A&E apresenta a biografia da lenda do heavy metal: As Nove Vidas de Ozzy Osbourne

15/03/2021 Off Por Surya Bueno

Especial sobre a extraordinária vida e carreira de “O Príncipe das Trevas” é uma produção original A&E, para o seu catálogo Biography, com entrevistas exclusivas com Ozzy, seus amigos músicos e colegas do Black Sabbath, e sua família – incluindo sua esposa Sharon e seus filhos Aimee, Kelly e Jack -, para mergulhar nas diferentes fases da vida e na incrível carreira do maior ícone do Heavy Metal de todos os tempos

“AS NOVE VIDAS DE OZZY OSBOURNE”

GRANDE ESTREIA: SÁBADO 20 DE MARÇO, 23H20

A&E estreia no dia 20 de março, sábado, As Nove Vidas de Ozzy Osbourne, uma produção original sobre o ícone do heavy metal, e que narra a extraordinária vida e carreira desta lenda da música.

Sob o selo de Biography – marca vencedora do Emmy que destaca personalidades e eventos notáveis com pontos de vista perspicazes e atraentes, fonte concreta e definitiva para algumas das narrativas verdadeiras de não ficção mais bem-sucedidas de nosso tempo -, este especial A&E de duas horas, sem filtro e em primeira pessoa, celebra uma das maiores estrelas do rock por meio de entrevistas exclusivas e filmagens que investem nos estágios da vida de Osbourne e na incrível carreira deste ícone da música.

Por mais de cinco décadas, Ozzy Osbourne, conhecido como o “padrinho” do heavy metal e apelidado de “O Príncipe das Trevas”, é o epítome da rebelião do rock and roll. Apresentando entrevistas exclusivas com Ozzy enquanto ele reflete sobre as muitas fases de sua vida, As Nove Vidas de Ozzy Osbourne traça a história do músico em vários estágios: de sua infância na pobreza em Birmingham, Reino Unido, até seu tempo na prisão; sua ligação inicial com a música e como os Beatles “mudaram sua vida“; seu nome como vocalista e líder do grupo de metal Black Sabbath; um dos períodos mais difíceis de sua vida após a separação de sua primeira mulher, a morte de seu pai e a expulsão da banda; sua carreira solo de sucesso, tendo conquistado o Grammy; seus sérios problemas com drogas e álcool, até se tornar um dos mais antigos representantes do rock e um adorável pai da televisão no século 21.

Como um gato, com nove vidas, sempre caindo em pé e impulsionando-se em direção ao sucesso, e quase morrendo várias vezes ao longo do caminho, este especial de duas horas explora como Ozzy se reinventou continuamente e a sua carreira, para alcançar sucesso maior, em nove etapas – vidas – divididas no especial: “Pobreza e Prisão”, “O Nascimento do Heavy Metal”, “Drogas, Morte e Divórcio”, “Diário de um Louco”, “Casamento e Caos”, “O Pecado Definitivo”, “Chega de turnê”, ”Papai sabe tudo” e “Aposentadoria”. “Eu faço o que faço porque é o que todo mundo quer fazer, mas eles não têm coragem de fazer. E tudo o que sou é ser honesto”, diz Ozzy.

Neste especial, Ozzy, aos 72 anos, reflete sobre os detalhes íntimos de seus sucessos, fracassos e sua capacidade única de sobreviver e perseverar, incluindo entrevistas nunca antes vistas sobre seu diagnóstico recente de Parkinson. “Você sabe quando eu vou me aposentar? Quando eu puder ouvir colocando os pregos no meu caixão. E, mesmo sim, farei um bis mais tarde. Porque eu sou o Príncipe das Trevas“, disse Ozzy em uma de suas entrevistas mais recentes.

As Nove Vidas de Ozzy Osbourne tem amplo material de arquivo e animações, entrevistas com Sharon – a mulher e representante de Ozzy e celebridade da TV -, seus filhos Aimee, Kelly e Jack Osbourne, os outros membros do Black Sabbath, o guitarrista Tony Iommi, o baixista “Geezer” Buttler e o baterista Bill Ward; além de amigos e colegas músicos, como o produtor Rick Rubin, Ice-T, Rob Zombie, Jonathan Davis e Post Malone, entre outros.

