Critica | Luta por Justiça

Critica | Luta por Justiça

20/02/2020 Off Por Surya Bueno

Aprendi que, em algumas circunstâncias, a realidade é mais incrível que a ficção. Nesse caso, Luta por Justiça expõe que a justiça deveria ser imparcial e igual para todos, pelo menos em um país declaradamente democrático, os Estados Unidos, onde infelizmente o preconceito ainda prevalece.
Por coincidência, esta semana, aqui em terra brazilis, tivemos o triste caso da escola Emygdio de Barros, na zona oeste de São Paulo onde um aluno se recusou a deixar a sala de aula e a polícia agiu segundo mostrado pela imprensa “com excessos”.
Luta por Justiça, é baseado no premiado livro de Bryan Stevenson, um jovem advogado que defende pessoas que foram condenadas injustamente sem contar com representação jurídica mínima.
Ao lado da advogada local Eva Ansley (Larson). Um de seus primeiros – e mais polêmicos – casos é o de Walter McMillian (Foxx) que, em 1987, foi condenado à morte pelo assassinato chocante de uma jovem de 18 anos, apesar das evidências que apontavam sua inocência e o fato de que o único depoimento contra ele veio de um criminoso com motivos para mentir. Nos anos que se seguem, Bryan se envolve em um labirinto de manobras legais e políticas, além de racismo, à medida que luta por Walter e outros como ele, contra todas as adversidades – e o sistema.
O filme tem a excelente direção de Destin Daniel Cretton que conseguiu reproduzir em detalhes tanto o figurino, maquiagem, elenco e detalhes dessa história que ocorreu a pouco tempo.
Depois de assistir ao longa, procurei nas redes imagens e vídeos originais e me espantei com tamanha similaridade e capricho na produção.
A tensão na trama é elevada devido a complexidade do problema do jovem advogado. Todos os condenados estão no corredor da morte e literalmente da noite para o dia a sentença poderá ser executada.
Segundo relatos do próprio Bryan Stevenson, uma pessoa em cada 9 condenadas a sentença de morte são inocentes. Seria o mesmo que achar que a cada 9 voos, a queda de um seria algo “normal”. Realmente uma estatística alarmante.

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Clique aqui para um comparativo do elenco

Imagem original de Walter Mcmillian na prisão, abaixo detalhes do filme
Cena do filme
Até o detalhe na roupa foi utilizado


Em suas quase três décadas de trabalho, Stevenson libertou dezenas de condenados à morte ou diminuiu suas sentenças. Em 1989 ele esteve no Brasil e foi firme em dizer que a pena de morte não reduziu os crimes nos EUA. “Mas meio século de punições severas e ameaças não melhoraram a segurança pública em meu país.”

Walter entrou com uma ação contra o xerife Tate e a equipe que o condenou, mas perdeu. Nenhum membro da polícia ou da promotoria jamais foi responsabilizado pelos danos causados. McMillian contou que, depois de tudo, nunca recebeu um pedido de desculpa.


O elenco principal também inclui Rob Morgan (“Mudbound – Lágrimas Sobre o Mississippi”) como Herbert Richardson, outro prisioneiro que aguarda seu destino no corredor da morte; Tim Blake Nelson (“Wormwood”) como Ralph Myers, cujo depoimento determinante contra Walter McMillian é colocado em dúvida; Rafe Spall como Tommy Chapman, o promotor de justiça que está lutando para manter a condenação e a sentença de Walter; O’Shea Jackson Jr. (“Straight Outta Compton – A História do N.W.A.”) como Anthony Ray Hinton, outro condenado à morte injustamente, cujo caso é assumido por Bryan; e Karan Kendrick (“O Ódio que Você Semeia”) como a esposa de Walter, Minnie McMillian, que apoia seu marido.

O filme é produzido por Gil Netter, duas vezes indicado ao Oscar (“As Aventuras de Pi”, “Um Sonho Possível”); Asher Goldstein (“Short Term 12”) e Michael B. Jordan. Os produtores executivos são Bryan Stevenson, Mike Drake, Niija Kuykendall, Gabriel Hammond, Daniel Hammond, Scott Budnick, Jeff Skoll e Charles D. King.

Cretton coescreveu o roteiro com Andrew Lanham (“O Castelo de Vidro”), com base no livro de Stevenson Just Mercy: A Story of Justice and Redemption. Publicado em 2014 pela Spiegel & Grau, o livro figura entre os mais vendidos do The New York Times há mais de 150 semanas e foi eleito um dos melhores do ano por várias publicações importantes, incluindo a revista TIME. Pelo livro, Stevenson também ganhou uma Medalha de Excelência Andrew Carnegie, um NAACP Image Award e o Dayton Literary Peace Prize na categoria de não ficção.

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A equipe de Cretton nos bastidores inclui o diretor de fotografia Brett Pawlak, a desenhista de produção Sharon Seymour, o editor Nat Sanders e o compositor P. West, que colaboraram com o diretor anteriormente em “O Castelo de Vidro”. Soma-se a eles a figurinista Francine Jamison-Tanchuck (“Detroit em Rebelião”, “Roman J. Israel”)

A Warner Bros. Pictures apresenta, em associação com a Endeavor Content/One Community/Participant Media/Macro, Luta Por Justiça, uma produção de Gil Netter e da Outlier Society. Com lançamento no Brasil marcado para 20 de fevereiro de 2020, Luta Por Justiça será distribuído mundialmente pela Warner Bros. Pictures.

Se você quiser saber mais sobre o caso, abaixo uma reportagem da CBS, dá época.

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