Felipe Folgosi lança a campanha de sua 6ª HQ

08/04/2021 Off Por Surya Bueno

Disponível no Catarse, intitulada como OMEGA, a obra faz parte de uma instigante trilogia criada pelo autor

No dia 12 de abril (segunda-feira) o ator e roteirista lança a campanha de mais uma graphic novels, Omega, no site de financiamento coletivo Catarse. Esta é a sexta obra na série de HQs do autor e a última parte da trilogia de ficção científica iniciada em “Aurora”, lançada em 2015 e seguida por “Chaos” em 2019.

O projeto conta com ilustrações de Chris Ciuffi Munhão e cores de Vinicius Townsend, com 182 folhas, de um total de 190 páginas.

O fim da jornada

Sobre a história, Felipe comenta que Omega começou a ser desenvolvido logo após o lançamento de Aurora, devido à resposta positiva de público e crítica. “A trama começa onde Chaos parou, com o Gabriel dominando a cena no combate à Nova Ordem Mundial, ao lado de Ryan, Babuska e Arja, mas também tendo de lidar com a morte da família. Claro que ainda teremos novos heróis e vilões, muitas sequências de ação eletrizantes e, assim como no Aurora e no Chaos, tudo isso muito bem amarrado numa trama que envolve ciência, filosofia, política, sociedades secretas, ação, sacrifício, emoção e aventura”.

Sobre concluir uma série iniciada há sete anos, e que já conta com uma legião de seguidores, Felipe revela a grande responsabilidade no projeto. “A expectativa é muito alta. Escrever Omega foi trabalhoso, não somente pela necessidade de criar uma história que funcionasse sozinha, mas que incluísse o arco das HQs anteriores, cada trama e personagem, de forma épica. Como consiste na conclusão de uma jornada que fez milhares de fãs ao longo dos anos, decidi que não economizaria nada, começando pelo roteiro, que revela dramas individuais dos personagens, na escala das sequências de ação com direito a uma grande batalha final​, nas referências políticas e sociais, chegando à publicação de 190 páginas, a maior que já produzi“, conta.

Puppy love

Em Omega Felipe desenvolve uma história que além de ação, suspense e questões filosóficas, também inclui romance. “Tanto em Aurora como em Chaos, já apareciam alguns elementos de comédia para fazer um contraponto com as cenas de ação, mas dessa vez decidi incluir para o leitor a esperança que o primeiro amor adolescente traz, por meio da personagem Arja e do novo integrante Ettore, que se apaixonam em meio a um mundo de conflitos e adversidades”, relata.

Homem versus máquina

Felipe comenta sobre a crescente dependência da sociedade contemporânea em relação à tecnologia: “Transhumanismo, cibernética e tecnocracia são temas que até poucos anos eram ausentes de qualquer roda de conversa, ficando restritos muitas vezes aos quadrinhos. Desde Aurora, tenho abordado nas HQs esses temas para que, de forma narrativa, o público se familiarize e reflita sobre essas questões. Cada vez mais, vemos os impactos da tecnologia sobre a sociedade, desde a digitalização da economia, passando pelo estado de vigilância e a crescente interface entre homem e máquina. Em Omega os personagens lutam, se apaixonam e se sacrificam em busca de preservar sua humanidade em um sistema que tenta constantemente desumanizá-los. A resiliência do pequeno Gabriel, da corajosa Arja, da forte Babuska e do questionador Ryan é uma mensagem necessária em tempos como os que estamos vivendo. Personagens são valores em ação e os de Omega trazem em si modelos com os quais o leitor pode se identificar e até mesmo inspirar-se na busca por uma sociedade mais humana e livre”, diz o ator.

Storyline

O pequeno Gabriel acabou de perder o restante de sua família em um ataque da Irmandade. “Agora, além de combater a elite que quer escravizar a humanidade, junto com Arja, Babuska e Ryan, ele tem que aprender a controlar seus poderes e não se deixar levar pela ira e pela vingança”, revela o roteirista.

