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Como dito o velho ditado, desculpem o trocadilho, há sempre um chinelo para um pé descalço. Tim Burton sempre amou o gótico e o bizarro, e pelo visto o “casamento” autoral com Ransom Riggs não poderia dar tão certo.
Antes de mais nada, não li, ainda, o original de Riggs de 2012, O orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares, mas é certo que se o filme não foi fiel ao livro (tenho certeza que haverá gente reclamando) encantou, e muito.

Quando criança Jake (Asa Butterfield)  ouvia as fascinantes histórias de seu avô sobre o orfanato da Miss Peregrine, e como toda criança se encantava com os personagens descritos por ele.

Como no livro, o doce senhor, mostrava ao seu neto fotos da década de 40/50 dos seus amigos. É interessante acrescentar que na obra original essas fotos existem e todo o livro é narrado em primeira pessoa (fotos no final do artigo), o que torna essa adaptação bastante peculiar (lá vai o trocadilho de novo).

Após uma tragédia familiar, o jovem de 16 anos Jake vai parar em uma ilha isolada no País de Gales buscando informações sobre o passado de seu avô. Depois de algumas reviravoltas ele acaba descobrindo a realidade sobre o destino desse lugar encantado. Investigando as ruínas do orfanato  de “Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children”, ele encontra um fantástico abrigo para crianças com poderes sobrenaturais.

Claro, que há poderes mais comuns, como ser invisível (este é um clássico da literatura de H.G. Wells  de 1897) , super força, flutuar e incendiar objetos, na casa onde vivem a Srta. Peregrine (Eva Green), Emma (Ella Purnell), Claire (Raffiella Chapman).

Mas além do tradicional “super poder” há casos bizarros,  como uma criança que têm como hospedeiras abelhas e uma menina que literalmente têm mandíbulas na nuca, mas tudo isso transmitido com uma doçura e beleza na narrativa, que no final você acha tudo isso até normal.

Não vou entregar o grande segredo do filme, mas é claro que a ideia original é de deixar qualquer Time-Lord maluco, com o Wibbly Wobbly Timey Wimey… Stuff… Preparem-se.

A fotografia é um show a parte e os personagens cativantes, é incrível como Burton ama o incrível e a tempos o gótico é cool, como se o telespectador estivesse dentro de um circo do século 19, ao lado de um sonho onde contorcionistas e pessoas diferentes eram atrações.

É claro que há um romance adolescente entre todo este mundo inventado e reproduzido nas telas, mas está longe daquela narrativa pastel-de-feira que nos forçam a engolir quando o tema é fantasia+adolescência.

Mas como todo o filme, tenho certeza que haverá cortes e mudanças de personagens, mas como não li o livro, fico curiosa em saborear esta linda aventura de fantasia com certeza. Afinal, essa é a verdadeira função do cinema de reboots. Apresentar uma obra ao público que nem tinhamos ideia da existência e fazer com que o verdadeiro autor seja beneficiado com a compra de seu livro, foi assim com Harry Potter e espero que seja com esse. Muito sucesso.

 

Detalhes do livro

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Foto do livro de Ransom Riggs publicado pela editora Leya, reprodução http://www.nomundodoslivros.com/

 

 

 

 

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Como sempre, em tempo: Não assista o trailer que contém muitos spoilers

 

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