Crítica | Maze Runner: A Cura Mortal

24/01/2018 0 Por Alan Uemura

No terceiro filme da saga, Thomas (Dylan O’ Brien) embarca em uma missão para encontrar a cura para uma doença mortal e descobre que os planos da C.R.U.E.L podem trazer consequências catastróficas para a humanidade. Agora, ele tem que decidir se vai se entregar para a C.R.U.E.L e confiar na promessa da organização de que esse será seu último experimento.

chega ao seu final. E fecha também uma sequência de filmes do gênero juvenil de futuros distópicos. Não teve o mesmo sucesso e trouxe uma legião de fãs como Jogos Vorazes e talvez durante os anos nem seja mais lembrado.

Mesmo assim, é um bom filme.

Ele já começa com muita adrenalina, colocando Thomas, Newt, Caçarola e seus novos amigos, realizando um resgate em um trem em movimento, recebendo muitos tiros e deixando o espectador com o coração na boca.

E isto não falta durante todo a trama. Somos praticamente sugados para a história, dentro deste mundo caótico criado por Wes Ball. O que torna esta franquia diferente das outras, onde o que prevalece são tiros e mais tiros, explosões e personagens que saem com seus rostos e roupas intactos, é que em o principal, são as soluções de enigmas e o uso da inteligência de Thomas.

Neste terceiro longa não temos nenhuma surpresa ou reviravolta. O que acontece na tela, é aquilo mesmo que está lá e não dá para se esperar mais. Parece que os produtores resolveram fechar o arco as pressas devido ao atraso de quase um ano, pós acidente nas filmagens que quase vitimou Dylan.

está cheio de clichês, com uma Theresa que praticamente veio sumindo nos últimos filmes e Aidan Gillen, o Mindinho de Game of Thrones que não soube ser o vilão que a série precisava.

Outro ponto negativo ficam para os adultos. Giancarlo Esposito, o Jorge, é um dos melhores atores e diretores da atualidade, e praticamente é um personagem nas telas que fica em terceiro plano. Mas isso é um problema destas franquias de futuro distópico com adolescentes, onde estes resolvem todos os problemas, em um mundo onde os adultos são os vilões e os que são mocinhos praticamente perderam a esperança, deixando para os jovens a luta pelo futuro.

Mas isso não estraga . Ele fecha muito bem a história que começou na clareira. Traz personagens mais fortes e que o público irá sem dúvida alguma se envolver.

E que subam as cortinas! Até a próxima!!