Equipe técnica

A missão de ilustrar a conclusão da trilogia foi dada ao desenhista Chris Ciuffi e ao colorista Vinicius Townsend, com quem Felipe recentemente trabalhou em Knock Me Out. “Parte integral do resultado é o talento e a contribuição dos artistas. Estou muito feliz com o empenho e dedicação demonstrado pelo Chris, ao correr essa maratona que é desenhar 182 páginas, além de repetir a parceria com o Vinicius que sempre eleva a qualidade do trabalho ”, enfatiza Felipe.

Após o encerramento da campanha e a produção da HQ concluída, haverá o coquetel de lançamento para imprensa e convidados, com a presença do autor.

Fez faculdade de cinema na FAAP e especialização na UCLA por dois anos, com ênfase em roteiro. Desde 2000 tem colaborado em vários veículos como o Jornal da Tarde, revista da Avianca e na revista Licensing Brasil. Em 2001 ganhou o Concurso Nacional de Dramaturgia promovido pelo Ministério da Cultura com a peça “Um Outro Dia”.

Começou a fazer teatro aos quinze anos de idade e estreou aos dezessete na televisão com a minissérie “Sex Appeal”, na Rede Globo, em 1993. Em seguida fez a novela “Olho no Olho”, onde era o protagonista Alef. Depois esteve em “Explode Coração”, “Corpo Dourado”, “Vidas Cruzadas”, “Jamais te Esquecerei”, “Começar de Novo”, “Os Ricos Também Choram”, “Prova de Amor”, trilogia “Os Mutantes” e “A Terra Prometida” na Rede Record.

Como apresentador, esteve no programa “Tá Ligado” da Fundação Roberto Marinho, em STV na Dança na TV Senac, em “Acredite Se Quiser” na Band. Mais recentemente participou do longa-metragem “A Grande Vitória” com Caio Castro e Sabrina Sato, da série “Politicamente Incorreto” com Danilo Gentilli, na FOX, da novela “Chiquititas” do SBT, do programa da GNT “Que Maravilha- Aula de Cozinha”, do seriado “171-Negócio de Família” para o Universal Channel e em 2020 participou da novela “Aventuras de Poliana” no SBT. No teatro fez mais de dez peças, entre elas “Gato Vira-Lata”, de Juca de Oliveira.

Em 2018, Felipe lançou o longa-documentário “Traço Livre”, que coproduziu e apresenta, sobre o cenário atual do quadrinho independente no Brasil. Em 2019, participou do longa “Eu Sou Brasileiro” de Alessandro Barros e em breve estará na cinebiografia de Celly Campelo “Um Broto Legal”, de Luiz Alberto Pereira.

Lançou em 2015 sua primeira graphic novel, “Aurora”, que foi um sucesso de crítica e público, tendo sido indicada ao maior prêmio dos quadrinhos nacionais, o “HQMix”.

Em 2017 lançou seu segundo projeto em quadrinhos, desta vez uma história de suspense e terror psicológico chamada “Comunhão”. Participou também das coletâneas “Visões de Guerra” e “Selva Gazeta Gráfica”.

Em 2018, Felipe lançou seu curso online de composição narrativa chamado “Contador de Histórias” na plataforma cultural Savoá. Também em 2018, Felipe participou da antologia “Narrativas do Medo Volume 2” com o conto “Non Plus Ultra”, lançou sua terceira Graphic Novel chamada “Um Outro Dia” e em 2019 lançou a continuação do “Aurora” chamada “Chaos”. Em 2020 lançou sua quinta publicação chamada “Knock Me Out” e atualmente está produzindo “Omega” com lançamento previsto para dezembro de 2021.

Chris Ciuffi

Capixaba, Chris vem trabalhando no mercado publicitário como diretor de arte, designer gráfico e ilustrador desde 1999.

Vinicius Townsend

Natural do Rio de Janeiro, graduado em Belas Artes pela UFRRJ. Trabalha como colorista há 8 anos, participando de publicações em editoras como IDW, Dynamite, entre outras. Atualmente dedica-se como freelancer a publicações do mercado independente nacional e internacional. 


Serviço

Lançamento da campanha da graphic novel “Omega”, de no Catarse
Data:
 12 de abril, segunda-feira
Roteiro, adaptação, layouts e produção: 
Desenho e arte-final: Chris Ciuff
Cores: Vinicius Townsend
Preço: R$69,99
Quantidade de páginas: 182 de arte, 190 totais.
Endereço da campanha: www.catarse.me/omegahq