“Ele é o louco mais irresistível que você já conheceu na vida. Ele é o verdadeiro Ironman”, descreve sua filha Kelly na estreia do especial de A&E. “Ele deixou uma das maiores bandas de rock do mundo e cresceu, tornou-se um artista com credibilidade por conta própria, encontrou grandes novos talentos e se tornou grande na televisão. Ninguém tinha feito isso”, afirma Sharon. “Ozzy sempre foi um homem do povo, o que para mim é … é apenas uma das coisas que amo nele”, acrescenta.

A estreia desta produção original na América Latina é acompanhada pelo lançamento no Spotify de uma playlist especial na conta A&E, com todas as canções que fazem parte do programa. São 13 músicas – com Black Sabbath e também em carreira solo: No Bone MoviesRevelationCrazy TrainGoodbye to RomanceOver the MountainDiary of a MadmanParanoidHand of DoomN.I.B.Children of the GraveChangesIron Man e Black Sabbathhttps://open.spotify.com/playlist/60GYYSlSSGwALfnpwbJz4J?si=09JEVhAqSNqBELCxlU8uQA&nd=1

Mais uma vez, foi um prazer absoluto trabalhar com a equipe A&E“, afirmou o produtor executivo do especial e filho de Ozzy, Jack Osbourne. “Este documentário levará os telespectadores a uma jornada incrivelmente honesta e emocional na vida de meu pai, e sinto que se conectará às pessoas de muitas maneiras. Falo não apenas por mim, mas por toda a família Osbourne quando digo o quão animados e honrados estamos com esta produção”.

As Nove Vidas de Ozzy Osbourne é uma produção da Osbourne Media e Critical Content para a A&E Networks. O documentário é produzido e dirigido por R. Greg Johnston. Os produtores executivos da Osbourne Media são Sharon Osbourne, Ozzy Osbourne, Jack Osbourne e Peter Glowski. O produtor executivo de conteúdo é Jenny Daly. LB Horschler é coprodutor executivo. Os produtores executivos da A&E Network são Elaine Frontain Bryant e Brad Abramson. A+E Networks detém os direitos de distribuição mundial de As Nove Vidas de Ozzy Osbourne.

A célebre marca Biography segue destacando personalidades e eventos interessantes com pontos de vista surpreendentes e atraentes, e continua a ser a fonte definitiva para as verdadeiras histórias de alguns dos personagens históricos de não ficção mais talentosos de nosso tempo. Atualmente através de seu site Biography.com e novamente pela A&EBiography mostra as histórias mais emocionantes, surpreendentes e fascinantes sobre personalidades proeminentes e oferece a oportunidade de conhecer uma ampla variedade de perfis, apresentados com profundidade e precisão. É a principal fonte para histórias verdadeiras sobre pessoas que importam.

Ozzy Osbourne: o ‘padrinho’ do heavy metal

Nascido em Aston, Birmingham, em 1948, o músico e compositor britânico Ozzy Osbourne liderou a banda de heavy metal Black Sabbath antes de dedicar-se a uma exitosa carreira solo. Mais tarde se tornou uma estrela de reality em ‘The Osbournes‘.

Quem é Ozzy Osbourne?
Ozzy Osbourne alcançou a fama na década de 1970 como o líder da banda de heavy metal Black Sabbath, com canções icônicas como “War Pigs”, “Iron Man” e “Paranoid”. Ele embarcou em uma carreira solo de sucesso em 1979, ganhando atenção por seus escandalosos eventos públicos e atraindo a ira de grupos conservadores. Osbourne mais tarde conquistou uma nova legião de fãs ao estrelar com sua família no improvável reality show ‘The Osbournes’.

