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Alô Criançada o Bozo chegou, trazendo alegria para você e o vovô!

Quem tem mais de (não precisa dizer a idade), consegue lembrar da música que alegrava as manhãs da TVS. Sim, TVS, a TV do Silvio Santos, o homem do baú!

Com o tempo – arruma o tracking -, a emissora mudou para SBT. E pelo visto, terei que colocar um tradutor simultâneo nesta matéria, ou talvez não.

Falar sobre o palhaço que ninguém sabia o nome (e alguém ligava?), e de seus ajudantes, é retornar há um tempo da história da televisão brasileira. E não apenas da TV, mas de um programa que criou muitos bordões para uma geração.

– Crianças! Que horas são??” Perguntava o saudoso Papai Papudo, para que as crianças respondessem: Cinco e sesseeeentaaaa. E ele olhava de volta para o Bozo e dizia, “faltam cinco minutos para daqui a pouco.

Pode parecer besta e infantil. E era isso mesmo.

O filme Bingo, vivido por Vladimir Brichta, nem tem a pretensão de resgatar ou ser saudosista com os anos 1980. Pelo contrário. O filme é uma homenagem a Arlindo Barreto, um dos Bozo do SBT. Sim, Arlindo não foi o primeiro.

O primeiro Bozo no Brasil, foi Wandeko Pipoka, que o interpretou de 1980 a 1982. Após ele vieram de 1982 a 1991, Luís Ricardo, Arlindo Barreto, Paulo Seyssel, Décio Roberto, Edílson Oliveira da Silva, Luiz Leandro, Jonas Santos, Evandro Antunes, Cau Alves, Charles Myara e Nanni de Souza. E é desses “Bozo” que o filme fala.

Ele se inspira na vida de Arlindo Barreto e toma um pouco da história dos outros personagens. E com maestria!

Para os mais antigos que esperam pela Vovó Mafalda, Garoto Juca, Salci Fufu, Bozolina entre tantos outros, pode até ficar triste, pois eles não aparecem. A Vovó até está ali.

Só que vamos falar do filme!

Bingo é um filme divertido e crítico. Mostra as maravilhas de estar nos holofotes, ser o centro das atenções e o que isso pode trazer também de negativo.

Augusto Mendes, que irá se transformar no palhaço Bingo, é um ator de pornochanchada, que era um termo das junções das palavras “pornô” com “chanchada”. Um gênero erótico do cinema nacional na década de 1970. E como todo ator, Mendes queria o estrelato. Criando um filho sozinho, enquanto sua ex é uma famosa atriz da TV Mundial (a TV Globo), ele tem que se virar em ser pai e ator. E quando chega ao topo, ele não consegue lidar tão bem com isso.

Pode até parecer clichê, mas a vida é um clichê de acertos e erros.

Bingo é recheado de palavrões, drogas e o bom e velho Rock. Não é um filme para levar seus filhos para dizer “olha como era a minha infância…“. É capaz do pai traumatizar seu garoto ou garota. Ainda mais porque naqueles anos, bullying, cigarro, criancices, eram lidados de outras maneiras. E ligar para o Bozo e mandar ele tomar no c%¨& porque no copo é mais gostoso, eram frases que aprendíamos assistindo ao palhaço, ao Pica-Pau e tantas outras coisitas a mais na TV. Além de vermos outras coisas mais íntimas que hoje são um total tabú. Não pela censura nos meios de comunicação, mas sim pelos mimizentos das redes sociais. Alguém hoje escreveria uma letra de uma música com “eu fui da mamãe, DA mamãe”? Acho que não. Uma pena.

Podemos dizer que Bingo não é apenas debochado e cheio de excessos, mas é surreal. Um filme que mostra os bastidores da televisão para os saudosistas, estudiosos da década ou quem apenas quer assistir a um bom filme.

Bingo O Rei das Manhãs, serve não apenas como entretenimento, mas uma aula do quanto qualquer um de nós pode se afastar de quem realmente conhecemos de verdade: a nossa família.

Então, vá ao cinema e divirta-se. Relembre as frases que fizeram uma época, escute o lado B de sua fita K7 BASF. Arrume o tracking de seu vídeo cassete. E se der, veja na Telefunken! E não esqueça que isso tudo, usando um bom kichute com um pirocóptero na boca e o seu Falcon de lado.

E se você não entendeu nada do que escrevi, é melhor pedir ajuda aos seus pais! E se entendeu, parabéns! Você realmente teve infância!

E que subam as cortinas! Até a próxima!

Inspirado na vida do ator e apresentador Arlindo Barreto, o filme, estrelado por Vladimir Brichta, Leandra Leal, Emanuelle Araújo, Ana Lúcia Torre, Tainá Muller, Augusto Madeira e com a participação de Domingos Montagner e Pedro Bial, narra as desventuras de Augusto (Vladimir), um artista que sonha em encontrar seu lugar sob os holofotes e que se depara com sua grande chance ao se tornar “Bingo”, um palhaço apresentador de um programa infantil que é sucesso absoluto no Brasil. Porém, uma cláusula no contrato não permite revelar quem é o homem por trás da maquiagem e Augusto, ou o novo “Rei das Manhãs”, se transforma no anônimo mais famoso do Brasil.

 

 

 

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