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De origem humilde e desde a infância sonhando com um mundo mágico, P.T. Barnum (Hugh Jackman) desafia as barreiras sociais se casando com a filha do patrão do pai e dá o pontapé inicial na realização de seu maior desejo abrindo uma espécie de museu de curiosidades. O empreendimento fracassa, mas ele logo vislumbra uma ousada saída: produzir um grande show estrelado por freaks, fraudes, bizarrices e rejeitados de todos os tipos.

“Eu fecho os olhos e consigo ver

O mundo que está esperando por mim

E que eu chamo de meu

Através do escuro, através da porta

Através de onde nunca estiveram antes

Mas que parece como um lar”

O trecho acima é parte de uma das músicas do filme. A Million Dreams.

O Rei do Show não é apenas um filme, um musical ou uma narrativa da jornada de um jovem pobre que irá conquistar o mundo. Está muito longe destes clichês. Está além do que um crítico pode descrever.

Parafraseando uma parte do Rei do Show, é triste ver um crítico de teatro que não sorri com a peça. É triste ir ao cinema e não se envolver com o filme, com seus personagens, com a obra de uma maneira em geral. Comparecer apenas para puxar um bloquinho de anotações e procurar por erros, ficar buscando explicações para tudo o que acontece, em figurino, iluminação etc.

Este é um filme que fala sim sobre a jornada de um garoto, mas muito mais, sobre acreditar nos sonhos. E não apenas em viver. Mas saber que muitas vezes não poderemos alcançar o objeto que tanto desejamos em nossos sonhos. E quando isso acontece, o que devemos fazer? Acordar, para que possamos tê-lo em nossas mãos!

As partes técnicas, para os que gostam delas, é uma arte. O figurino dos personagens, a ambientação, toda ela é um verdadeiro palco por trás da grande tela.

Para aqueles que não gostam de filmes musicais, podem ficar tranquilos. O Rei do Show é bem dosado com partes em diálogos e música. Um dos destaques, além da cena inicial, é a coreografia no bar entre Hugh Jackman e Zac Efron. Uma dança que envolve copos! Os dois atores estavam formidáveis, mesmo que Zac fique ofuscado por Hugh Jackman.

Hugh Jackman é o verdadeiro Rei do Show. Sua interpretação, em minha opinião, uma das melhores do ator, vai além de sorrisos, cantar e mostrar suas emoções. O envolvimento do ator é tão forte com o papel, que não temos como pensar em outra pessoa para viver o personagem.

O elenco de peso, além de Zac Efron, que novamente tem uma parte musical com Zendaya que fala sobre ter pés no chão, subir montanhas e ir além do que as pessoas querem, é fantástico. A antítese entre os dois personagens, ela uma pessoa da classe baixa e ele de uma família prestigiada, é totalmente o contrário do inicio do filme, onde Hugh é o pobre e sua futura esposa aceita sair de uma classe prestigiada e viver o sonho ao lado de quem ela ama.

E os sonhos que muitas vezes se tornam pesadelos, podem acabar no momento em que acordar. Isso é claro durante a trama, que não traz o roteiro preguiçoso de mostrar a clássica jornada do herói, mostrando o protagonista vindo do nada, lutando para conquistar, chegando no seu auge, perdendo tudo e novamente se levantando! Não, de forma alguma.

O Rei do Show é um pouco da realidade de cada um. Demonstrando que mesmo em nossos piores momentos, ainda podemos ter a mão de alguém que nos dê uma maçã, um alguém que mesmo longe irá ler nossas cartas e as responder. E que mesmo em nosso auge, ainda iremos cometer erros, esquecer do passado, ficar longe do objetivo e poder retornar.

“Quando as palavras mais afiadas querem me cortar
Vou enviar as enchentes, vou afogá-las
Sou corajoso, estou machucado, sou quem deveria ser
Este sou eu”

Este trecho (This is me), representa bem toda a jornada dos personagens. Onde cada um possui seus problemas. Problemas com o preconceito social, físico, em todos os sentidos, que levam para o pior: a aceitação.

E quem melhor para te dar essa aceitação do que apenas você mesmo? E lógico que em muitas situações, precisaremos de uma palavra de um alguém que nos mostre que nós não precisamos ser como os outros que nos jogam em nossa face nossos erros, nossos problemas, etc. Já sabemos quem somos, já sabemos nossos limites. E agora é chegada a hora de percebermos que ir além das estrelas, depende apenas de reescrevermos o que tanto queremos.

Os limites não são impostos por outros. São feitos por nós.

O Rei do Show é um tapa nas pessoas em geral. É uma provocação para que o assista para se divertir. Que busque o sorriso como uma criança que vê um mágico realizar o seu truque e não se importe como aquilo aconteceu.

Serve para lembrá-lo que a magia do cinema é para divertir e não buscar por motivos. E que as coisas que acontecem em nossa vida, também não precisam de motivos. Precisam de sorrisos, de lágrimas, e de serem vividas.

E que sempre podemos contar com alguém. Pois nunca ninguém está sozinho.

Poderia escrever muito mais sobre o filme, como as cenas que interagem com os personagens, os slowmotions, entre outros. Só que isso seria um terrível erro em retirar a sua diversão! Portanto, desta vez, não o farei!

E que subam as cortinas. E que o show jamais termine! Até a próxima!

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