Juventude e carreira
John Michael Osbourne nasceu em uma família da classe trabalhadora em Birmingham, Inglaterra, em 3 de dezembro de 1948. Sua mãe Lilian teve seis filhos, ele é o quarto – tem três irmãs mais velhas Jean, Iris e Gillian e dois irmãos mais novos, Paul e Tony. Ele trabalhava em uma fábrica e seu pai, John Thomas, era um ferramenteiro que “nunca perdeu um dia de trabalho“, diz Ozzy. “O quarto que eu tinha na época não era maior do que duas camas de solteiro, uma ao lado da outra. Não havia banheiro interno, era um balde para fazer xixi na ponta da cama. Não havia papel higiênico, tinha jornal. Não havia água e sabão, o que era um grande trauma para mim. Eu tinha muita vergonha quando criança porque sempre me sentia sujo. Sempre me senti impuro”, diz a estrela.

O apelido de Ozzy surgiu no ensino fundamental, quando lutou contra a dislexia. “Foi uma pena para mim, porque eu tinha dificuldade de aprendizado e eles me colocavam no canto com um cone na cabeça e me chamavam de o bobo da turma, e todos riam de você. Isso me fez olhar mais profundamente para mim”, diz Ozzy. Essas e outras provocações o levaram a abandonar a escola aos 16 anos, quando trabalhou em vários empregos braçais, incluindo um período em um matadouro. “Não queria trabalhar durante o dia, não suportava levantar-me para trabalhar de manhã. Passei de encanador a construtor”, explica Osbourne. “Uma vez, no matadouro, perguntei a um cara: Há quanto tempo você faz isso? Ele disse: 35 anos eu vou me aposentar e eles vão me dar um relógio de ouro. Lembro que me virei para ele e disse: Se eu quiser um relógio de ouro, é melhor eu jogar um tijolo na janela de uma joalheria. Eu pelo menos tentava divertir-me um pouco com a minha vida quando era jovem”, justifica Ozzy. Ele logo passou a atividades mais ilícitas, cometendo uma série de delitos menores, culminando em uma curta sentença de prisão de seis semanas por roubo.

No entanto, ao longo desse período turbulento de sua vida, Osbourne cultivou um profundo amor pela música e, após ser libertado da prisão, começou a explorar seu potencial como vocalista. “A música era uma parte integrante da família. Sempre tinha música nos toca-discos, no rádio, no piano. Quando eu tinha 14 anos, descobri a música através dos Beatles. Mudou a minha vida. Isso me deu a semente para querer fazer isso sozinho”, afirma.

Em 1968, ele se juntou ao baixista Terence “Geezer” Butler, ao guitarrista Tony Iommi e ao baterista Bill Ward para formar a banda de rock Polka Tulk Blues, que logo mudou o nome para Earth. Embora o Earth tenha ganhado alguma notoriedade local, foi quando o grupo começou a fazer experiências com um som intenso e amplificado – que mais tarde caracterizaria o gênero heavy metal –, que chamou a atenção dos produtores musicais. Como o nome da banda já estava em uso por outro grupo, eles adotaram o nome Black Sabbath, uma referência ao clássico filme de Boris Karloff.

Estrelato do Black Sabbath
Lançado pela Vertigo Records em 1970, o álbum de estreia autointitulado Black Sabbath foi amplamente detonado pela crítica, mas vendeu bem na Inglaterra e no exterior. “Nós decolamos tão rápido. Nós entrávamos na van, entrávamos na balsa, ficamos bêbados na balsa. Foi ótimo”, diz Osbourne. Com faixas em destaque, como a título, “The Wizard”, e também “Evil Woman”, Black Sabbath alcançou o Top 10 no Reino Unido e a posição 23 nas paradas de álbuns dos EUA. O segundo trabalho do grupo, Paranoid (1971), apresentou os hinos seminais do metal “War Pigs”, “Iron Man”, “Fairies Wear Boots” e “Paranoid”, e levou o Black Sabbath a liderar as paradas no Reino Unido e alcançando o 12º lugar nos Estados Unidos.

“Eu não conseguia acreditar que minha voz chegava pelo rádio e toda a Inglaterra estava me ouvindo cantar. Não pude acreditar”, afirma o cantor. “Em cerca de três anos, passamos de uma banda de nada para a banda número 1 na Inglaterra. Aconteceu muito rápido”, acrescenta.

