E cá lá estamos nós novamente, (início proposital), às voltas com mais um remake de um clássico dos cinemas, Mary Poppins.
A princípio trata-se de uma continuação do clássico de 1964 dirigido por Robert Stevenson, e com roteiro baseado nos livros homônimos de P. L. Travers.
A autora sempre foi sincera em declarar que odiou a adaptação para o cinema do original, e esse embate rendeu até um filme Walt nos bastidores de Mary Poppins de 2014 com Tom Hanks como Walt Disney e Emma Thompson como a escritora australiana P.L. Travers.
No clássico Julie Andrews era Mary Poppins uma simpática babá com poderes mágicos, que foi trabalhar na casa do Sr. Banks para cuidar de seus filhos; ela chega na casa do patrão voando e usando um guarda-chuva como paraquedas e traz consigo diversas brincadeiras que mudam a vida daquela família.
Dick Van Dyke era Bert, amigo de Mary Poppins, que abre o filme tocando vários instrumentos sozinho para ganhar dinheiro das pessoas que assistem; além de fazer pinturas na calçada e limpar chaminés.
Essa nova história é ambientada na época de uma Londres abalada pela Grande Depressão, Mary Poppins (Emily Blunt) desce dos céus novamente com seu fiel amigo Jack (Lin-Manuel Miranda) para ajudar Michael (Ben Whishaw) e Jane Banks (Emily Mortimer), agora adultos trabalhadores, que sofreram uma perda pessoal. As crianças Annabel (Pixie Davies), Georgie (Joel Dawson) e John (Nathanael Saleh) vivem com os pais na mesma casa de 24 anos atrás e precisam da babá enigmática e o acendedor de lampiões otimista para trazer alegria e magia de volta para suas vidas.
As semelhanças entre os dois filmes chega a ser surpreendente, mesmo não se propondo inicialmente a isso. Existe uma tênue diferença entre o original e esse novo filme que são as os Banks que são adultos. Fora esse detalhe tudo chega a ser muito parecido.
Não que isso seja algo ruim, muito pelo contrário. O capricho com a produção, figurino, fotografia e composição chegam a fazer os olhos brilharem.
Emily Blunt teve que encarar a responsabilidade de ser uma Mary tão doce quando a interpretada por Julie Andrews sem parecer falsa ou caricata demais. E conseguiu.
E os odiados desenhos animados, – que a autora P.L. Travers fazia questão de assinalar, – mas que foi o ponto alto do original também estão presentes neste ato que mostra um figurino maravilhoso.

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Como continuação ou não esse novo Mary Poppins faz jus ao original em todos os gêneros possíveis agora basta esperar para ver o resultado nas bilheterias quando for apresentado para as crianças que cresceram usando tablets em casa e onde os efeitos especiais de chroma key não são novidade como a mais de 50 anos.
Para os saudosistas resta a emoção de ter uma personagem tão doce de volta com várias referências e muito carinho além da participação especial de Dick Van Dyke, bela homenagem.

Confira curiosidades sobre o original.

 

 

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