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Sempre me perguntam o que acho de ser jornalista. Mais precisamente da área de entretenimento.

Aqui no Aumanack não cobrimos apenas a cultura pop. Somos profissionais, como eu, que há mais de 25 anos também trabalha com política. Portanto, ser jornalista é ser imparcial e levar a informação para as pessoas.

Mas esse blá blá blá técnico você já está acostumado. Vou ser direto e franco: eu amo! Não ganhamos dinheiro com este site. Ganhamos amigos, experiências e é fantástico poder ir assistir a um filme antes de todos e depois poder conversar com o diretor, produção e elenco. Como hoje (25 de julho), com o Filme da Minha Vida e depois entrevistar Selton Mello e cia.

São filmes como este que te fazem admirar o trabalho de um escritor, Antonio Skármeta, que escreveu o livro e na esplêndida adaptação para as telas feita por Selton e um elenco que soube mais do que interpretar, soube viver cada constante.

Este filme poderia ser a adaptação de sua vida ou da minha. E muitas vezes ele é sim. Quantas cenas não olhei e lembrei de minha infância através dos olhos de Tony. As brincadeiras no campo, convidar a menina que tanto gostava para ir ao cinema e ficar quase um filme inteiro criando mil maneiras de encostar em sua mão e depois segura-la, e o filme nem ao menos era lembrado? Do cheiro do café da manhã, das primeiras pedaladas e tantas e tantas coisas que fizeram, pelo menos para mim, o que sou hoje.

O Filme da Minha vida te faz encostar naquela poltrona por um pouco mais de 1 hora e meia e esquecer do mundo. Tanto que quem está acostumado a puxar o celular durante uma sessão, irá se sentir como um verdadeiro pecador ou invasor em ligar aquela luzinha que irá lhe despertar para o mundo real e este tempo. Este filme te lembra que ir ao cinema é se divertir, viajar do início ao fim. Parafraseando uma das partes do filme:

“Vou ao cinema para ver um filme. Vejo o início e depois o fim, porque gosto do filme.”

E é para isto que vamos! Para nos entretermos e vivermos a vida e o sonho de um diretor, de um roteirista, de um personagem… o sonho de um garoto que sai do cinema querendo ser como o herói daquela história.

E falando sobre sonhos, na entrevista Selton Mello falou sobre isso. “Que sonhadores, buscam outros sonhadores.”

“Eis que um dia Skármeta entrou em contato comigo e Vânia Catani, produtora e minha parceira. Seu desejo era que o livro ‘Um Pai de Cinema’ fosse realizado no Brasil. Achei que era um trote, depois percebi que não, ele realmente estava ali com um desejo claro e achava que a pessoa que deveria fazer a transposição das páginas de seu livro para a tela do cinema era eu.”

Além de Selton, a atriz Ondina Clais estava visivelmente emocionada na entrevista. Ela disse que foi um dos melhores presentes que poderia ter ganho de um diretor. Ainda mais por trabalhar muito mais com Teatro, onde tem que viver a imaginação. Ela disse que este filme foi como retornar ao passado de tantas mulheres do interior, onde ela cresceu, como sua mãe e reviver cada passo. Que olhar para o campo, para os animais ali, o trem, tudo tão antigo, era impossível não se emocionar. E ali, junto aos jornalistas, ela estava mais do que feliz em relembrar cada parte deste projeto.

E se você é um romântico, um apreciador da arte ou apenas aquela pessoa que não sabe o que ir ver no cinema, aqui está uma ótima escolha. Nada de barulhos e explosões sem sentido ou roteiros que não fazem a menor razão de o ser. Este é um filme para se ver acompanhado ou sozinho. Não importa. Porque ele é Filme da (sua) Minha Vida!

E que subam as cortinas! Até a próxima!!!

Baseado na obra de Antonio Skármeta, o filme é um romance que se passa nos anos de1960 e traz a história do jovem Tony Terranova, interpretado por Johnny Massaro, na Serra Gaúcha, no Sul do Brasil. Tony precisa lidar com a ausência do pai (Vincent Cassel), que foi embora sem avisar à família e, desde então, não deu mais notícias ao filho. Ele é professor de francês num colégio da cidade, convive com os conflitos dos alunos no início da adolescência e vive o desabrochar do amor.

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