O uso de simbolismo religioso e temas místicos pela banda deu às suas figuras públicas um toque gótico. Isso também lhes rendeu críticas constantes de grupos de direita, publicidade negativa que simplesmente aumentou a popularidade da banda em sua base de fãs, em sua maioria jovens do sexo masculino. Foi o caso de seus dois primeiros álbuns. Seus trabalhos posteriores, Master of Reality (1971), Vol. 4 (1972) e Sabbath Bloody Sabbath (1973) tiveram sucesso nas paradas, e finalmente conquistando platina nos Estados Unidos, graças à força de clássicos do metal, como “Sweet Leaf”, “After Forever”, “Snowblind” e “Sabbath Bloody Sabbath”.

Abuso de substâncias e saída do Black Sabbath
Com o lançamento de Sabotage, em 1975, a sorte da banda piorou. Apesar da força de canções como “Symptom of the Universe” e “Am I Going Insane”, o álbum não conseguiu alcançar o mesmo status de seus antecessores. Acentuando essa mudança, eles também foram forçados a interromper sua turnê subsequente quando Osbourne se feriu em um acidente de motocicleta.

O consumo constante de drogas e álcool da banda, principalmente de Osbourne, também aumentou a tensão, junto com a perda de fãs para o crescente movimento punk rock. “Fizemos o álbum Volume 4 e estivemos em Los Angeles gravando por cerca de três meses e foi a primeira vez que todos nós realmente entramos na cocaína. Lembro-me de fazer isso todos os dias, tipo 24 horas por dia, praticamente”, diz Geezer Butler, membro do Black Sabbath. “Às vezes ficávamos acordados dois ou três dias”, acrescenta o baterista Bill Ward.

Após os lançamentos de Technical Ecstasy (1976) e Never Say Die (1978), Osbourne e seus companheiros de banda se separaram. Embora o Black Sabbath continuasse com vários líderes por décadas, incluindo Ronnie James Dio, Dave Donato, Ian Gilliam, Glenn Hughes e Tony Martin, o grupo nunca alcançaria o sucesso conquistado durante a era Osbourne, quando escreveram e gravaram algumas das canções mais memoráveis do heavy metal.

Sucesso solo: ‘Blizzard of Ozz’ e muito mais
Ao contrário de alguns artistas, que desaparecem na obscuridade após deixarem os grupos que os tornaram famosos, e apesar da morte de seu pai, “o período mais doloroso” de sua vida segundo Ozzy, em 1980 ele estreou em carreira solo, com Blizzard of Ozz, que foi um sucesso comercial retumbante. Com os singles “Crazy Train” e “Mr. Crowley”, o álbum alcançou o Top 10 no Reino Unido e a 21ª posição nos Estados Unidos, onde eventualmente alcançaria o status de multiplatina. “O álbum se espalhou como um incêndio. E foi direto para as paradas, as críticas foram incríveis. Quem não ama “Crazy Train”? É apenas um clássico. Todos na América tinham um álbum do Ozzy e o conheciam. Foi apenas um milagre“, diz Sharon.

Seu sucessor de 1981, Diary of a Madman, funcionou igualmente bem: “Foi o melhor cenário com que já trabalhei. Foi tão legal”, confessa Ozzy. A turnê que se seguiu, no entanto, foi repleta de infortúnios, incluindo um acidente de avião que matou o guitarrista Randy Rhoads e dois outros membros de sua comitiva. “Ozzy e eu estávamos dormindo na parte de trás do ônibus e fomos acordados por uma grande explosão”, diz Sharon. Randy Rhoads, de 25 anos, e guitarrista principal do grupo de Ozzy Osbourne, morreu em um acidente de avião junto com o piloto do avião e Rachel Youngblood, a cabeleireira da banda. O próprio Ozzy Osbourne estava no ônibus da turnê quando uma das asas do avião o cortou.

