar totalmente seus pensamentos, teorias, até finalmente conseguir se estabilizar.

– Como foi contracenar com a Paolla?
– Muito divertido. Ela já tinha sido a minha companheira de cena em uma novela da Rede Globo, Insensato Coração, portanto já havia uma química e uma parceria instaladas. Foi ótimo porque tivemos também a oportunidade de ensaiarmos juntos no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Lisboa, o que tornou as cenas muito mais fáceis. Passamos praticamente o filme inteiro junto ao diretor, Leonel Vieira e quando chegamos à Portugal para filmar no set, o filme estava praticamente todo estruturado. Obviamente que no dia-a-dia, no set, as coisas vão mudando, mas a Paolla é uma atriz brilhante, uma ótima colega de cena, super generosa e
muito divertida. Então foi muito fácil fazer este filme com ela.

– Como foi o trabalho com o Leonel Vieira?
– Leonel e eu já estávamos para trabalhar juntos há muitos anos e eu fiquei muito feliz. Aquilo o que eu tenho a dizer sobre ele é uma coisa para mim, muito importante: ao longo do filme, eu aprendi muito com o Leonel. Um amigo, mas que aqui tinha o papel de realizador e que, de certa forma, acaba por ter o papel maior de nos dirigir, de nos controlar, e de saber exatamente o que queria e
como ele queria que estivéssemos neste filme. Foi muito bom, eu sou um ator “que gosta de ser dirigido e, portanto, trabalhar com o Leonel foi um presente e um prazer. Tenho a impressão que foi o primeiro de muitos filmes e de muitas parcerias que vamos ter no futuro.

– E como foi construir a versão feminina do Alex?
– A minha versão feminina, a versão do Alex, é a Sara Prata. Na verdade sou eu mesmo que estou ali, só que ela vê uma mulher, então ela vê uma mulher fazer aquilo o que eu faço. Foi muito interessante construir isso juntos. Em todas as cenas que aparecemos
juntos para Helena fizemos a cena duplicadamente. Tínhamos que estar atentos aos gestos um do outro. Então foi divertido, porque tentamos fazer gestos que alguém tinha de copiar. Ao brincarmos fomos descobrindo muita coisa e muito um sobre o outro. Foi o complemento perfeito, acho que minha versão feminina foi muito bem entregue à Sara, que fez um trabalho lindíssimo e traz um frescor ao filme. O que era muito importante.

 

 

Júlia Rabello
– Fale um pouco sobre a sua personagem, a Joana.
– Bom, eu faço a Joana, ela é uma personagem tipicamente – como me disseram quando me apresentaram a personagem – tipicamente brasileira. Eu estou querendo descobrir ainda o que isso significa (risos). Porque isso foi o Leonel me dizendo, então o que um português acha de uma tipicamente brasileira? Ela é uma personagem muito colorida no humor dela, uma pessoa com um astral
muito pra cima, muito divertida. Não tem tempo ruim pra ela. Então acho que ser tipicamente brasileira foi um elogio para os brasileiros. A Joana resolve tudo, dá jeito em tudo, se diverte em tudo.

– Você já tinha contracenado com Paolla?
– Uma das coisas mais legais do filme foi poder fazer isso. Eu já conhecia a Paolla de alguns eventos de trabalho, mas nunca tínhamos trabalhado juntas. Então foi muito divertido, porque a gente pôde, além de contracenar, começar uma boa amizade em Lisboa. A gente se divertiu bastante, ela conhecia Lisboa bem mais do que eu, então ela me apresentou bastante a cidade. Tem sido muito
prazeroso, Paolla é uma grande atriz e uma bela amiga.

– E trabalhar com Leonel?
– A gente se conheceu no Brasil; muito divertido trabalhar com o Leonel, porque ele é uma figura encantadora, dentro desse tal do intercâmbio cultural. Eu me diverti e aprendi muito com ele e eu acho que ele também comigo, porque de vez em quando a gente se olhava e faz aquele “Hein?” (risos), “O que você disse?
Oi?” e é muito divertido isso, a gente tem dado boas gargalhadas culturais nessa falta de entendimento – e aprendido muitas coisas. É muito legal, o Leonel me deu espaço para fazer minhas brincadeiras, ele diz que tem muito interesse e curiosidade pelas culturas. Por mais que a cultura brasileira venha também da cultura portuguesa, são muito próximas, mas, claro, temos as nossas diferenças.
E ele tem muito interesse em conhecer essas diferenças. Eu brinco aqui no filme tentando trazer cores de humor e ele me deu todo espaço para poder brincar com isso.

– Contracenar com o Zé Pedro, humorista português, teve para você mais diferenças ou igualdades?
– Eu tive o prazer de ter como partner o Zé Pedro, que é um cara sensacional, que trabalha com humor aqui em Portugal, e foi muito divertido, porque a gente vê que o humor tem uma coisa local, ele não deixa de ser regionalmente cultural, mas existe uma melodia do humor, como se a gente tocasse instrumentos. Foi muito divertido, porque tem essa coisa de ouvido, de timbrar junto. Eu fiquei muito feliz de perceber isso. Foi muito divertido.

– O que é o mais divertido do filme para você?
– Alguém como Eu é uma comédia contemporânea, que fala sobre essa figura, Helena, que é uma mulher contemporânea nesse mundo que a gente vive: sem fronteiras e globalizado. Helena é uma brasileira em Portugal. Quais são os conflitos dessa mulher
contemporânea, que é basicamente a mulher do mundo ocidental inteiro, né? Então quais são os conflitos da mulher contemporânea? E essa diferença da relação da mulher com o homem e tudo o que passa na cabeça dessa mulher, as milhões de coisas que a
gente é capaz de inventar, estão ali realmente.

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