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A matéria contém spoilers. Não tão fortes, mas contém!

Acabamos de conferir ao Especial de Natal de Dr Who no Cinermark. Antes do início do episódio, foi apresentado um especial contando toda a saga de Peter Capaldi e Steven Moffat. E no final, um pouco mais sobre os bastidores deste episódio, além da participação dos atores Mark Gatiss e David Bradley.

Foi algo emocionante e o sentido de aranha não parou em nenhum momento. Foi de arrepiar e deixar os olhos suando.

Mas vamos ao Especial, Twice Upon a Time!

É sem dúvida alguma uma ótima despedida! Todo episódio é uma verdadeira peça de teatro. Moffat conseguiu trazer todo o grande final que existe no teatro, parecendo algo muito shakespeariano e a cena final da regeneração um dos melhores monólogos da série.

Diferente de Matt Smith para Peter Capaldi, esta regeneração para Jodie Whittaker foi uma explosão! E que explosão!!

Esta é a segunda vez na série que temos uma regeneração explosiva. A primeira foi de David Tennant. E como a do Décimo Doutor, a de Capaldi teve o mesmo impacto emocional.

Este episódio levava a acreditar que o Doutor Original viria para ajudar o 12º a aceitar sua regeneração. Mas não foi bem isso.

Este foi um episódio sobre aceitação. Sobre mudanças, de dizer adeus e olá ao que vem aí.

Além disso, mostrar que quando alguém resolve sair de cena, muitas pessoas poderão sofrer consequências com este ato.

O Doutor não é apenas mais peça no quebra cabeças cósmico. Ele é a peça que sempre irá ajudar a todos. Ele é gentil, ele é doce, ele é o amigo a quem todos querem ao lado e nunca precisam buscar, pois ele está sempre ali.

Este episódio frisa muito bem o que sempre foi Doctor Who e que acabou se perdendo em muitas aventuras no tempo e espaço, com episódios mais sombrios, um Doutor mais vingativo e sempre perdendo as pessoas ao seu lado e se tornando depressivo.

Nos acostumamos a um Doutor com uma companheira ou companheiro do lado, mas que em algum momento irá o perder. Pois bem, Twice Upon a Time nos lembra que O Doutor está além disso tudo!

The Captain (MARK GATISS), o primeiro Doctor (DAVID BRADLEY), Bill (PEARL MACKIE) – (C) BBC/BBC Worldwide – Photographer: Simon Ridgway

A interpretação de Bradley como o Primeiro Doutor está fantástica! Ele trás um pouco da interpretação clássica, mas coloca muito dele mesmo. Sua visão é formidável. Com destaque para uma época mais machista, Bradley faz as piadas sobre o lugar da mulher de uma maneira direta e refinada. Ele não é machista, apenas vive em um tempo onde a mulher era o segundo plano e o sexo frágil. E uma ótima parceria com respostas vinda de Bill, onde ela joga a bomba e espera pela reação do Doutor ao dizer que “também sabe lidar com o sexo frágil”.

Ainda existe outras brincadeiras sobre ela falar de uma maneira muito grossa e com palavras de baixo calão e o Primeiro Doutor dizendo que irá bater em sua bunda. Ela se diverte levando para o outro lado, mais masoquista, olhando para o 12º Doutor dizendo que nunca soube desse lado dele.

Um bom humor, com drama, com aventura e participações especiais.

Além da homenagem ao primeiro Doutor, a série também fecha o ciclo de personagens e alguns erros cometidos por Moffat, como o esquecimento de Clara.

Traz referências a outros futuros (passado para nós), de companheiros que virão a participar das aventuras do Doutor.

É sem dúvida alguma, um dos melhores Especiais de Natal da série. E está entre as duas melhores Regenerações de Doctor Who.

O fechamento, com a chegada da nova Doutora foi lindo e ao mesmo tempo deixa uma grande dúvida no ar: o que raios aconteceu?

A TARDIS a salvou pois teve algum problema como na Regeneração 10º para 11º Doutor? E por isso ela abriu as portas e atirou para fora?

Ou como muitos críticos que não aceitaram essa mudança, a TARDIS também não a aceita e… explode?

Só saberemos em 2018! E até lá, muita coisa irá acontecer nos bastidores com boatos e boatos.

Resta aguardar e esperar por esse novo Universo de Doctor Who que está chegando!

E que as cortinas jamais se fechem! Até a próxima!

Destaques

  • Para a construção da TARDIS clássica. Muitos dos elementos que estão lá dentro são as verdadeiras da série. Outras foram construídas como o Relógio do Tempo.
  • A cena clássica da luta contra os Cyberman foi muito estudado para que ficasse igual ao livro e a série.
  • O Armísticio de Natal ou Trégua de Natal, realmente existiu. Ela ocorreu ao longo da Frente Ocidental no Natal de 1914, durante a Primeira Guerra Mundial. Durante a semana que antecedeu o Natal, soldados alemães e britânicos trocaram saudações festivas e canções entre suas trincheiras; na ocasião, a tensão foi reduzida a ponto dos indivíduos entregarem presentes a seus inimigos. Na véspera de Natal e no Dia de Natal, muitos soldados de ambos os lados – bem como, unidades francesas ainda que em menor número – se aventuraram na “terra de ninguém”, onde se encontraram, trocaram alimentos e presentes, e entoaram cantos natalinos ao longo de diversos encontros. As tropas de ambos os lados também foram amigáveis o suficiente para jogarem partidas de futebol.
  • Peter Capaldi logo após a filmagem da sua regeneração ganhou a Sonic de presente. Na hora de receber, ele brincou que a caixa continha suas cinzas. E para não deixar de ser mais emocionante, chorou com as homenagens da equipe.

  • Existem várias brincadeiras durante o episódio sobre o tamanho da TARDIS. Mas as melhores são de bastidores com os atores tentando fazer selfies na TARDIS clássica para mostrar o quanto ela é apertada.
  • Steven Moffat pode ser criticado por muitos fãs, mas ele é aquele que escreveu os melhores episódios da série como da The Empty Child, The Girl in the Fireplace, Blink, Silence in the Library, entre outros, além de ter ganhado prêmios por seus roteiros e também ter criado personagens clássicos como os Anjos e River Song.

 

 

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