Ao longo da década de 1980, Osbourne continuou a cultivar a imagem do rebelde zangado e solitário com problemas, e sua teatralidade antissocial contribuiu para sua notoriedade pública. Entre suas travessuras, ele banhou seu público com carne crua e mordeu a cabeça de um morcego ao vivo no palco. “Os morcegos são os maiores portadores de raiva do mundo e então eu tive que ir para o hospital e eles começaram a me dar vacinas contra a raiva. Eu tinha uma em cada nádega e tinha que tomar todas as noites”, detalha Osbourne.

No entanto, nem todos achavam sua personalidade e sua música dark tão atraentes, e os conservadores religiosos frequentemente apontavam para isso na esperança de demonstrar os impactos negativos da música rock na sociedade.

Apesar desses e outros desafios, incluindo uma passagem pela reabilitação em 1986, Osbourne continuou a obter sucesso comercial, com os álbuns Bark at the Moon (1983), The Ultimate Sin (1986) e No Rest for the Wicked (1988). Todos alcançaram platina nos Estados Unidos. Ele inaugurou a década de 1990 com seu sexto disco solo, No More Tears (1991), que alcançou o Top 10 nos Estados Unidos e apresentou o single de sucesso. “No momento estou vendendo mais discos do que nunca, estou tocando para um público maior do que nunca e fiz meu disco ‘No More Tears’ vender como louco aqui. Quer dizer, é meu álbum mais vendido até hoje”, diz Ozzy.

Em 1992, Osbourne anunciou que a No More Tears Tour seria a última. E ele e sua família voltaram para a Inglaterra. “As crianças se divertiram muito e foi realmente muito bom porque não havia pressão para fazer nada. Foi definitivamente o período mais longo que passou em família, isso é tudo que Ozzy fez, ser família. Então, ele não estava bebendo ou usando drogas e era ótimo”, lembra Sharon.

No entanto, a popularidade do álbum duplo ao vivo lançado posteriormente, Live & Loud (1993), fez Osbourne reconsiderar sua aposentadoria, e a versão do álbum “I Don’t Want to Change the World” rendeu a Osbourne seu primeiro prêmio Grammy. Ele voltou ao estúdio para o Ozzmosis, de 1995, e no ano seguinte começou a fazer turnê como parte de um festival itinerante de metal, Ozzfest.

No final da década, a estrela de Osbourne estava em declínio e ele continuou a lutar com os problemas de abuso de substâncias que o atormentaram ao longo de sua carreira. No entanto, voltou aos holofotes em 2001 com o lançamento de seu oitavo álbum de estúdio, Down to Earth, que alcançou a 4ª posição nos Estados Unidos e 19ª no Reino Unido.

‘The Osbournes’
Osbourne logo aumentou seu status de celebridade com sua própria marca de reality shows. “Passei de programas esgotados e Ozzfest a ter câmeras de televisão em minha casa”, lembra Ozzy. Estreando no início de 2002, “The Osbournes” focou na vida doméstica de Osbourne e seu clã e se tornou um sucesso instantâneo. O apelo cômico do velho balançando a cabeça ao concluir tarefas chatas como levar o lixo para fora cativou até mesmo os conservadores que outrora insultaram Osbourne. No entanto, também tomou um rumo mais sério naquele verão, quando a esposa de Ozzy, Sharon, foi diagnosticada com câncer de cólon. “Ver minha mãe doente, ele não aguentou. Ele começou a beber e a consumir mais do que eu jamais o tinha visto”, lembra Kelly. O show durou até 2005, ganhando um Primetime Emmy e tornando-se um dos programas de maior audiência da MTV de todos os tempos.

Hall of Fame
Em 2005, Osbourne se reuniu com o Black Sabbath para uma turnê, e no ano seguinte as lendas do heavy metal foram incluídas no Rock and Roll Hall of Fame. Na cerimônia de posse, o Metallica, um dos inúmeros grupos para os quais o Black Sabbath foi uma grande influência, cantou “Iron Man” em homenagem à banda.

Apesar de anos de abuso corporal, Osbourne exibiu um poder de permanência impressionante, continuando a turnê como parte do Ozzfest. Ele voltou ao estúdio para gravar Black Rain (2007), que alcançou a posição #3 nas paradas dos EUA e seguiu com o igualmente bem-recebido Scream (2010). Em 2012, Osbourne se reuniu com seus companheiros de banda do Sabbath para realizar uma série de shows e gravar um novo álbum de estúdio, 13, que foi lançado no ano seguinte.

