Crítica | Sobrenatural: A Última Chave

17/01/2018 0 Por Alan Uemura

Neste quarto filme da franquia Sobrenatural, a doutora Elise Rainier (Lin Shaye) é chamada para resolver o caso de uma assombração no Novo México, localizada justamente na casa em que ela passou a infância.

Sobrenatural chega aos cinemas com muitas dúvidas entre os fãs do gênero de . Essa quarta sequência da série que teve início com um título de antes de sua aclamação por , a série Sobrenatural ganhou vários outros títulos que parecia não ter mais fim. E se sua dúvida é se esse filme é bom ou ruim, ele é realmente bom! Não um dos melhores do gênero de , mas irá agradar aos fãs da franquia.

E isso graças a sempre curiosidade dos fãs do estilo, onde a história é envolta com aparições fantasmagóricas e muitos flashbacks.

Dirigido por , este longa tem como ponto central os traumas de infância que a personagem principal, Elise (Lin Shaye), possui.

De início já temos a personagem sendo apresentada em sua infância, onde ela tem sérios problemas com seus dons mediúnicos, já que seu pai não acredita nela e sua mãe é o único alicerce que ela e seu irmão possuem. A casa é um local cheio de seres, que se alimentam do medo e do ódio. Aqui já temos um dos principais pontos que os filmes de abordam e que muitos subestimam. A parte psicológica e social da humanidade. Com todo o seu lado sombrio. Aspectos esses que em sua maioria são enterrados em dramas Hollyoodianos e apenas o gênero de tem a coragem de mostrar.

Somos apresentados para uma família com sérios problemas. Um pai completamente violento, machista e prepotente. Que aceita apenas o seu pensamento como sendo o verdadeiro, preferindo que sua filha minta sobre seu dom mediúnico, do que ela fale a verdade. Já que se ela disser a verdade, vai além dos seus conhecimentos, portanto, ele sempre irá bater e a prender em um local escuro. Algo muito comum em muitas famílias até um pouco mais da metade do século passado, onde a única palavra que prevalecia era do patriarca.

O filme segue para uma agora senhora Elise, que ainda sofre com os pesadelos do passado, com marcas em seu psicológico e no corpo, e que agora ajuda pessoas que possuem problemas com os mortos.

A trama é boa. Não é nenhuma novidade dentro dos filmes como , e outros tantos de suspense e . Ele prende em alguns pontos, mas se perde em não concluir algumas partes da história. Esses onde é pedido para pegar um simples objeto e os personagens acabam parados discutindo outros assuntos e não possui nenhum desfecho para aquele pedido. O que deixa o expectador pensando “por que foi feito tal cena, se ela nem ao menos terminou?”.

Outro ponto, é algo mais de moda do que realmente culpa do filme. Os excessos de barulho com o agudo do som para dar o susto, junto com os famosos jump scare. Desnecessários e que se não estivessem ali, dariam muito mais sustos por si. Muitas vezes o silêncio é mais tenebroso do que um grito.

De qualquer forma, , é um bom filme. Dá para passar boas horas no cinema, se entreter com um roteiro até bem desenhado, com uma boa atuação de sua protagonista e para quem assistiu ao filme anterior, ficar feliz com a ligação entre os filmes e a deixa para o próximo.

E caso não tenha visto nenhum dos anteriores, fique tranquilo, pois o roteiro foi inteligente ao fazer uma trama independente e que ao mesmo tempo faz ligações com os três filmes, sem atrapalhar a dinâmica de sua história.

E que subam as cortinas! Até a próxima!