Em 2015, a banda anunciou planos para uma turnê final, apropriadamente apelidada de The End. No ano seguinte, eles também lançaram um álbum com esse nome, composto por 13 faixas inéditas e várias apresentações ao vivo. A turnê terminou em Birmingham, cidade natal dos membros da banda, em fevereiro de 2017.

Um ano depois, Osbourne anunciou as datas da etapa norte-americana do No More Tours 2, a última turnê de sua carreira. Embora ele tenha notado que queria passar mais tempo com sua família, o lendário headbanger insistiu que ele não se aposentaria como músico e que continuaria a fazer shows menores e permanecer envolvido com o Ozzfest.

Casamento com Sharon, vida familiar e ‘World Detour’
Osbourne casou-se com sua empresária, Sharon Arden, em 1982. Eles tiveram três filhos, Aimee, Kelly e Jack. Jack e Kelly participaram das gravações de “The Osbournes”, mas Aimee se opôs. Osbourne também teve três filhos de um casamento anterior com Thelma Riley – Jessica, Louis e Elliot -, e agora também tem vários netos.

Durante o nascimento dos três filhos que teve com Sharon, Ozzy teve um grande declínio nas drogas e no álcool. “Ozzy sóbrio é a melhor companhia do mundo: divertida, animado, gentil, doce. Ozzy usando álcool ou drogas é um completo idiota. É como noite e dia. É isso”, explica Sharon, que até acusou Ozzy de tentativa de homicídio. “As crianças foram para a cama, para o banheiro, tínhamos uma babá morando na casa naquela época e eu estava sentada lendo. E ele entrou na sala. Eu não tinha ideia de quem estava sentado à minha frente no sofá, mas não era meu marido. Provavelmente foi o momento mais assustador que já tive”, explicou a mulher. “Eu poderia ter matado Sharon, e essa é uma sensação devastadora. Ela é minha alma gêmea, eu a amo”, diz Ozzy.

Em maio de 2016, Sharon e Osbourne anunciaram seus planos de divórcio após mais de três décadas juntos. De acordo com a Us Weekly, a separação veio depois que Sharon soube do suposto caso de Osbourne com uma estilista famosa. Porém, dois meses depois, o casal que havia passado por tantos altos e baixos juntos decidiu tentar fazer o relacionamento dar certo. Em julho, Osbourne, que apareceu no “Good Morning America” com seu filho, Jack, disse que o casamento não acabou. “É apenas um solavanco na estrada“, garantiu ele, e completou: “Ele está de volta”.

Nessa época, pai e filho também voltaram ao reino familiar dos reality shows na TV com “Ozzy & Jack’s World Detour”. Com duração de três temporadas, o show capturou os dois globetrotters visitando marcos icônicos e atrações fora das trilhas tradicionais.

O diagnóstico de Parkinson e o Ordinary Man
Em uma entrevista de janeiro de 2020 para Robin Roberts do “Good Morning America”, Osbourne revelou que havia sido diagnosticado com doença de Parkinson. No mês seguinte, ele cancelou a etapa norte-americana de sua turnê No More Tours 2, alegando a necessidade de viajar para a Europa para tratamento e recuperação. Poucos dias depois, no entanto, o artista provou que ainda lutava furiosamente contra a morte com o lançamento de seu 12º álbum solo de estúdio, Ordinary Man, com colaborações de Elton John, Post Malone e do guitarrista do Guns N ‘Roses, Slash.

Sobre A&E

A&E é uma marca de entretenimento que oferece séries e filmes. O A&E tem três pilares: A&E Séries, com NCIS: LANCIS: New Orleans e BULLA&E Investiga, com séries como 60 Dias Infiltrados na Prisão e as reportagens especiais como Cultos e Crenças Extremas, com Elizabeth Vargas; e A&E Movies, que apresenta os melhores filmes. A&E alcança mais de 74 milhões de lares. A&E é voltado a uma audiência de Adultos (Homens e Mulheres) 18-49.

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